Mostrando postagens com marcador De outros sites. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador De outros sites. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de abril de 2016

Até emagrecer é questão de foco de organização

Como a bagunça do armário pode interferir na dieta? Diferentemente do que se pensa, a desorganização à nossa volta também pode influenciar diretamente na saúde. Para conquistar uma qualidade de vida, o primeiro passo é o gerenciamento do tempo, que tem relação direta na maneira como se lida com o corpo. Uma limpeza geral , por exemplo, para eliminar a bagunça, não se trata apenas de jogar coisas fora, mas da busca pela vida que você quer -  e merece - desfrutar. Veja esse artigo do canal OZ que trago para vocês.

Confira cinco situações que mostram como a desorganização pessoal reflete diretamente na balança:

1 – Organize seu tempo: Pular refeições? Engorda! Comer de forma apressada também. Comer na frente da TV, adivinha? Também faz você engordar!  Comer “junk food” por “falta de tempo”, pedir pizza à noite porque não se organizou para o supermercado, manter a despensa desorganizada e até manter roupas “largas” no armário são situações que resultam no ganho de peso.  Então, o passo número um é gerenciar o tempo dedicado a essas ações.

2 - Motive-se pela ordem: A desorganização também pode dificultar a respiração, a locomoção e a forma como você enxerga seu foco. Organizar ajuda a se manter motivado.

3 – Foque na qualidade: Quando você se dispõe a uma nova dieta, não adianta colocar nela todas as expectativas com a balança. Não são as dietas que nunca dão certo, talvez seja o modo como você às organiza e se prepara – física e mentalmente – para elas e como a qualidade daquilo que se come dá sentido às suas refeições.

4 - Abandone as desculpas: É preciso estar consciente quanto à forma que quer viver e o corpo que deseja para tomar decisões coerentes. Dizer que não tem tempo de fazer exercícios, mas passar diariamente 2 horas na frente da TV ou navegando nas redes sociais não é uma atitude coerente.

5 - Mantenha mente e corpo leves: A relação existente entre consumo, bagunça e quilinhos a mais vai além. Quando consumimos (e gastamos) demais, acumulamos coisas e comemos - também - demais. Assim como quando mesmo com falta de espaço nos armários a pessoa continua a comprar itens, acontece com a comida. Organizar a mente para organizar o corpo é a principal lição para fazer as pazes com a balança.

Conteúdo retirado de "OZ! Organize Sua Vida", um canal de conteúdo sobre organização pessoal e profissional e conta com cursos e treinamentos voltados para a formação de Personal Organizers, além de uma loja virtual de produtos organizadores.

terça-feira, 22 de março de 2016

10 atitudes para enfrentar o desemprego

Na hora em que as pessoas estão desempregadas, bate o desespero e a sensação de que não há mais nenhuma opção na sua vida. É necessário serenidade e tranquilidade nesse momento para enxergar as oportunidades, e criar alternativas para enfrentar a má fase (às vezes nem é má, é apenas nova), e partir para ações objetivas e práticas. Confira dez dicas valiosas do educador financeiro Reinaldo Domingos:

Pagar dívidas imediatamente? – caso perca o emprego, qual deve ser a primeira ação? Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitá-las com o dinheiro do fundo de garantia, isso pode ser um erro, pois, se usar muito deste dinheiro, estará sob o risco de ficar sem receitas para cobrir gastos à frente. Então, planeje-se melhor em relação a esses valores antes de qualquer medida.

Crie uma reserva emergencial – o desempregado tem de ter dinheiro guardado, para as despesas, mas, eventualmente, para investir também num curso e retomar a carreira. A primeira medida a ser tomada é reter os valores ganhos de fundo de garantia, seguro desemprego e férias vencidas. Esse dinheiro só deverá ser mexido após ser estabelecida uma estratégia.

Analise sua realidade – é fundamental que tenha total domínio de seus números nesse momento, portanto, se deve saber o valor que possui guardado e somar com o que será ganho. Também deverá fazer um levantamento de todos os gastos mensais, minuciosamente, desde cafezinho até parcela da casa própria, nada deve passar despercebido. Em caso de dívidas e parcelamentos, esses devem ser também somados.

Congele ferramentas de crédito – cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito fácil devem ser prioritariamente esquecidas de sua vida; evite mesmo em caso de emergência, pois, caso não consiga pagar esses valores, os juros serão exorbitantes, criando um caminho de difícil volta.

Faça uma faxina financeira – o que realmente é prioridade para a sua vida? Pense muito bem nessa questão, pois chegou a hora de cortar muitos gastos que não agregam à vida. Gastos que devem ser repensados pode ser de TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água e energia e outros pequenos gastos. Priorize o que é realmente é fundamental nesse período.

Mude seu padrão de vida – sei que pode parecer difícil, pois já se acostumou com um monte de regalias, mas é hora de reestruturação, e não de manter a pose. Nos momentos de dificuldade, a humildade é um diferencial. Então, o primeiro passo para mudar sua realidade é aceitar que seu padrão de vida mudou, e não viver de aparências.

Negocie as dívidas – ainda falando de humildade, chegou a hora de buscar os credores e ser o mais franco possível, mostrar que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento, buscando assim diminuir os juros e esticar os débitos. Lembrando sempre de priorizar dívidas com juros mais altos e com bens de valor como garantia.

Fuja dos exploradores – infelizmente, por mais que seu momento seja de desespero, existem pessoas mal-intencionadas prontas para se aproveitarem dos seus temores. Não permita abusos; muitos tentarão tirar proveito de sua fraqueza para tentar obter vantagens. Evite promessas e garantias descabidas. Às vezes, é melhor estar com o nome sujo do que ser explorado pelas pessoas.

Busque fazer bicos – por mais que não seja em sua área de atuação, busque fontes alternativas de ganhos. Chegou a hora de deixar o orgulho de lado e buscar garantir um mínimo de renda, por mais que não seja em sua área de atuação.

Levanta e sacode a poeira – agora é hora de buscar o mais rápido possível a recolocação profissional. Use seu network, se posicione como alguém que está à espera de oportunidades no mercado. Lembre-se, as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás dela. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Filmes que dão lições aos administradores

Sexta-feira chegou e é tempo de se divertir e de ver filmes.  Todos sabem que nas minhas atividades de gestão, comunicação e apresentação de trabalhos, gosto sempre de unir as lições da sétima arte. Esse post faz uma seleção de alguns filmes interessantes que trabalham esse conteúdo e nos dão belos exemplos de ações e decisões que podem ser tomadas no mundo da gestão. Seleção originalmente feita pelo site administradores.com.br. Curta! E bom cinema!

Assistir a um filme é, para muitos, um momento de lazer e diversão. Contudo, o cinema pode oferecer, além do entretenimento, importantes lições para a carreira profissional. O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Sebastião Luiz de Mello, lista 10 filmes que, segundo ele, todo profissional de administração deveria ver para aprender sobre gestão, superação, liderança, trabalho em equipe, entre outros temas.

Confira, abaixo, a lista preparada por Sebastião Mello.

Invictus
Direção: Clint Eastwood

O filme conta a história a partir da eleição de Nelson Mandela (Morgan Freeman) para presidente da África do Sul, quando o país ainda mantinha resquícios do apartheid. Para contornar a grave situação social e econômica, Mandela se une ao time nacional de rúgbi. “Este filme é interessante para os Administradores, pois o presidente Mandela terá uma relação próxima com o capitão do time, atuando como coach não para dar respostas, mas para fazer o atleta refletir sobre as situações e mudar seus comportamentos”, diz o presidente.

