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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Filmes que dão lições aos administradores

Sexta-feira chegou e é tempo de se divertir e de ver filmes.  Todos sabem que nas minhas atividades de gestão, comunicação e apresentação de trabalhos, gosto sempre de unir as lições da sétima arte. Esse post faz uma seleção de alguns filmes interessantes que trabalham esse conteúdo e nos dão belos exemplos de ações e decisões que podem ser tomadas no mundo da gestão. Seleção originalmente feita pelo site administradores.com.br. Curta! E bom cinema!

Assistir a um filme é, para muitos, um momento de lazer e diversão. Contudo, o cinema pode oferecer, além do entretenimento, importantes lições para a carreira profissional. O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Sebastião Luiz de Mello, lista 10 filmes que, segundo ele, todo profissional de administração deveria ver para aprender sobre gestão, superação, liderança, trabalho em equipe, entre outros temas.

Confira, abaixo, a lista preparada por Sebastião Mello.

Invictus
Direção: Clint Eastwood

O filme conta a história a partir da eleição de Nelson Mandela (Morgan Freeman) para presidente da África do Sul, quando o país ainda mantinha resquícios do apartheid. Para contornar a grave situação social e econômica, Mandela se une ao time nacional de rúgbi. “Este filme é interessante para os Administradores, pois o presidente Mandela terá uma relação próxima com o capitão do time, atuando como coach não para dar respostas, mas para fazer o atleta refletir sobre as situações e mudar seus comportamentos”, diz o presidente.

Amor sem Escalas
Direção: Jason Reitman

Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas. Por estar acostumado com o desespero e a angústia alheiros, ele mesmo se tornou uma pessoa fria. Ele viaja para todas as cidades dos Estados Unidos demitindo pessoas. Mas seu chefe decide contratar Natalei Keener (Anna Kendrick), profissional que desenvolveu um sistema de demissão por videoconferência e, caso o sistema seja implementado, Ryan corre o risco de ficar sem emprego.  O filme mostra para os Administradores o conflito de gerência tradicional e gerência nova, que salta das escolas de negócios transformando as relações.

Um Sonho Possível
Direção: John Lee Hancock

“Este é um filme muito emocionante, baseado em um fato verídico”, opina Sebastião Mello. O jovem negro Michal Oher (Quinton Aaron) cresceu em lares adotivos. Sua vida muda quando ele conhece, no meio da rua, Leigh Ann (Sandra Bullock) que, sensibilizada pela situação do rapaz, decide leva-lo para dormir em sua casa. Ela e sua família decidem apostar no potencial de Michael, dando-lhe uma família, uma escola e a chance de jogar no time de futebol. O filme aborda temas como superação, esperança e como é importante a pessoa acreditar nela mesma. “Além disso, nos faz perceber que existem muitos talentos escondidos na empresa, esperando apenas uma oportunidade para fazer a diferença”, defende.

O homem que mudou o jogo
Direção: Bennett Miller

Esse é mais um filme que usa o esporte para nos ensinar importantes lições que valem para a vida pessoal e profissional. A película conta a história de um time de baseball com orçamento modesto que vem perdendo importantes atletas. O gerente do time, Billy Beane (Brad Pit) tenta conter os problemas, mas sem sucesso até conhecer Peter Brand (Jonha Hll). Beane adota as ideias de Brand e decide abrir mão de velhos conceitos de administração e passa a contratar jogadores pelo método defendido por Brand. A metodologia dá certo e o time vence vários jogos. O filme mostra como lidar com mudança, aborda princípios, obstinação, perseverança, além de deixar a mensagem da possibilidade de mudar o rumo das nossas vidas a partir da crença e da defesa inabalável de um princípio.

De pernas pro ar
Direção: Roberto Santucci 

Segundo Sebastião Mello, este é um filme muito divertido. Ele mostra a vida de Alice (Ingrid Guimarães), uma mulher workaholic que perde o emprego e o marido no mesmo dia. Mas tudo muda quando ela conhece a vizinha, que é dona de um sex shop em decadência. Alice percebe que o negócio está de mal a pior por falta gestão e decide, então, virar sócia da amiga. Para o presidente, como Alice tem amplo conhecimento na área de administração, ela consegue alavancar as vendas do sex shop e descobre que é possível dar a volta por cima, ser uma profissional de sucesso e ainda ter tempo para a família.

A fuga das galinhas
Direção: Peter Lord e Nick Park

Esta é uma animação britânica que conta a história de uma galinha que decide fugir do galinheiro após descobrir que seu futuro é virar comida. Ela e seus amigos vão viver várias aventuras para conseguirem alcançar seus objetivos. “O filme é interessante para os Administradores, pois traz lições como trabalho em equipe, estratégia e criatividade”, conta.

Monstros SA
Direção: Pete Docter

Neste filme, Mike e Sulley são monstros empregados da empresa Monstros S/A. A energia que a empresa gera provém dos gritos das crianças, mas como elas já não se assustam mais, o lucro da empresa começa a cair. Mas Sulley conhece uma garotinha e descobre que o riso dela também é capaz de gerar energia. O filme fala de reorganização na empresa, além de mostrar como é possível superar dificuldades se soubermos enxergar oportunidades, mesmo diante da crise.