Amor sem Escalas
Direção: Jason Reitman

Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas. Por estar acostumado com o desespero e a angústia alheiros, ele mesmo se tornou uma pessoa fria. Ele viaja para todas as cidades dos Estados Unidos demitindo pessoas. Mas seu chefe decide contratar Natalei Keener (Anna Kendrick), profissional que desenvolveu um sistema de demissão por videoconferência e, caso o sistema seja implementado, Ryan corre o risco de ficar sem emprego.  O filme mostra para os Administradores o conflito de gerência tradicional e gerência nova, que salta das escolas de negócios transformando as relações.

Um Sonho Possível
Direção: John Lee Hancock

“Este é um filme muito emocionante, baseado em um fato verídico”, opina Sebastião Mello. O jovem negro Michal Oher (Quinton Aaron) cresceu em lares adotivos. Sua vida muda quando ele conhece, no meio da rua, Leigh Ann (Sandra Bullock) que, sensibilizada pela situação do rapaz, decide leva-lo para dormir em sua casa. Ela e sua família decidem apostar no potencial de Michael, dando-lhe uma família, uma escola e a chance de jogar no time de futebol. O filme aborda temas como superação, esperança e como é importante a pessoa acreditar nela mesma. “Além disso, nos faz perceber que existem muitos talentos escondidos na empresa, esperando apenas uma oportunidade para fazer a diferença”, defende.

O homem que mudou o jogo
Direção: Bennett Miller

Esse é mais um filme que usa o esporte para nos ensinar importantes lições que valem para a vida pessoal e profissional. A película conta a história de um time de baseball com orçamento modesto que vem perdendo importantes atletas. O gerente do time, Billy Beane (Brad Pit) tenta conter os problemas, mas sem sucesso até conhecer Peter Brand (Jonha Hll). Beane adota as ideias de Brand e decide abrir mão de velhos conceitos de administração e passa a contratar jogadores pelo método defendido por Brand. A metodologia dá certo e o time vence vários jogos. O filme mostra como lidar com mudança, aborda princípios, obstinação, perseverança, além de deixar a mensagem da possibilidade de mudar o rumo das nossas vidas a partir da crença e da defesa inabalável de um princípio.

De pernas pro ar
Direção: Roberto Santucci 

Segundo Sebastião Mello, este é um filme muito divertido. Ele mostra a vida de Alice (Ingrid Guimarães), uma mulher workaholic que perde o emprego e o marido no mesmo dia. Mas tudo muda quando ela conhece a vizinha, que é dona de um sex shop em decadência. Alice percebe que o negócio está de mal a pior por falta gestão e decide, então, virar sócia da amiga. Para o presidente, como Alice tem amplo conhecimento na área de administração, ela consegue alavancar as vendas do sex shop e descobre que é possível dar a volta por cima, ser uma profissional de sucesso e ainda ter tempo para a família.

A fuga das galinhas
Direção: Peter Lord e Nick Park

Esta é uma animação britânica que conta a história de uma galinha que decide fugir do galinheiro após descobrir que seu futuro é virar comida. Ela e seus amigos vão viver várias aventuras para conseguirem alcançar seus objetivos. “O filme é interessante para os Administradores, pois traz lições como trabalho em equipe, estratégia e criatividade”, conta.

Monstros SA
Direção: Pete Docter

Neste filme, Mike e Sulley são monstros empregados da empresa Monstros S/A. A energia que a empresa gera provém dos gritos das crianças, mas como elas já não se assustam mais, o lucro da empresa começa a cair. Mas Sulley conhece uma garotinha e descobre que o riso dela também é capaz de gerar energia. O filme fala de reorganização na empresa, além de mostrar como é possível superar dificuldades se soubermos enxergar oportunidades, mesmo diante da crise.

Coach Carter - Treino Para a Vida
Direção: Thomas Carter

“Inspirado em uma história real, este filme é muito motivador”, fala Sebastião Mello. Ele conta a história de Ken Carter (Samuel L. Jackson), técnico de basquete que aceita treinar a equipe de um colégio da periferia. No local, ele precisa enfrentar a desmotivação de pais e alunos. Mesmo assim, ele consegue impor um rígido regime que, além de ajudar a melhorar as notas dos alunos, leva o time da escola a ganhar vários títulos. Para o presidente, o filme fala sobre liderança e do papel do líder para o bom trabalho em equipe.

Wall Street – O dinheiro nunca dorme
Direção: Oliver Stone

Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da prisão após cumprir pena por fraude financeira e, impossibilitado de operar no mercado financeiro, ele passa parte do tempo palestrando e escrevendo livros. Até conhecer Jacob Moore (Shia LaBeouf), um operador idealista do mercado de Wall Street.  “O filme nos faz questionar até onde podemos ir para garantir sucesso e fama no mundo corporativo. Além disso, ensina a trabalhar com riscos”, afirma.

O discurso do Rei
Direção: Tom Hooper

Este é um filme que conta a história real de o rei da Inglaterra George VI, pai da atual rainha Elizabeth II. Ele sofria de uma gagueira que o impedia de discursar para grandes públicos, até conhecer o terapeuta Lionel Logue. Para Sebastião, esta relação entre os dois traz grandes ensinamentos para a Administração. “Uma delas é a importância dos líderes saberes se comunicar com eficiência e eficácia. Outra lição deste filme é a de que servir não significa dizer ‘sim’ a tudo. Apesar de estar atendendo ao Rei, Lionel mantém uma postura firme e exigente. Muitas vezes, diante de uma situação, um gestor precisa ser tão firme quanto Lionel, mas sem perder a delicadeza e o bom humor”, finaliza o presidente do CFA. Sebastião Mello.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Oito Direitos que o Consumidor NÃO tem

Os consumidores possuem direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor. Porém, há alguns deles que são conhecidos popularmente como direitos dos clientes mas, na verdade, não são procedentes. O Jurídico Correspondentes, maior plataforma para contratação de correspondentes jurídicos, fez uma lista de oito desses pontos, e nós reproduzimos aqui:

Trocas
As substituições de itens não são garantidas em todas as ocasiões, apenas quando o produto comprado conter algum defeito. Desta forma, quando você for adquirir algum presente, é recomendado já firmar uma negociação com o estabelecimento comercial prevendo alguma troca.

Formas de pagamento
O estabelecimento comercial não precisa aceitar cheque ou cartão, mas tem a obrigação de deixar essa determinação em um lugar que o consumidor tenha acesso e bastante visibilidade.

Cobrança indevida
Quando ocorre alguma cobrança irregular, o consumidor possui o direito de receber o que pagou em dobro. Mas, essa devolução em dobro tem relação apenas com a taxa que foi cobrada de forma irregular e não se refere ao preço do item.

Contas antigas
As contas antigas não somem com o tempo, como muitos brasileiros podem pensar erroneamente. As contas podem ser colocadas no cadastro de inadimplentes por cinco anos. No entanto, ainda podem ser cobradas dos devedores sem nenhum problema. Além disso, ter o nome no cadastro de mal pagadores pode complicar bastante a sua rotina.

Planos de saúde
Os planos de saúde têm a obrigação de disponibilizar aos seus usuários todos os itens que constam no contrato. Nem a mais e nem a menos. Por isso, é fundamental checar a cobertura do contrato e todos os requisitos antes de fechar o negócio.

Compra na promoção
Se você adquiriu um item durante uma promoção e esse produto tinha alguma falha técnica, o direito de troca é garantido. Mas, você pode exigir a substituição apenas pelo preço que a loja lhe forneceu e não pelo valor total que o produto teria fora do período de promoção.

Cobrança de couvert artístico
Bares e boates podem exigir colocar na sua conta uma taxa com relação ao couvert artístico desde que aconteça, de fato, alguma apresentação artística no estabelecimento e que essa cobrança extra tenha sido avisada com antecedência.

Problemas com o carro e a seguradora
Eventualmente, se o seu carro apresentar algum problema, a maneira adequada de agir é informar a sua seguradora, que vai adotar os seus procedimentos padrões. Não vale a pena solicitar o serviço de um guincho para realizar as primeiras providências, já que isso pode acabar complicando todo o seu entendimento com a seguradora.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A nossa imagem nas Redes Sociais

Muito se fala no poder de destruição e desconstrução da imagem de alguém nas redes sociais. Na
verdade, até antes, na Internet, a identidade de alguém poderia ser atingida e/ou arruinada por hackers e/ou pela própria mídia. Com a inserção das redes sociais, o uso para esses fins está ao acesso também dos usuários, que não precisam ser profissionais de tecnologia ou comunicação para expor alguém, ou a si próprio, seja para causar prejuízos ou benefícios.

Mas existe o outro lado da moeda: a capacidade de promoção ou autopromoção proporcionada pelas redes sociais. Esse é um exercício de observação e que conduz a uma experiência que permite associar a sedução da visibilidade às características comportamentais e psicossomáticas. Nas redes sociais, podemos criar um “avatar” de nós mesmos, um personagem, assumir outra personalidade, mudar ou criar outra face de identidade.

Magicamente todos somos lindos, respiramos generosidade, pregamos justiça, somos guardiões da moral, odiamos hipocrisia e afloramos nosso senso de cidadania ao extremos. Puro amor e lealdade. Repudiamos a corrupção, abolimos o preconceito e estampamos mensagens motivacionais e de autoestima. Exemplo de respeito ao próximo. Somos a caricatura da perfeição, do nosso melhor fomentado por curtidas e compartilhamentos.

Nos recriamos e temos vida própria nas redes sociais. Podemos usar as tecnologias a nosso favor, sendo nosso maior trunfo. Ou nossa maior cilada. E nessa hora, podemos notar que jornalismo e marketing são áreas que dialogam no cenário das redes sociais, esse resultado de tecnologias digitais, de relacionamento e de conteúdo. Espaço adequado e promissor para o marketing pessoal. Independente da categorização de Marketing, lembramos um dos conceitos do “pai” do Marketing, Phillip Kottler, “Marketing é o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar relações de troca.”. Já Raimar Richer caracteriza Marketing como “as atividades sistemáticas de uma organização humana, voltada para a busca e realização de trocas com seu meio ambiente, visando benefícios específicos.”. Importante destacar que, no caso das redes sociais, os benefícios principais são o capital social e humano entendidos como investimento nas relações pessoais e profissionais.

 Produtores de conteúdo

 Na nossa página ou redes, somos (re)produtores de notícias e/ou fatos. Podemos fazer uma alusão à realidade do usuário de redes sociais ao trabalho dos jornalistas no que tange ao processo de busca e construção de notícias.  O internauta compartilha o conteúdo que considera importante conforme os próprios valores e que se afine com o seu senso de razão (nesse caso, diante da variedade de assuntos, atua como produtor selecionando temas para a pauta. A origem desse conteúdo, seja uma amostra do campo pessoal ou um link oriundo de outro portal, também é uma escolha estabelecida pelo proprietário da conta (no papel de editor classificando os temas e as abordagens, numa ação que remete a distribuição em editorias). Ao divulgar, opinião, imagens, links emite o conteúdo que gerou para a sua rede de conexões. Esse conceito de redes sociais permite compreender que cada conta ou página é uma mídia portadora de informações produzidas pelo dono/usuário/administrador. Nesse cenário, podemos relacionar a aplicação da Teoria do Gatekeeper, que pressupõe que as notícias são como são porque os jornalistas assim as determinam, ou seja, nas redes sociais as notícias ou conteúdos são como são porque o proprietário determinou, atuando como editor na definição e posterior apresentação da pauta.

É possível verificar a mudança do público, que migra de um comportamento passivo, que consumia mídias profissionais, para um comportamento ativo que, além de decidir o que quer, cria conteúdo através da sua percepção.

Outro fator que contribui para essa mudança de perfil é a inserção dos novos mecanismos digitais resultantes das conquistas tecnológicas, como por exemplo, o celular e sua evolução. Com a possibilidade de acessar à internet pelos dispositivos móveis, além dos recursos de foto e vídeo que permitem lançamento instantâneo nas redes sociais, muitas vezes o internauta acaba divulgando antes mesmo dos profissionais da mídia um fato de relevância social devido à capacitação tecnológica em equipamentos e sistemas. O cidadão, ao presenciar um fato, pode registrar por um dispositivo móvel e colocar na sua mídia, acaba informando antes da emissora de jornalismo que não estava no momento e que acaba utilizando imagens ou vídeos capturados pelo internauta. Esse é o um novo conceito da mobilidade que denomina o “consumidor sem limites”, onde ele pode acessar as redes sociais de qualquer lugar pelos dispositivos mobiles e ser um produtor de notícias ao captar em tempo real e compartilhar na rede.

No livro Redes Sociais na Internet, de Raquel Recuero, ela afirma que “ Como as redes sociais na Internet ampliaram as possibilidades de conexões, aumentaram também a capacidade de difusão de informações que esses grupos tinham. No espaço offline, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. Nas redes sociais online, essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas.”, reforça o que foi dito acima sobre o novo lugar do consumidor a partir da instantaneidade das redes.

Dessa forma, constatamos o imediatismo do Marketing Digital que é praticado pelo consumidor sem uma noção clara de que ao compartilhar imagens, preferências e opiniões está transmitindo um conceito de si mesmo construído por ele. É o que fica claro na afirmação de Claudio Torres, no livro A Bíblia do Marketing Digital : “O Marketing Digital está se tornando cada dia mais importante para os negócios e para as empresas”. Não é uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor, que está utilizando cada vez mais a Internet como meio de comunicação, relacionamento e entretenimento.”

Uma versão editada de nós mesmos

Templo de felicidade. Benevolência à flor da pele. Todos amam os  animais e são defensores da sustentabilidade.  Eventos badalados. Churrascos de picanha. Brindes ao amor. Temos e somos os melhores amigos. Beleza é requisito básico: se não a tenho, a combinação entre a maquiagem, o filtro e o ângulo vão colaborar.  Selfie em frente ao espelho com roupa colada para exibir o corpo que a sociedade venera. Selfie com gente para socializar, o verbo da moda. Selfie em lugares lindos, loucos, inusitados para passar versatilidade. Selfie para mostrar, dizer, transmitir, confundir, elucidar. Selfie para ostentar em várias óticas.

Minha rede, meu conteúdo, minha realidade. Coloco o que quero ser, como quero ser. Eu me crio, recrio, invento, reinvento. Sou o meu melhor. Meus pensamentos são divinos. Ser do bem é legal. Na minha solidão, me transmuto no personagem que julgo ser perfeito. Ou sou aquele com todas imperfeições que a realidade me obriga a guardar nos escombros do meu eu.