Coach Carter - Treino Para a Vida
Direção: Thomas Carter

“Inspirado em uma história real, este filme é muito motivador”, fala Sebastião Mello. Ele conta a história de Ken Carter (Samuel L. Jackson), técnico de basquete que aceita treinar a equipe de um colégio da periferia. No local, ele precisa enfrentar a desmotivação de pais e alunos. Mesmo assim, ele consegue impor um rígido regime que, além de ajudar a melhorar as notas dos alunos, leva o time da escola a ganhar vários títulos. Para o presidente, o filme fala sobre liderança e do papel do líder para o bom trabalho em equipe.

Wall Street – O dinheiro nunca dorme
Direção: Oliver Stone

Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da prisão após cumprir pena por fraude financeira e, impossibilitado de operar no mercado financeiro, ele passa parte do tempo palestrando e escrevendo livros. Até conhecer Jacob Moore (Shia LaBeouf), um operador idealista do mercado de Wall Street.  “O filme nos faz questionar até onde podemos ir para garantir sucesso e fama no mundo corporativo. Além disso, ensina a trabalhar com riscos”, afirma.

O discurso do Rei
Direção: Tom Hooper

Este é um filme que conta a história real de o rei da Inglaterra George VI, pai da atual rainha Elizabeth II. Ele sofria de uma gagueira que o impedia de discursar para grandes públicos, até conhecer o terapeuta Lionel Logue. Para Sebastião, esta relação entre os dois traz grandes ensinamentos para a Administração. “Uma delas é a importância dos líderes saberes se comunicar com eficiência e eficácia. Outra lição deste filme é a de que servir não significa dizer ‘sim’ a tudo. Apesar de estar atendendo ao Rei, Lionel mantém uma postura firme e exigente. Muitas vezes, diante de uma situação, um gestor precisa ser tão firme quanto Lionel, mas sem perder a delicadeza e o bom humor”, finaliza o presidente do CFA. Sebastião Mello.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Entenda o que a baixa auto estima pode fazer com você

Baixa autoestima é muito mais do que insatisfação com você mesmo. É na verdade um sentimento
mais profundo que vai além de não estar bem com seu peso ou sua imagem em algum momento.
BuzzFeed Brasil entrevistou o psiquiatra Fernando Fernandes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP que afirmou que “a baixa autoestima é um sentimento de menos valia” e que está sempre associada ao sentimento de insegurança. “Quem sofre de baixa autoestima tende a interpretar fatos e sinais de uma maneira ruim e tem uma visão extremamente negativa de si mesmo o tempo todo”, diz.

Baixa autoestima não é uma doença e sim um sentimento, por isso não existe um diagnóstico específico.

Existem indícios de que uma pessoa sofra de baixa autoestima e é muito importante que se fique atento a eles. “É possível identificar por algumas características como atitudes autodepreciativas, comportamentos inseguros, ações que denotem insegurança, principalmente nos relacionamentos interpessoais”, afirma Fernando.

Resumindo, a pessoa que sofre de baixa autoestima dá sinais disso, principalmente quando se vê em meio a outras pessoas, como em um relacionamento afetivo ou trabalho.

A baixa autoestima se torna um problema quando impede qualquer pessoa de fazer algo.

O sentimento passa a ser um problema quando o indivíduo deixar de sair, socializar, namorar e até trabalhar. Para Roberto Rosas Fernandes, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, a questão da baixa autoestima é muito mais importante do que as pessoas pensam.

“Em geral usam o termo para falar sobre mudanças físicas, como alterações de peso ou um corte de cabelo”, como se a autoestima fosse uma questão apenas externa. “Mas a pessoa que sofre de baixa autoestima se sente insegura em embarcar em projetos emocionais e profissionais, se tornando incapaz de se lançar para vida”, diz Roberto, em entrevista ao BuzzFeed Brasil.
Segundo ele, evitar ir a uma festa ou não conseguir se aproximar de alguém que te interessa são problemas recorrentes na vida de quem sofre com a baixa autoestima.

Problemas de baixa autoestima podem começar já na infância.

Isso é estudado pela Psicologia do Narcisismo, a área que observa a autoestima, e que conta com diversos estudos. “Alguns deles apontam que uma criança que foi ouvida, teve exemplos positivos e contou com pais que foram empáticos e que entenderam as necessidades dessa criança, provavelmente não se tornou um adulto com questões de baixa autoestima, ou como chamamos, feridas narcísicas”, diz Roberto.

Essa é uma das possibilidades de origem de problemas de baixa autoestima e pode ser resolvida em acompanhamento com psicólogos e psicanalistas.

A baixa autoestima também pode surgir na adolescência e até na vida adulta por conta de padrões inalcançáveis de vida.

Segundo a professora do Instituto de Psicologia da USP, Leila Tardivo, “a autoestima é sim algo que se constrói desde cedo, porém não se pode culpar apenas os pais”. “Durante a adolescência é muito característica a necessidade de pertencimento e na vida adulta também temos que entender que não adianta você tentar seguir padrões estéticos e sociais inalcançáveis”, diz Leila, em entrevista ao BuzzFeed Brasil.

Como um bola de neve de problemas, ela pode virar um quadro de depressão.

Nem todo mundo que sofre de baixa autoestima tem depressão, porém ela pode ser um dos componentes da doença e deve ser observada independente de qual seja o caso.

“As pessoas confundem baixa autoestima com um sentimento de insatisfação. Quando esse descontentamento não está associado a uma coisa específica, como um nariz que incomoda, ou um pequeno sobrepeso, passa a ser um problema grave e pode ser sinal de um quadro depressivo”, diz Fernando.

Leila completa afirmando que “é possível entender a baixa autoestima como um sintoma de depressão quando a pessoa se sente constantemente derrotada, infeliz, e insatisfeita. Esses sentimentos vão piorando a situação porque favorecem ainda mais o fracasso individual”.
Nestes casos, os três profissionais ouvidos pelo BuzzFeed Brasil indicam a busca de auxílio profissional como psicólogos e psiquiatras.

O primeiro passo para melhorar a autoestima é buscar o autoconhecimento.

“Todo investimento que a pessoa fizer em si é muito importante. O indivíduo pode criar sua própria autoestima através de investimentos como o cuidado com corpo, com a alimentação, investimento em educação e bons trabalhos”, aponta Roberto.
É preciso lembrar porém que a baixa autoestima é também uma questão interna. “Não é só uma questão de aparência. Se mudanças como peso e maquiagem ajudarem você a se organizar internamente, ótimo, do contrário só as transformações físicas não vão ajudar”, diz Leila.

Pequenas metas são ideias para melhorar a autoestima.

“Estabelecendo pequenas metas a pessoa passa a desenvolver segurança a medida que consegue ver o desenvolvimento delas. Se por exemplo alguém quer fazer exercícios físicos, pode começar andando uma quadra, na semana seguinte duas, depois de alguns meses começar a correr e assim vai. Cumprir pequenas metas vai gerando um ciclo virtuoso”, afirma Fernando.

Não tem problema se afastar de quem não está te ajudando (ou te puxa para baixo).

Fernando diz ainda que “se cercar de pessoas positivas que veem o lado bom das situações e da sua personalidade é essencial para a melhora da autoestima. E não tem problema bloquear quem te deprecia, que te coloca pra baixo”. E o mesmo vale para ambientes. “Isso não quer dizer ficar recluso, mas sim escolher quem ajuda e não quem critica”, diz.

Caso você conheça alguém que aparenta sofrer de baixa autoestima, seja companheiro e compreensivo.

Leila diz que “não adianta ficar apontando as falhas e defeitos em quem tem baixa autoestima”. Roberto complementa que “um bom vínculo, seja namoro, casamento ou amizade, é essencial para promover o ser humano, portanto é interessante que quem sofra de baixa autoestima tenha suporte de quem está próximo”.

Fernando indica que esse suporte pode ser feito por meio de conselhos e convites. “Se você percebe que um amigo sofre de baixa auto-estima, convide ele para fazer atividades. Se ele quer emagrecer, proponha caminhadas divertidas, se ele quer ganhar mais conhecimento, proponha cursos”, diz. Não pressione, vá junto e dê apoio de forma objetiva. “As pessoas precisam de um estímulo amigo e de um exemplo, muito mais do que falar, é legal ir junto!”, diz Fernando.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Todo profissional precisa vender seu peixe. Mas com limite!

Em um cenário de constantes mudanças no mercado de trabalho, adquirir visibilidade e,
consequentemente, uma oportunidade não é tarefa fácil. Muitos profissionais se acomodam em suas tarefas e esquecem que para serem vistos e lembrados pelos seus chefes é preciso ousar e se utilizar da autopromoção. Mas até onde essa prática pode chegar sem se tornar irritante?

Para Dan Schawbel, colunista das revistas Forbes e Time e autor do livro "Promova-se", existe uma clara distinção entre autopromoção e fanfarronice no ambiente de trabalho. "Autopromoção significa fazer estrategicamente com que as pessoas saibam o que você pode fazer, quais são suas habilidades e o que você já realizou - de uma maneira que mantenha o foco no modo como tudo isso favorece sua equipe e sua empresa. Já a fanfarronice é quando você se vangloria e diz respeito ao que é interno: você, você, você - como você é magnífico e como você é melhor do que todo mundo", explica.

Para você não se tornar apenas mais uma pessoa irritante dentro da empresa, separamos algumas dicas de Schawbel para realizar sua autopromoção e não parecer um idiota enquanto isso. Confira:

1. Faça com que as pessoas entendam que vale a pena falar ao seu respeito. Para isso, execute seu trabalho com precisão e se torne conhecido por uma coisa ou área em específico. "Se você for especialista em alguma coisa e executar um trabalho de alta qualidade, se você se der bem com os outros e trabalhar bem em equipe, as pessoas naturalmente falarão a seu respeito e das coisas que você faz", diz Schawbel.

2. Faça com que os outros tenham uma boa imagem, especialmente o seu gerente. Esteja sempre ao lado do seu gerente e colegas, sempre disposto a ajudar. "Quando seu gerente for promovido e começar a montar sua nova equipe, ele naturalmente escolherá pessoas que se revelaram leais e com quem ele pode contar para continuar a promover uma boa imagem", sugere o autor.

3. Consiga pessoas que divulguem seu trabalho. "No local de trabalho, um elogio do seu supervisor ou de um colega de trabalho que se destaque tem um peso maior do que se você dissesse a mesma coisa", aconselha Dan.

4. Demonstre estar entusiasmado com o trabalho e o progresso que está fazendo no seu mais recente projeto.

5. Elogie seus colegas de trabalho que estão fazendo coisas excelentes. Dessa forma, os outros também vão querer aclamá-lo quando você for bem sucedido.

O livro de Schawbel está disponível na Amazon.