Engraçado e paranoico. Positivo e negativo. Verdadeiro e falso. Ilusão e realidade. Dois polos. Dois pesos. Duas medidas. A escolha de como decidimos nos revelar vai contribuir para selar a identidade online e transcender para a offline. Ou vice-versa.

Quantas vezes conhecemos as pessoas que tem uma personalidade e um jeito de ser e verificamos que nas redes se mostram com outro jeito de ser. E aí reside o problema: isso pode ser um aliado ou um tiro no pé, melhor, uma saraivada de tiros pelo corpo todo.

Eis que o Marketing Pessoal que queremos fazer ou fazemos involuntariamente pode nos destacar diante de um grupo, ou conhecidos, nos aferindo poder e reconhecimento dentro de um nicho ou conquistando o lugar de bestialidade humana sendo alvo de risos dos “amigos” do face. Sejam quais forem as intenções e os parâmetros de medida que consideramos importantes, sejam curtidas, compartilhamentos e comentários, alguém vai ser e dar audiência para a sua página, ou para a sua vida virtual.

Podemos alavancar nossa carreira e passar ilesos, não 100%, pois a unanimidade é rara raridade, ou afetar a nossa reputação e imagem por descuidos e excessos de exposição e intimidade que poderiam ser mais bem utilizados se ficassem restritos aos momentos reais e não compartilhados com o mundo. Logo, o que for ser inserido no contexto digital precisa ser pensado antes porque pode refletir negativamente na sua vida pessoal e/ou profissional. Eu não estou fazendo apologia inversa à liberdade de expressão, pois acredito que o espaço deve ser usado conforme o autor deseja, desde que não utilize para ofender, agredir ou promover ações prejudiciais para a sociedade, pois nestes casos já entra uma questão de lei. O cuidado é sempre importante nas relações que construímos, pois muitas vezes, somos os responsáveis pela forma como somos vistos e as consequências podem ser irremediáveis.

Taís Garcia Teixeira é jornalista, professora e mestre em Comunicação e Informação

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Guerra nas estrelas – a ameaça dos apps

A internet está ensandecida desde o anúncio, feito na última quarta-feira, de que o WhatsApp seria suspenso em todo o Brasil por 48 horas, a partir da meia noite de quinta. Mais ainda a partir do momento em que de fato o aplicativo parou de funcionar. Nem mesmo a estreia do novo Star Wars parou os comentários dos brasileiros sobre a decisão judicial – alguns disseram inclusive que ela foi uma medida drástica para que ninguém soltasse “spoilers” a desavisados por meio do aplicativo de mensagens.

Entre tweets com piadas, postagens no Facebook, convites para usar outros apps (os servidores do Telegram ficaram sobrecarregados) e dicas de como burlar a suspensão por meio de conexões secretas e bloqueios de IP, a notícia foi muito debatida e criticada, principalmente por aqueles que acreditam ser um “atraso” o fato de as companhias de telecomunicações terem “conseguido” que o serviço fosse bloqueado para facilitar investigações de possíveis irregularidades – a batalha na justiça em si não é entre operadoras e app, mas sim entre investigações da própria justiça e a ferramenta. O próprio Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que agora é dono do app, disse que hoje é um “dia triste” para o país.

Uma das acusações é a de que, ao oferecer a possibilidade de enviar mensagens gratuitamente, o WhatsApp estaria prejudicando a geração de receita das grandes operadoras – e o bloqueio em si se deu porque o WhatsApp não teria atendido a uma determinação judicial de 23 de junho deste ano.

Paralelamente a isso, a briga do Uber com os taxistas já virou um assunto célebre, em que quase ninguém deixa de tomar um lado: alguns a favor da possibilidade de escolha; outros em defesa dos taxistas, classe que pode estar sofrendo com concorrência desleal; e até mesmo uma leva que acredita que não deve mais haver táxis: apenas o próprio Uber – seja porque o esquema das organizações de táxi pode ser cruel, e nesse sentido, há até quem diga que o Uber é socialista, ou porque simplesmente preferem o app.

Outra história semelhante – mas que já vem sendo desenhada há mais tempo – é a novela entre as operadoras de televisão e os serviços sob demanda como Netflix; que parece um desdobramento da batalha entre indústria audiovisual e os downloads ilegais – aliás, sites de downloads de torrents e o Popcorn Time foram alguns dos aniquilamentos ocorridos nos últimos tempos. Menção honrosa aqui às gravadoras de música que também precisam lidar com os mesmos downloads e com serviços como o Spotify. Nessa batalha, vemos emissoras como a HBO bloqueando conteúdos, respostas do Netflix ao criar conteúdos próprios, tentativas das próprias televisões de criar serviços “on demand”, entre outras idas e vindas.

Há quem diga, como o fundador da 500 Startups, que as startups vão acabar com as empresas tradicionais em pouco tempo – mais especificamente, cinco anos: “as pessoas que apostam em corporações acreditam que as operações delas continuarão crescendo daqui 10 anos, mas elas provavelmente serão engolidas em cinco”, afirmou em um evento no mês passado em São Paulo.

A grande vantagem das operadoras de telefonia móvel é que, por enquanto, o WhatsApp precisa da “permissão” delas para funcionar. O aplicativo, recentemente, passou a possuir uma nova forma de criptografar dados e ligações de usuários como medida de segurança; por isso o bloqueio foi possível.

Nas histórias paralelas: ainda que haja tentativas de regularizar o Uber, o aplicativo segue funcionando a plenos motores em todos os lugares em que teoricamente não poderia existir, por exemplo – e Netflix e Spotify não possuem nem brechas para irregularidades por enquanto.

Os números não mentem: no segundo trimestre de 2015, os lucros das três principais operadoras brasileiras caíram significativamente ante o mesmo período de 2014. O caso mais assombroso é o da Claro!, que despencou nada menos que 99% na comparação. O da Vivo caiu 56,4% e o da TIM, 21%. Para tentar lidar com isso, as operadoras têm entrado no campo de batalha com aplicativos próprios de mensagens, além de planos com condições especiais – inclusive a possibilidade de usar o WhatsApp depois que acaba o pacote de dados contratado.

Segurança e o consumidor

A priori, a possibilidade da coexistência parece ser a mais interessante ao consumidor, já que a concorrência teoricamente diminui preços e melhora os serviços. Estar “nas mãos” das decisões das empresas sempre parece um pouco perturbador: o Uber, por exemplo, passou a adotar uma medida chamada “tarifa dinâmica”, na qual os preços variam de acordo com a demanda e é dado um aviso quando o usuário tenta chamar o motorista. Se existisse apenas o Uber, essas cobranças maiores poderiam se tornar abusivas – ainda que a companhia garanta que seus preços são menores até do que os gastos de se ter um carro próprio.

Outra questão que não deve ser deixada de lado é a da segurança: não é de hoje que os usuários de internet se preocupam com o fato de as empresas terem acesso a tantos dados pessoais – inclusive as conversas com amigos. É emblemático, aliás, que Marck Zuckerberg tenha se pronunciado a respeito do bloqueio no Brasil: o Facebook é o segundo aplicativo mais usado no país. É provável que, juntos, os dois tenham acesso a praticamente 100% dos dados pessoais de todos os usuários de internet do país. Os que não estão com o Facebook, estão com o Google.