Originalmente publicado no site www.administradores.com.br


domingo, 11 de outubro de 2015

Dia das Crianças: a importância da mesada

Há muitos artigos defendendo a mesada, como forma de ajudar na educação financeira das crianças. Por ocasião do dia das crianças, recupero o texto do João Kepler do site www.administradores.com.br, que contraria um pouco do que se prega. Ele não dá mesadas aos seus filhos, e trabalha bastante com negociação e meritocracia, algo que também pratico bastante na minha casa. Confira o artigo:

Tenho lido bastante sobre o tema MESADA, mas infelizmente a maioria dos artigos e livros falam deste assunto dando ênfase a importância da mesada e do controle dela na educação financeira dos filhos. Inclusive um artigo sobre uma Tabela bem interessante para calcular Mesada, é um dos artigos mais lidos aqui no Portal Administradores.

Por isso, resolvi mostrar de forma simples o outro lado, o meu lado, o lado prático de quem educa três filhos (15, 13 e 10 anos) SEM dar mesada, desde que nasceram.

O que me motivou a ter feito isso foi prepará-los para a vida e a mostrar como é não ter “nada garantido” mensalmente; Muitos amigos, especialistas e educadores me dizem: “Mas João, o hábito da mesada ensina as crianças coisas interessantes como organização, controle e disciplina”, é verdade, a mesada tem seus lados positivos, mas olhando pelo “outro lado” ou pelo meu lado, passam uma sensação equivocada de segurança, de poder e principalmente, da garantia de ter um fixo garantido todo mês independente de qualquer coisa.

Na prática sempre dei o suficiente para o lanche na escola e abro uma negociação com eles a cada solicitação, necessidade ou pedido especial. Mas não se trata de moeda de troca, de chantagem ou controle demasiado. Se eu tiver condições financeiras eu condiciono a liberação sempre amparado em alguma métrica ou resultado esperado em um prazo combinado; Se não tiver condições, eu digo NÃO e explico claramente a situação, os motivos e os porquês. Nunca escondi deles as oscilações, as emoções da Montanha Russa ou o sobe e desce da Roda Gigante da vida.

Em resumo, fazendo isso, estou promovendo e nutrindo valores como: Conquista, competição, realização, gratidão, respeito, humildade, resiliência, tenacidade, liderança, interdependência e empreendedorismo. Quem conhece meus filhos, sabem que eles carregam e praticam esses valores aqui mencionados.

Os meus filhos Empreendem desde pequenos e ganham o seu dinheiro “extra”, por conta do resultado apenas do esforço individual de cada um, o que de alguma forma, substitui também a mesada. Meu papel neste caso, é ajudar a organizar, controlar e a disciplinar os gastos e investimentos, ou seja, dar noções de responsabilidade, planejamento, o uso consciente do dinheiro e limites, que são ferramentas essenciais para viver em sociedade.

Foi só por causa da falta da MESADA? Não posso afirmar isso, mas a acredito pela minha prática que a Educação Doméstica sem a “proteção tradicional”, que mostre a realidade da vida e que valorize o Capital Intangível, seja a base para transformar as crianças de hoje em adultos mais preparados para enfrentar a vida.

Uma coisa eu tenho convicção, SE meus filhos não conseguirem empregos formais daqui a 5 anos, certamente não estarão na fila dos desempregados, pois estarão bem preparados e fortes psicologicamente para enfrentar a competição no novo mundo, buscarão seus próprios negócios, terão comportamento empreendedor e serão os protagonistas do seus próprios destinos. E óbvio, não será porque eu os “protejo”, por uma suposta herança ou porque eles têm algo garantido!

Antes que me critiquem, quero deixar claro que não sou contra os pais que dão mesada aos seus filhos, apenas estou mostrando meus porquês e que a mesada não é a única ferramenta existente para Educação financeira.

Fonte: João Kepler, do site Administradores

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Gestão ruim, Funcionário ruim

Pesquisa realizada pela Michael Page no início de julho mostra os principais motivos que causam insatisfação nos profissionais de grandes organizações. Entre eles, a má gestão está em primeiro lugar (21%), seguida de falta de reconhecimento e de feedback, cada um com 12%. Para o CEO do Grupo Kronberg - empresa especialista em desenvolvimento de líderes e profissionais da linha de frente, assessment e coaching -, Carlos Aldan, os três fatores de maior insatisfação citados estão diretamente ligados à liderança das empresas.

“Um líder que somente foque metas, prazos e lucro, sem mostrar o real valor do funcionário, dificilmente terá equipes motivadas e com alta performance. Quando sentimos que não somos necessários para o desenvolvimento da empresa, acabamos transformando a experiência de trabalhar em algo maçante e desagradável”, afirma o CEO.

Uma empresa que possui líderes despreparados e colaboradores desmotivados provavelmente não terá sucesso. Aldan explica que a junção de técnicas avançadas de gerenciamento e de habilidades comportamentais e relacionais é o caminho para evitar essa insatisfação, que gera êxodo de profissionais: “Técnicas de gerenciamento de tempo, projetos e processos devem ser implementadas para que o líder organize a equipe de forma produtiva. Entretanto, não se deve esquecer o desenvolvimento de relacionamentos fortes com a equipe, criando uma visão de futuro em comum e propiciando um clima agradável. Só então o líder e a equipe terão uma alta performance. ”.

O líder que entende as técnicas de gerenciamento mas possui um perfil coercivo, aquele que usa a ferramenta do ‘manda e controla’, provavelmente terá uma equipe de rendimento baixo na organização. Assim como, o líder que tem a equipe motivada, mas desorganizada, não terá uma ótima performance. “Motivação é a resposta, é importante oferecer retornos assertivos e deixar claro o real valor de cada um. Assim, garante-se o sucesso de uma equipe”, finaliza o CEO da Kronberg.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ouvindo Tadany

Tadany: esse é o cara
Era pra ser apenas mais um workshop na tarde do último sábado. Mas foi muito mais do que isso. Não só em quantidade de horas, mas em qualidade do conhecimento que absorvi - e troquei. No coletivo Bororó 25, uma linda casa na zona sul de Porto Alegre, voltada para a cura e para o equilíbrio emocional - comandada pelas queridas terapeutas Christiane Ganzo e Denise Aerts -, tive o prazer de auxiliar na divulgação do evento e depois de ouvir o escritor, pensador, poeta e executivo Tadany Cargnin dos Santos, nosso convidado especial. Ele saiu de São Borja, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, para o mundo. Já morou em mais de 20 países e hoje é gerente de globalização da IBM residindo em Pune, no oeste na Índia. Dono de uma fala mansa, com ideias brotando a cada respiração, já nos colocou a meditar nos primeiros minutos, o que foi uma prova de fogo para os mais estressadinhos. Em seguida, dissecou a mente humana de forma magistral, repassando ensinamentos ao público com um jeito agradável, compreensível e magnífico. Tadany foi do comum ao raro, mas sempre colocando na mesa uma série de reflexões que fizeram todos os presentes pensarem profundamente. Alguns devem estar revendo conceitos até agora, como eu. O workshop iniciou às 15h30 e deveria encerrar pelas 18h, mas foi até quase oito da noite, sem ninguém esbravejar. No final, virou uma grande conversa, numa roda de pensadores, onde todos tinham sua contribuição de valor, a partir das provocações de Tadany. Me lembrou aqueles filmes franceses reflexivos, onde cada personagem sai de trás de um pilar, ou vem de outra peça da casa, já entoando a sua fala. Christiane e Denise engrandeceram ainda mais o encontro com sua experiência e suas aduções no tema.

Auto-conhecimento

Mas, tratando do conteúdo em si, aceitei a provocação do palestrante, que fez mergulhar em nós mesmos para revermos nossos talentos e lembrarmos de qual a nossa missão aqui. A partir dessas palpitações filosóficas - nenhuma delas erudita e inalcançável, tudo muito simples e direto -, Tadany falou do amor e suas facetas: amor próprio, condicional ou incondicional, material, espiritual, o construtivo e o destrutivo. Desnudou o ser humano e seus vícios, que normalmente prefere as tempestades do que os dias ensolarados. "A mesma força inserida na crítica pode ser usada para elogiar, entender, valorizar", diz ele, que parece estar preocupado de como as pessoas hoje estão "mendigando o amor", pois sem a conhecer a si mesmas, seus próprios dons e capacidades, estão perdidos e extremamente carentes. E isso se reflete nas relações amorosas, familiares e no trabalho. "A responsabilidade dos pais é incentivar a auto-estima, confiança, respeito e orgulho nos seus filhos, para criarem indivíduos seguros e sólidos - e com capacidade de amar", completa Tadany.

Mundo corporativo

Também tiramos ótimas lições para o mundo que convivo, da gestão e do mundo do trabalho, e que exploro neste blog. Para o convidado da Bororó, o desafio dos novos líderes começa justamente na raiz de ser contestado: "as pessoas têm uma aversão natural à autoridade. Não é pessoal, é o papel que muda quando alguém passa a ser chefe de alguém". Por outro lado, há uma mudança de comportamento dos liderados com estas novas gerações, imediatistas, tecnológicas e por vezes superficiais. Para Tadany, o ser humano "está perdendo aquela resiliência de insistir, de fazer as coisas darem certo. Na dificuldade, desiste e muda de ideia. Ou de emprego. Ou de atividade". Com flechadas certeiras, o pensador gaúcho radicado no exterior deu um show de ensinamentos, com pensamentos blocados, objetivos, mas interligados entre si, dentro da lógica de uma análise - e uma consequente compreensão - da mente humana.

Escola

Ao repensar nossas missões, fatalmente revisamos também as instituições. Começamos pelo eu, potencializando nossas capacidades intelectuais, emoções, memória e o ego, passando pela família, vida profissional e chegando, claro, na escola. "Nossos educadores não estão preparados para a as crianças de hoje, que nascem dentro de um mundo tecnológico", alerta Tadany, que obviamente nos faz olhar para as salas de aula de nossos filhos e enxergar um abismo entre a didática estabelecida, os conteúdos propostos e a realidade em que vivem os alunos. Fato.

Tive o prazer de almoçar com o Tadany, antes do evento. Por isso nossas conversas já começaram às 13h do sábado. Emendamos com evento, passamos pelo pôr-do-sol - que é uma dádiva em qualquer lugar da cidade, mas no Bororó é um espetáculo à parte - e acabamos eu e minha esposa por ainda ir jantar à noite, com o Tadany e a Christiane, que praticamente valeu por outro workshop de vivências até quase meia-noite! Simplesmente abundante! Muito mais ouvi do que falei. Aprendi e repensei. Mudo já na prática para melhorar minha vida, enquanto espero novos ensinamentos, novos eventos no Bororó e novos encontros com o mestre Tadany. Esse é o cara! Aqueles que compareceram sabem disso.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Etiqueta Digital

Um artigo do amigo e publicitário Mário Pertile que coloca que forma interessante alguns procedimentos que todos nós devríamos ter quanto se trata de email e internet. Leiam o saboroso texto do Mário, que é colaborador também do Cena de Cinema. Este artigo foi publicado originalmente no Blog do Buteko, o estúdio de arte digital do Mário.