E é por isso que leis específicas para o uso desses dados eletrônicos sejam aplicadas com seriedade: mais do que tentar impedir os avanços tecnológicos, o que parece impossível, é essencial ao consumidor que eles sejam regulamentados de maneira a criminalizar o mau uso de certas informações. Nesse sentido, o Marco Civil da Internet brasileiro, sancionado em abril de 2014, é pioneiro, mas deve ser constantemente melhorado e atualizado. Sobre o Marco, o advogado Marcos da Costa afirma, em texto no site Consultor Jurídico, que “a segurança jurídica que o Marco Civil deve contribuir para minorar práticas nefastas que hoje afetam cidadãos, empresas e governos”.

A ONU também tem feito sua parte, com a criação, em março deste ano, do mandato de um relator especial sobre o direito à privacidade na era digital. Segundo o órgão, o direito à privacidade garante que “ninguém será sujeito a interferências arbitrárias ou ilegais em sua privacidade, família, lar ou correspondência, bem como o direito à proteção da lei contra tais interferências, conforme estabelecido no artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e no artigo 17 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos”. Frente a esta resolução estavam Brasil e Alemanha.

Mas a questão principal que surge dessa batalha é que as companhias parecem não saber qual estratégia vão adotar. A medida tomada na quarta-feira pareceu um ato desesperado de batalhar contra uma movimentação que, até agora, tem tudo para ser o caminho natural – novas tecnologias surgem e o mercado deve se adaptar, ou coexistir. O serviço do WhatsApp, do Facebook Messenger e até mesmo do Skype ainda não é o mesmo oferecido pelas operadoras. E a história até agora nos mostrou que serviços (não plataformas, não tecnologias) diferentes, ainda que concorram, podem ser usados concomitantemente: o CD pode até ter “matado” o cassete, mas a televisão não matou o cinema, que não matou o rádio. Talvez o segredo esteja em usar uma máxima da internet: companhias gigantes, “aceitem que dói menos”, nenhum império dura para sempre – aliás, e o novo Star Wars?

Publicado originalmente no site startse.infomoney.com.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A economia colaborativa do Uber e tantos outros

Como funcionam aplicativos como Uber, Airbnb e MonkeyParking? Quais são as suas vantagens? Esse interessante artigo do blog SOFTONIC esclarece um pouco mais sobre a economia colaborativa, confira:

Você tem uma entrevista de emprego, mas o despertador não tocou e você está atrasado. O ônibus não passa, não há táxis ao redor e é preciso economizar 40 reais porque este mês você não tem dinheiro. Por que não descolar um carro com o Uber?

Ou ainda: você trabalha como freelancer e está numa fase de vacas magras. As contas e o aluguel, no entanto, continuam o mesmo. Em casa, você tem um quarto disponível com uma cama agradável que você nunca usa, a não ser quando recebe convidados.

Gostaria de alugá-lo por um fim de semana para voltar a ter uma graninha? Você já pensou em usar o Airbnb?

Uber, Airbnb, MonkeyParking, BlaBlaCar, TaskRabbit, EatWith e muitos outros constituem um novo sistema chamado sharing economy (economia colaborativa), baseado em dividir os bens e serviços entre os usuários.

Mas vamos começar direito. Vejamos como estes serviços funcionam, quais são as vantagens e os riscos que você corre.

A roda do consumo colaborativo

Além das definições que podem ser encontradas no Wikipedia, a sharing economy, ou consumo colaborativo em português, é um sistema de troca de bens ou serviços.

Há muitos jeitos diferentes e estruturas, que podem ser com ou sem fins lucrativos, mas os serviços que fazem parte disso têm em comum a troca entre pessoas, por isso falamos em economia peer-to-peer.

Embora seja um fenômeno recente, a coluna de Schumpeter na revista da The Economist remete ao famoso programa de compartilhamento de arquivos, Napster, que inspirou a economia colaborativa, onde um sistema intermedia o contato entre estranhos para partilhar e trocar as coisas.

Como funcionam os apps de economia colaborativa?

Os serviços que compõem a sharing economy são muitos. Os mais famosos são, provavelmente, Uber [Android | iPhone], que com o serviço UberPOP permite aos proprietários de um carro improvisarem como taxistas, e Airbnb [Android | iPhone], que conecta os donos de apartamentos ou locatários com turistas interessados em estadias curtas.

Na verdade, existem muitos outros. Somente para dividir o carro, nós selecionamos oito deles, apenas os mais famosos. Você provavelmente já ouviu falar de BlaBlaCar [Android | iPhone], o aplicativo para viajar em um carro com outras pessoas e dividir as despesas.

O MobyPark serve para alugar o seu estacionamento enquanto você não está usando. O MonkeyParking, no entanto, é um app para vender aquele estacionamento na rua no centro que você lutou para encontrar ou para comprar um debaixo de casa ao voltar do trabalho.

Mas estes serviços não estão limitados à circulação. O TaskRabbit [Android | iPhone] é uma espécie de classificados, que permite colocar seu conhecimento à disposição ou comprar pequenos serviços de seus vizinhos. O Couchsurfing [Android | iPhone] não possui fins lucrativos e serve para oferecer o seu sofá a viajantes de todo o mundo para dormir.

O Fon [Android | iPhone] é uma plataforma para compartilhar sua rede Wi-Fi com os assinantes do serviço e para usar a conexão deles quando, por exemplo, você está viajando e não tem 3G. Com o EatWith você pode acomodar as pessoas em casa para jantar ou sair para comer na casa deles, enquanto no Yerdle você pode se livrar de coisas desnecessárias.

Estes serviços continuam proliferando e a lista pode ser muito longa e atualizada a cada semana. Mas o mais interessante é saber se você deve usá-los e por quê.

Vantagens e desvantagens dos serviços

A essência dos serviços da economia colaborativa é a possibilidade do cidadão comum poupar dinheiro por meio da divisão de gastos e ganhar dinheiro adicional investindo um pouco do tempo ou algumas propriedades.

Como sugere o Country Manager para a Itália do Airbnb, Matteo Stiffanelli, se você tem uma casa que fica vazia por muitos meses, o melhor negócio é alugá-la aos turistas para cobrir os seus custos. E para quem aluga, a vantagem é dormir em outra cidade, a um preço mais barato que um hotel ou uma residência.

Airbnb é uma saída para aumentar a rendaTela do serviço Airbnb

Mas os benefícios não se limitam a uma carteira mais cheia. Segundo Stiffinelli, a economia colaborativa é melhora a eficiência do acesso a bens e serviços, diminui desperdícios e possui valor social. Viajar com Airbnb aumenta a chance de visitar lugares únicos que talvez você não pudesse pagar.

Além de ganhar ou poupar em termos puramente econômicos, você pode até fazer novos amigos em uma viagem no carro com BlaBlaCar, conhecer o seu futuro parceiro enquanto dorme no sofá de uma casa no Couchsurfing, ser introduzido na vida local de Istambul com o Airbnb ou aumentar o seu conhecimento nos cursos da Coursera.

Mas há também os riscos legais que dependem da legislação local. Por exemplo, usar UberPOP como motorista em Milão, Barcelona e outras cidades é ilegal, mas não há problema se você for o passageiro.

Alugar uma casa para menos de 30 dias sem que o proprietário esteja presente é ilegal em Nova Iorque e São Francisco, tanto como não pagar os impostos sobre a propriedade alugada em outros lugares. Mas também com o Airbnb não existem problemas para os consumidores do serviço.

Em alguns casos, a lei se adaptou as novas necessidades criadas pelo consumo colaborativo, como aconteceu em Amsterdã e Hamburgo, onde o aluguel de curto prazo era ilegal, mas agora não é mais.