Assisti um filme oriental ontem, One Missed Call – Final (a terceira parte da trilogia “Uma Chamada Perdida” – da franquia original, não a porcaria feita em Hollywood) e fiquei bastante inspirado a escrever sobre o assunto. No filme, a pessoa recebe uma chamada de mensagem com um toque tenebroso no celular escrito “Isenção de Morte – Encaminhar Mensagem”. Se ela encaminhar para alguém da lista de contatos, se safa de uma morte horripilante. Caso contrário, recebe um vídeo ou foto da sua morte, com a data da mesma – no futuro é claro. Quando chega a data que está na mensagem, dito e feito, catapumba, já eras. Igualzinho como na mensagem. Esse texto não é sobre o filme, mas vale ressaltar que, da trilogia, o único título bom é o primeiro, os outros são mais do mesmo e com roteiros muito capengas tentando aproveitar a história original para o desenvolvimento de outras derivadas, mas nada eras.

Enfim, canso de receber e-mails que não quero. E-mails com opiniões políticas, correntes católicas, crentes, umbandistas, budistas, de magia negra, magia branca, magia colorida, e por aí vai. Tem aquelas de datas específicas, ou que um anjo não sei do que vai passar não sei por onde nos próximos dez minutos e fazer alguma coisa que eu não sei o que é porque não li a mensagem.

Pior ainda, aquelas que mandam encaminhar o e-mail porque a AOL, a Microsoft, ou o raio que o parta doarão 1 centavo para uma criança com hidrocefalia, sem os braços, com seis dedos no pé e que fala com a voz fina, para cada e-mail enviado. Também tem as correntes terroristas, que se você não enviar para 427 pessoas nos próximos 30 segundos algo de ruim vai acontecer.

E pra finalizar, não poderia ficar de fora a corrente positivista, que se você encaminhar, algum desejo irá se realizar, ou a pessoa que você ama irá se declarar pra você. Puta que pariu.

Seguinte, preste bem atenção: A AOL, a Microsoft, ou quem quer que seja nunca doará porcaria nenhuma porque você encaminhou um e-mail. Nenhum bode com quatro chifres entrará na sua sala, ou um espírito maligno dos quintos dos infernos lhe amaldiçoará e ninguém irá se declarar pra você caso você encaminhe algum e-mail. O máximo que você estará fazendo é congestionando mais ainda a internet e incomodando as pessoas, que na dúvida, encaminharão a mensagem também.

Mas o mais impressionante disso tudo é que canso de receber este tipo de mensagens de pessoas que enviam pelo e-mail da própria empresa e, muitas vezes, o próprio dono da empresa os envia. Isso é uma puta queimação de filme pra pessoa e pra empresa. Então, resolvi redigir algumas regras básicas de etiqueta para e-mail, baseadas no meu espírito de porco, no meu jeito mau humorado de ser e na minha raiva ao receber este tipo de e-mail. Coisa bem básica mesmo. Espero que sirva para alguma coisa. Só pelo amor de Alá, não faça um Power Point com estas regras!

0 – Cópia Oculta, Por Favor...

Você é daqueles que tira uma hora por dia para encaminhar e-mails para toda sua lista? Ok, isso não vai mudar. Mas seus hábitos podem contribuir muito para a privacidade de seus contatos na internet. Você já deve ter notado que qualquer software ou webmail tem um campo chamado CCO ou BCC. Esse campo não foi feito pra bonito. Ele serve para inserir os e-mails de todo mundo, de forma que um não veja o e-mail do outro.

Se não tiver outra alternativa, você pode continuar enviando suas mensagens quilométricas, mas, por favor, insira os e-mails todos em CCO. Ainda mais se eu estiver na sua lista, pois eu não quero que meu e-mail sirva para espertalhões enviarem propagandas de Viagra e aparatos para aumentar meu pênis. Muito menos quero receber ofertas de Rolex.

1 – Opinião Político-Partidária
Você pode estar infeliz com o atual governo. Ou pode estar feliz da vida. O fato é que de toda sua lista de e-mails, pelo menos metade pensará diferente de você. Então, não adianta ficar enviando piadas e xingamentos ao atual partido político que rege o país, sua cidade ou Estado. Como também não adianta ficar enviando Power Points imensos comprovando as bem feitorias do Sr. político que você votou. Se a pessoa é contrária a sua posição, ela vai continuar. Não é uma porcaria de um Power Point que vai fazer alguém virar a casaca. Quer discutir política? Faça isso, é muito bom para o futuro do país, mas faça isso nos seus encontros sociais, e dissemine sua ideologia de forma clara sem incomodar ninguém. Apresente argumentos seus, não os que alguém escreveu. E NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, ENVIE ALGUM E-MAIL DE CUNHO POLÍTICO-PARTIDÁRIO com um e-mail @suaempresa. Acho que não é preciso ser expert em internet ou em imagem empresarial para entender isso.

2 – Correntes
Faça sua parte pelo bem da internet. Quebre qualquer corrente, positiva ou negativa que venha a chegar na sua caixa de entrada. Nada de ruim, nem nada de bom acontecerá por você ter enviado um e-mail pesado, com musiquinha e fotos bonitas retiradas de bancos de imagem. Se não resistir, procure saber com quem recebe seus e-mails, usuário por usuário, se eles estão afim de receber este tipo de mensagem e após, crie uma lista de contatos apenas para isso (e não me insira nesta lista). Seu provedor agradece.

3 – Power Point Não É Brinquedo.
O Power Point é um software muito útil para criar apresentações empresariais, álbuns de fotos, e coisas do tipo. Ele vem incluído no pacote Office da Microsoft, um pacote que todo mundo tem instalado, original ou pirata, mas tem. O próprio nome do pacote já induz à sua utilidade. Pra quem ainda não sabe, Office=Escritório. Logo, você não usa o Excel para criar tabelinhas coloridas e enviar para os seus amigos, usa?

Se você é daqueles que não resiste em criar super-ultra e-mails muuuuito bacanões, mega-positivistas, ou correntes do mau, Ok, faça. Mas evite ao máximo utilizar Power Point para tal, porque é um verdadeiro saco você estar com seus e-mails abertos e ter que abrir algo em outro software, geralmente pesado, porque esse tipo de mensagem vem com umas 10 imagens em resolução de Outdoor e uma mp3 de no mínimo uns 5Mb (quando não vem em .Wav com qualidade de CD!).

Quer mandar uma piada? Escreva no corpo do e-mail oras. Pra que criar um Power point com um texto???? Quer mandar imagens? Manda em anexo. Ninguém precisa de trilha sonora para visualizar fotos de nenês, flores ou bichinhos bonitinhos. Quer enviar um vídeo? Pois envie um vídeo. Não precisa inserir o vídeo dentro de um Power Point. Power Point não é brinquedo.

4 – E-mail da empresa é E-mail da Empresa.
Acho que não é preciso explicar muito né? Utilize seu e-mail empresarial (sendo você dono ou funcionário) para fazer orçamentos, realizar pós-venda, contatar fornecedores e fazer todos os contatos que o mercado empresarial exige. Não adianta você criar uma conta seunome@suaempresa.com.br e achar que isso é um e-mail pessoal, pois qualquer tranqueira que você envie por este e-mail, está sendo enviado com o nome da sua empresa e certamente queimará o filme dela. E-mail é de graça. Crie uma conta no Gmail, Hotmail ou QualquercoisaMail para utilizar para estes tipos de mensagem e deixe seu @suaempresa para e-mails mais formais. (Mário Pertile)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Democracia na Internet

Posto aqui o artigo oportuno da deputada federal gaúcha Manuela D'Ávila, bradando contra a mordaça na internet, uma espécie de AI-5 da web, como está sendo bem chamado. Vamos abrir o olho. Pode ser a morte da maior invenção do séculoXX.

A internet revolucionou o acesso às informações e à cultura. Hoje temos ao alcance dos dedos quase todo o conhecimento produzido pela humanidade. Além disso, o contato ultrapassou a barreira da distância, permitindo conhecermos e nos relacionarmos com pessoas a milhares de quilômetros. E mesmo a forma de vermos TV, ouvirmos músicas e acessarmos nossas contas bancárias mudou radicalmente depois da internet.

Aos poucos, nossa legislação está se adaptando a estes novos tempos. Mas está em debate na Câmara um projeto que pode atingir um valor caro para nossa democracia: a liberdade de expressão.

Aprovado pelo Senado em 2008, o projeto de lei sobre crimes digitais no Brasil cria uma série de normas e procedimentos para combater os crimes na internet. Mas, muito longe de seu objetivo original, o projeto poderá transformar provedores de acesso em centros de espionagem e delação. O projeto inviabiliza, por exemplo, a rede wi-fi pública que existe no Parque da Redenção, bem como as redes wi-fi abertas que existem nos shoppings.

Além disso, ele desobriga o sistema bancário de proteger seus clientes, invertendo a lógica e responsabilizando os clientes pelos desfalques que eles podem sofrer. Mas o projeto vai além: se aprovado, os usuários podem ser criminalizados pelo download de arquivos e músicas.
O projeto é alvo de um abaixo-assinado virtual com quase 150 mil assinaturas, disponível na internet.

A reação ao projeto, apelidado de “AI-5 Digital”, cresce a cada dia.

A inspiração deste projeto é a Convenção de Cybercrimes, assinada, em 2001, em Budapeste, na Hungria. Montada pelos lobbies de fabricantes de softwares e de direitos autorais da Europa, a convenção não foi assinada pelo Brasil e por nenhum país latino-americano. Nem pela maioria das grandes nações em desenvolvimento, como China e Índia.

Em busca de apoio, os defensores do AI-5 Digital afirmam que a lei vai reforçar o combate ao abuso sexual de menores. Mas já há legislação específica sancionada em novembro de 2008 que aumenta a pena máxima de crimes de pornografia infantil na internet de seis para oito anos de cadeia, além de estabelecer punições mais rígidas para a aquisição, posse e divulgação de material pornográfico.

Não se trata, portanto, de um projeto que irá proteger as conquistas que tivemos com a popularização da internet. O projeto do senador Azeredo, se aprovado, em nada afetará a vida dos cibercriminosos, mas afetará em muito a vida dos demais cidadãos.
Ou falamos agora, ou corremos o risco de, na internet, nos calarem como na época do AI-5.

Manuela D'Ávila - Deputada Federal PC do B - RS

sábado, 11 de julho de 2009

Então Obama não é um Robô?