Você não pode nem subestimar os riscos de fraude inerentes à economia colaborativa. "Um dos problemas fundamentais da sharing economy é a segurança e também é um dos desafios para nós, mas trabalhamos duro para isso", diz Matteo Stiffanelli.

O Airbnb, por exemplo, não tira fotos se a casa é desordenada e, se você receber feedback negativo dos usuários, o serviço dá dicas para melhorar. Mas também existem métodos para se proteger de fraudes.

"As avaliações dos usuários são o fator mais importante", diz Matthew Stiffanelli, "Eu mesmo sou muito seletivo e não reservo se o anfitrião não ter pelo menos 4 estrelas (de 5 estrelas disponíveis)". O mesmo se aplica a todos os serviços da sharing economy.

No entanto, estes serviços têm uma segurança maior que, por exemplo, os clandestinos. "Com o EatWith - diz o Ravi, usuário em San Francisco - existem garantias para os anfitriões que os clientes realmente pagarão quando eles vêm para o jantar, e que o hóspede pode esperar uma refeição de qualidade, já que chef passou pela seleção de candidatos".

Economia alternativa e interativa

Uma das principais diferenças com o consumismo clássico é o fato destes serviços serem baseados em comunidades onlines que interagem e trocam opiniões. O Airbnb não é um site de anúncios e não é um supermercado, é uma comunidade em que a conversa entre as pessoas é essencial, e esta é a sua força.

Assim, além de buscar informações sobre o serviço na rede e sobre as leis do país a respeito dele, o melhor conselho a ter em mente quando você está usando esses aplicativos é de interagir com os membros desta comunidade e criar uma ideia do que você vai encontrar. O resto depende de você também!

Fonte: site SOFTONIC (veja post original aqui)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Três dicas para manter seu ciclo de caixa no azul

Se eu não consigo receber antes de gastar para produzir, como posso manter um bom ciclo de caixa?
A gestão do ciclo de caixa é fundamental para que as empresas sejam competitivas e garantam a sua sobrevivência. Para que os negócios continuem produzindo e vendendo, é necessário realizar compras de insumos, pagamentos de custos envolvidos nas atividades de produção e prestação de serviços e despesas operacionais e gerais do negócio. Logo, é preciso gerir o fluxo de caixa de forma que sempre haja recursos para que a empresa realize esses pagamentos e garanta a continuidade da operação, isto é, a entrega dos produtos e serviços ofertados aos seus clientes. No mundo de hoje, em que as empresas estão inseridas em um cenário altamente competitivo e que os clientes têm acesso a diversas opções de fornecedores, se torna cada vez mais necessário, para não perder vendas ou para aumentar as suas vendas, que as empresas ofereçam prazo de pagamentos ao mercado. Caso contrário, o cliente irá comprar de seus concorrentes.

Diante deste cenário surge a questão “Como financiar a minha produção e  manter um bom ciclo de caixa se o cliente me paga a prazo?”

O primeiro passo é realizar o planejamento das contas a pagar e das contas a receber com base em projeções dos volumes de vendas, compras, custos de produção, despesas operacionais e, principalmente, os prazos de recebimentos e pagamentos. Após essa etapa, será possível ter conhecimento da necessidade de capital de giro gerada pelo ciclo de caixa do negócio.

A necessidade do capital de giro gerada pelo ciclo de caixa será definida pelo tempo decorrido entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento das vendas. Com isso, uma das metas principais será reduzir a diferença entre as datas do ciclo de caixa ou até mesmo receber de seus clientes, mesmo com vendas a prazo, antes de pagar os seus fornecedores. Como conseguir isso?

1) Reduza o prazo do seu estoque

As iniciativas de otimização do ciclo de caixa devem começar com a redução do prazo médio de estoque. Para tal, é necessário realizar melhorias nos processos de compras e produção, com objetivos de determinar volumes adequados fazendo uma melhor previsão de demanda e, consequentemente, reduzir o nível de estoque. Com isso, é possível reduzir o volume de pagamentos dos fornecedores e escoar mais rápido o que foi produzido, de modo antecipar o fluxo de recebimentos.

2) Negocie com fornecedores

Aumentar o prazo médio de pagamento junto aos fornecedores também é de extrema importância para viabilizar prazos mais dilatados nas vendas. Isso será obtido com negociações de prazos de pagamentos com seus fornecedores, por isso é fundamental ter processos bem estruturados e eficiente de cotações e tomada de decisões de compras. Entre as principais práticas para aumentar o poder de barganha, destaco:

– Ter mais um fornecedor para cada insumo com planejamento de volumes por fornecedor, que possibilite condicionar as compras em cada fornecedor com a maiores prazos de pagamento

– Ter equilíbrio na negociação das condições comerciais entre preços e prazos, já que um maior prazo poderá ser mais vantajoso do que um desconto

– Treinamento da equipe de compras de técnicas de negociações e relacionamento com fornecedores.

3) Antecipe seus ganhos

A terceira frente de ação é reduzir o prazo médio de recebimento através de antecipação de recebíveis. Nesse caso, é importante considerar o impacto das despesas financeiras na rentabilidade do negócio e a gestão de relacionamentos junto as instituições financeiras para disponibilidade e aprovação das operações de crédito.

Outras ações recomendadas para de reduzir o prazo de recebimento são: realizar de forma eficiente as atividades de cobranças com o objetivo de diminuir atrasos de pagamentos por parte de clientes e análise de crédito eficiente para evitar perdas por inadimplência.

É muito importante destacar que as ações necessárias para administrar o ciclo de caixa não são de responsabilidade somente da área financeira. As soluções envolverão praticamente todas as áreas da empresa, entre elas Compras, Logística, Produção, Comercial, Recursos Humanos e o Financeiro. Em resumo, para que a sua empresa possa oferecer prazo aos seus clientes sem colocar em risco a sua sobrevivência, destaco as seguintes ações: Planejamento de compras e produção, planejamento de vendas, negociação de prazo com fornecedores, acesso a linhas de antecipação de recebíveis e política de crédito e cobrança.

Fonte: Linkedin

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cinco grandes tendências do Marketing Digital

Uma pesquisa realizada pelo IAB Brasil, com a colaboração das principais empresas que compõem o
mercado digital, concluiu que a publicidade online no país deverá crescer 14% e o marketing digital movimentará cerca de R$ 9,5 bilhões este ano.

O que podemos perceber é que mesmo com a economia em crise, com falta de investimento e receita, esse crescimento fortalece ainda mais as empresas pioneiras do setor. Por outro lado, aquelas que ainda buscam investir nessa área acabam enfrentando dificuldades em encontrar o melhor caminho para ter sucesso. Pensando nisso, elaborei esse artigo com cinco tendências do marketing digital que irão fazer com que seu negócio decole:

Humanização do branding: com a ascensão das mídias sociais, as empresas irão perceber que seus clientes desejam interagir com outras pessoas e não com marcas ou empresas. Portanto, aquelas que investirem na humanização de seu atendimento, tendem a desfrutar de maiores taxas de conversão, fidelização, rápido crescimento da audiência e a garantia de clientes mais satisfeitos.

Inbound Marketing: a cada ano esse conceito se torna cada vez mais significativo para as empresas que atuam no segmento online. Este ano, em especial, a tendência é investir ainda mais no inbound marketing pois é uma vertente que permite a personalização, posicionamento e fidelização de forma eficaz. Os blogs corporativos, por exemplo, tendem a elevar sua produção de conteúdo, buscando ser representativos em relação à necessidade de seus consumidores e o reflexo de seus concorrentes.