Quanta celeuma se fez no final da reunião do G-8, os sete países mais ricos do mundo mais a Rússia. Então o perfeiro, tão esperado, consagrado e sagrado pelas urnas presidente americano Barack Obama não é um ser extraterrestre, ou uma cuidadosa máquina montada em forma de gente? Ele tem defeitos? Sim, talvez vários. A mídia fez a festa em cima de uma foto registrada pelo fótgrafo Jason Reed, da agência Reuters, que mostrou um instante de descuido do homem público que foi flagrado cuidando a derriére de uma brasileira de 17 anos que integrava a comitiva de Lula. Mayara, que teve seus 15 minutos de fama, participou da foto oficial do fim do encontro do G-8 na Itália, ao lado de Obama e Lula, mais ao fundo, e ainda com o presidente francês Nicholas Sarkozy, que também deu uma olhadinha.

No mesmo dia, porém, a rede ABC News divulgou este vídeo do momento da foto, que praticamente "inocenta" Obama e complica mais ainda a vida de Sarkozy, que deve ter levado uma chamada em casa da esposa Carla Bruni, cantora e ex-modelo italiana.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que Isabella nos deixou

Um seminário em Porto Alegre discutiu a violência como um problema de saúde pública. Uma epidemia silenciosa, como dizia o enunciado do evento que cresce a cada dia. É impressionante como nunca o Brasil nem as autoridades tinham tratado o assunto estrategicamente, com as duas pastas - segurança e saúde - trabalhando unidas. Mas o mais grave, nos registros de violência rotineira, é que as crianças e os adolescentes estão entre as principais vítimas. Em 2007, o RS registrou 132 mortes de pessoas até 17 anos. Um quadro avassalador e sem jeito de ter volta. O menor vira criminoso por causa do meio em que vive ou ele contamina com sua criminalidade o ambiente em que mora?

Temos os conselhos tutelares abarrotados de casos, pais e filhos que vão parar na delegacia, no hospital ou no necrotério. Temos, por outro lado, a falta de estrutura nesses lugares e mais um sistema de educação precário para que possamos atender estes jovens cidadãos como deveriam. Famílias que perderam o rumo da autoridade e pais desnorteados, sem saberem por onde gerenciam a educação dos seus filhos. O ideal seria ter certeza, firmeza e segurança para educá-los longe das ruas, do roubo, do crack, da esmola, da prostituição infantil. Mas não é bem assim. As centenas de Isabella que o digam.

O telejornal Band Cidade (TV Bandeirantes, 18h50) mostrou no mesmo dia o caso de uma menina de seis anos foi abusada sexualmente por um vizinho. Fato inusitado: a mãe denunciou o caso à polícia. O homem foi conduzido à delegacia e responderá a processo por atentado violento ao pudor. Repito: a mãe foi lá e denunciou, fez ocorrência, foi no DML e depois foi para o hospital. "Eu conheço ele, mas eu não tive medo, eu fui e denunciei" - disse a corajosa senhora. Ah, se todos fossem assim e levassem até o fim a indignação e impaciência com que essas coisas que já estão estabelecidas...

A reportagem da jornalista Luci Jorge também mostrou que o HPV, Hospital Presidente Vargas de Porto Alegre, possui um Centro de Referência no atendimento infanto-juvenil que em 2006 o serviço acolheu 1.170 crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e maus tratos. No ano passado, foram 1.219 atendimentos, a maioria por abuso e agressões sexuais. Depois de exames clínicos, as vítimas são encaminhadas para tratamento psicológico. Uma demanda que às vezes nem sonhamos que possa existir.

É impressionante como este assunto é velho e ainda continua sendo pauta de seminários, congressos e nas redações. Nós, jornalistas, não paramos de falar nisso. Talvez porque o problema continue existindo e só piore. Se não melhorar, o mínimo que um jornalista pode fazer é indignar-se e continuar a tratar do assunto.

Bebês, crianças e pré adolescentes precisam ser criados com educação, carinho e afeto. Não precisa ser médico para saber que o ambiente da criança é longe da violência, da agressão covarde e do dano psicológico sem volta. Ou alguém acha que uma criança abusada, machucada ou assediada mesmo moralmente terá mente livre e saudável para o resto de sua vida?

Temos, portanto, um quadro silencioso e anônimo de diversos casos isabela espalhados pela nossa sociedade. Todos os dias. Um relatório da UNESCO chega a confirmar que uma criança é abusada ou maltratada a cada hora no Brasil. Isabella foi mais uma, mas existem muitas outras. Mais pobres ou mais ricas. Mais velhas ou mais novas. Algumas BEM mais novas.

Eu sei que ninguém mais agüenta ouvir no caso Isabella. Mas tem muita gente querendo saber o que acontece com pais, irmãos, irmãs, padastros, madastras, tutores, tios, tias e patrões que abusam de menores. Pedófilos, torturadores, estupradores, abusadores, malucos, sádicos. Além de virarem notícia, tem que ir pra prisão, serem punidos exemplarmente para que não criem seguidores. Está aí o trabalho da imprensa: fazer o estaderlhaço para evitar que tudo se esqueça na poeira na injustiça.

Que maus pais sejam repreendidos severamente, pagando com indenizações ou horas de prisão, para que nenhum pai mais pense em usar a violência contra crianças. Para que nenhuma criança mais seja vítima dessa covardia. Para que nenhuma criança seja privada daquilo que lhe é mais importante: a presença de um pai e uma mãe que lhe amem. Nem que para isso, paradoxalmente, tenhamos que tirar do pai e de uma mãe, a mesma coisa: o direito e a honra de criar cidadãos de bem para o mundo.

Renato Martins