Links patrocinados: apesar do aumento do inbound e da execução de SEO para o tráfego orgânico, a publicidade paga continuará tendo grande atuação no marketing digital. Os links patrocinados servirão cada vez mais como suporte para a divulgação dos conteúdos publicados nas plataformas, tendo menos expressão como formas principais, mas grande significado quando aplicados paralelos ao marketing de conteúdo.

Vídeos online: considerado uma grande tendência nesses últimos anos, utilizar os vídeos online pode ser uma das melhores estratégias para ter resultados de conversão. Segundo pesquisa da Accenture, o Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de visualizações em plataformas de vídeos, com mais de 11 bilhões de views mensais e cerca de 96% de usuários na web que consomem conteúdo em vídeo.

E-mail Marketing: é uma das formas mais tradicionais e eficazes de marketing online. Pesquisa feita pela Forrester Research afirma que usuários que compram produtos por e-mail, gastam 138% a mais do que as pessoas que não recebem esse tipo de oferta. O e-mail marketing é uma das grandes tendências de investimento em formação de listas, construção de páginas e produção de iscas, garantindo altas taxas de conversão de vendas, leads e propects.

Essas foram apenas algumas dicas de como aproveitar as principais tendências do marketing digital de forma eficiente para gerar engajamento e, consequentemente, aumentar a identidade da sua marca. Procure investir e aplicar essas estratégias em seu negócio e aumentar a conversão de vendas.

Artigo de Eric Hayashi, Head of Marketing da SambaAds, empresa focada em publicidade e na disseminação de conteúdo em vídeos online.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Todo profissional precisa vender seu peixe. Mas com limite!

Em um cenário de constantes mudanças no mercado de trabalho, adquirir visibilidade e,
consequentemente, uma oportunidade não é tarefa fácil. Muitos profissionais se acomodam em suas tarefas e esquecem que para serem vistos e lembrados pelos seus chefes é preciso ousar e se utilizar da autopromoção. Mas até onde essa prática pode chegar sem se tornar irritante?

Para Dan Schawbel, colunista das revistas Forbes e Time e autor do livro "Promova-se", existe uma clara distinção entre autopromoção e fanfarronice no ambiente de trabalho. "Autopromoção significa fazer estrategicamente com que as pessoas saibam o que você pode fazer, quais são suas habilidades e o que você já realizou - de uma maneira que mantenha o foco no modo como tudo isso favorece sua equipe e sua empresa. Já a fanfarronice é quando você se vangloria e diz respeito ao que é interno: você, você, você - como você é magnífico e como você é melhor do que todo mundo", explica.

Para você não se tornar apenas mais uma pessoa irritante dentro da empresa, separamos algumas dicas de Schawbel para realizar sua autopromoção e não parecer um idiota enquanto isso. Confira:

1. Faça com que as pessoas entendam que vale a pena falar ao seu respeito. Para isso, execute seu trabalho com precisão e se torne conhecido por uma coisa ou área em específico. "Se você for especialista em alguma coisa e executar um trabalho de alta qualidade, se você se der bem com os outros e trabalhar bem em equipe, as pessoas naturalmente falarão a seu respeito e das coisas que você faz", diz Schawbel.

2. Faça com que os outros tenham uma boa imagem, especialmente o seu gerente. Esteja sempre ao lado do seu gerente e colegas, sempre disposto a ajudar. "Quando seu gerente for promovido e começar a montar sua nova equipe, ele naturalmente escolherá pessoas que se revelaram leais e com quem ele pode contar para continuar a promover uma boa imagem", sugere o autor.

3. Consiga pessoas que divulguem seu trabalho. "No local de trabalho, um elogio do seu supervisor ou de um colega de trabalho que se destaque tem um peso maior do que se você dissesse a mesma coisa", aconselha Dan.

4. Demonstre estar entusiasmado com o trabalho e o progresso que está fazendo no seu mais recente projeto.

5. Elogie seus colegas de trabalho que estão fazendo coisas excelentes. Dessa forma, os outros também vão querer aclamá-lo quando você for bem sucedido.

O livro de Schawbel está disponível na Amazon.

Originalmente publicado no site www.administradores.com.br


domingo, 11 de outubro de 2015

Dia das Crianças: a importância da mesada

Há muitos artigos defendendo a mesada, como forma de ajudar na educação financeira das crianças. Por ocasião do dia das crianças, recupero o texto do João Kepler do site www.administradores.com.br, que contraria um pouco do que se prega. Ele não dá mesadas aos seus filhos, e trabalha bastante com negociação e meritocracia, algo que também pratico bastante na minha casa. Confira o artigo:

Tenho lido bastante sobre o tema MESADA, mas infelizmente a maioria dos artigos e livros falam deste assunto dando ênfase a importância da mesada e do controle dela na educação financeira dos filhos. Inclusive um artigo sobre uma Tabela bem interessante para calcular Mesada, é um dos artigos mais lidos aqui no Portal Administradores.

Por isso, resolvi mostrar de forma simples o outro lado, o meu lado, o lado prático de quem educa três filhos (15, 13 e 10 anos) SEM dar mesada, desde que nasceram.

O que me motivou a ter feito isso foi prepará-los para a vida e a mostrar como é não ter “nada garantido” mensalmente; Muitos amigos, especialistas e educadores me dizem: “Mas João, o hábito da mesada ensina as crianças coisas interessantes como organização, controle e disciplina”, é verdade, a mesada tem seus lados positivos, mas olhando pelo “outro lado” ou pelo meu lado, passam uma sensação equivocada de segurança, de poder e principalmente, da garantia de ter um fixo garantido todo mês independente de qualquer coisa.

Na prática sempre dei o suficiente para o lanche na escola e abro uma negociação com eles a cada solicitação, necessidade ou pedido especial. Mas não se trata de moeda de troca, de chantagem ou controle demasiado. Se eu tiver condições financeiras eu condiciono a liberação sempre amparado em alguma métrica ou resultado esperado em um prazo combinado; Se não tiver condições, eu digo NÃO e explico claramente a situação, os motivos e os porquês. Nunca escondi deles as oscilações, as emoções da Montanha Russa ou o sobe e desce da Roda Gigante da vida.

Em resumo, fazendo isso, estou promovendo e nutrindo valores como: Conquista, competição, realização, gratidão, respeito, humildade, resiliência, tenacidade, liderança, interdependência e empreendedorismo. Quem conhece meus filhos, sabem que eles carregam e praticam esses valores aqui mencionados.

Os meus filhos Empreendem desde pequenos e ganham o seu dinheiro “extra”, por conta do resultado apenas do esforço individual de cada um, o que de alguma forma, substitui também a mesada. Meu papel neste caso, é ajudar a organizar, controlar e a disciplinar os gastos e investimentos, ou seja, dar noções de responsabilidade, planejamento, o uso consciente do dinheiro e limites, que são ferramentas essenciais para viver em sociedade.

Foi só por causa da falta da MESADA? Não posso afirmar isso, mas a acredito pela minha prática que a Educação Doméstica sem a “proteção tradicional”, que mostre a realidade da vida e que valorize o Capital Intangível, seja a base para transformar as crianças de hoje em adultos mais preparados para enfrentar a vida.

Uma coisa eu tenho convicção, SE meus filhos não conseguirem empregos formais daqui a 5 anos, certamente não estarão na fila dos desempregados, pois estarão bem preparados e fortes psicologicamente para enfrentar a competição no novo mundo, buscarão seus próprios negócios, terão comportamento empreendedor e serão os protagonistas do seus próprios destinos. E óbvio, não será porque eu os “protejo”, por uma suposta herança ou porque eles têm algo garantido!

Antes que me critiquem, quero deixar claro que não sou contra os pais que dão mesada aos seus filhos, apenas estou mostrando meus porquês e que a mesada não é a única ferramenta existente para Educação financeira.

Fonte: João Kepler, do site Administradores

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Planejamento e Comunicação em tempos de recessão

Não deixe o dia-a-dia engolir você, principalmente neste momento de crise. Atividades operacionais
são importantes, pois garantem o resultado no final do dia. Mas quando dedicamos 100% de nossos dias a atividades operacionais, estamos deixando escapar oportunidades e, pior, deixamos de ver as ameaças que começam a tomar vulto logo à frente.

Muitas empresas se encontram em meio a uma violenta competição baseada apenas em preço, ou seja, só conseguem vender aviltando seu preço cada vez mais. Se olharmos apenas o operacional, o dia-a-dia, a ação mais imediata vai ser reduzir custos, reduzir preço, reduzir pessoal, reduzir, reduzir e reduzir, até o ponto em que a própria produção se torna inviável.

Parar, respirar, olhar ao redor, analisar e planejar pode mostrar que modificações no produto ou ações de inovação permitirão restabelecer a lucratividade anterior. Mas, para fazer isso, é importante conhecer o cenário todo, suas forças e fraquezas, as virtudes e defeitos dos concorrentes e, finalmente, as oportunidades de crescimento e ganho.

Mas um ótimo planejamento de marketing é apenas o ponto de partida. Além de aspectos importantes relativos à produção ou prestação de serviço, você vai precisar informar o mercado sobre suas atividades através de técnicas de comunicação inovadoras, que não representem riscos ao seu orçamento.

Planejar e comunicar são ainda partes de uma equação maior que leva ao sucesso, pois você precisará ter uma estrutura tecnológica simples, prática, eficiente, que permita colher os resultados que você está articulando através de um bom plano de marketing e de uma comunicação mais efetiva.

Como você vê, o sucesso se sustenta em diferentes iniciativas que estão ao alcance até mesmo de pequenas e médias empresas, desde que articuladas em conjunto e com inteligência. Saiba que não é pecado nenhum se sua empresa não detém esse conhecimento, pois esse é um aprendizado que pode ser conseguido no mercado. E, nesse sentido, o primeiro passo a dar é reconhecer que precisamos de ajuda e buscar esse apoio.

Menos guerra de preço, mais diferenciação.

Você não diferencia sua empresa fazendo exatamente o mesmo que seus concorrentes. Quer diferenciar seu negócio e sair da guerra de preço? Pense de modo diferente e para de fazer as mesmas coisas. Há três pilares importantes para diferenciar seu negócio: planejamento estratégico de marketing, comunicação e tecnologia.

O ponto de partida para o planejamento estratégico de marketing é o autoconhecimento empresarial. Você precisa conhecer seu mercado, seus clientes, as forças e fraquezas de seu negócio, bem como o potencial de produtos e serviços em operação ou ainda em gestação.

Concluída essa etapa, você precisa definir as tecnologias de informação e comunicação que podem ajudar sua empresa a implementar o planejamento estratégico com sucesso, avaliando, inclusive, aspectos como a terceirização da área de TI em função da constante dinâmica de mudança desse segmento.

Por fim, você precisará planejar a comunicação com seus públicos de interesse, lembrando-se de que comunicação não é apenas site, folders, anúncios ou catálogos, mas também interagir com seus clientes através das redes sociais, ouvindo-os, relacionando-se e usando os inputs dos clientes para melhorar produtos e serviços.

Bons negócios.

Publicado originalmente em https://www.mundodomarketing.com.br/blogs/marketing-para-pme/34530/planejamento-e-comunicacao-em-tempos-de-recessao.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Como usar o Whats App nos negócios


Recebi este artigo no Linkedin, muito interessante. Nunca tinha parado para pensar detidamente em como utilizar o Whatsapp como ferramenta nos negócios. O que a Bia Quadros, especialista em presença online e marketing de pequenos negócios escreve, é muito objetivo e prático. Ela também faz curadoria e criação de conteúdo, e mais abaixo estão seus contatos. Aproveitem:

O Whatsapp não é uma novidade. O aplicativo de mensagens há muito é o queridinho do público e mudou a forma como nos comunicamos. As operadoras de telefonia podem confirmar!

Muitos usam o app para trocar mensagens com amigos, fazem grupos e fazem circular muitos vídeos e imagens.

Eu já tinha visto o Whatsapp sendo usado para gerar negócios - principalmente junto com as contas de Instagram: a pessoa posta uma foto do produto e usa a ferramenta para trocar informações sobre preço, formas de pagamento e entrega.

Até os veículos de comunicação estão usando o aplicativo para receber notícias em tempo real.

Por tudo isso, o app já está incorporado no nosso dia a dia, seja ele pessoa física ou jurídica!

Por que usar o Whatsapp como ferramenta de negócios?
Porque ele facilita sua aproximação com o cliente e favorece a proximidade
Porque o relacionamento é fundamental para criar sinergia e fidelizar o cliente
A interatividade que ele proporciona é muito maior e flexível
A ferramenta proporciona um baixo tempo de resposta
Algumas pessoas sugerem que se crie grupos no aplicativo. Eu, como usuária, digo para evitar! É chato, nem todas as pessoas do grupo estão no mesmo nível de relacionamento com sua empresa ou o seu negócio, e as mensagens se tornam irritantes! A não ser que você crie grupos com objetivos e regras bem definitos - e faça a moderação com rigor: fugiu das regras, expulsão!

Um recurso que você pode e deve usar são as listas de transmissão. Você cadastra os usuários por tipos (afinidades, produto ou serviço preferidos, por exemplo) e envia, de uma vez só, o conteúdo para todos da lista. Cada um o recebe como uma mensagem individual. Mas, atenção! Para isso, a pessoa tem que cadastrar o seu telefone na agenda de contatos dela.

Agora, como a minha praia é mesmo o conteúdo, o que me chamou a atenção para o uso do Whatsapp nos negócios foi a dentista do meu filho. Ela me pediu para criar imagens-mensagens para que pudesse dar o recado com certa classe. ;)

Montei então pacotes de imagens, com as mensagens que ela precisava. O resultado foi bem legal! Agora, outros clientes também querem seus pacotinhos para o Whatsapp...



Se você curtiu e quer um pacotinho de imagens-mensagens, me manda um Whatsapp: 21.997506247 ;)

Também vou gostar bastante de saber como você usa o app no seu dia a dia de trabalho. E quais dicas tem para compartilhar...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Gestão de pessoas: a chave contra a crise

Os executivos brasileiros demonstram-se preocupados com o atual momento econômico. O ano de
2014 foi extremamente desafiador e 2015 segue a mesma circunstância, atenuado pelas incertezas dos setores de infraestrutura e energia, que são fundamentais para sustentar o crescimento a médio e longo prazos.

Diante desse cenário, muitas empresas têm repensando suas estratégias de mercado e estão focando em rentabilidade, por meio de boas práticas de gestão e contratação de executivos mais preparados para esses desafios. Cada vez mais têm sido demandados gestores com capacidade de agrupar pessoas com interesses em comum, que consigam expressar visão e engajar os funcionários dentro dos valores da empresa.

Uma das grandes falhas nas contratações das empresas é o fato de se observar apenas a educação e as conquistas que o executivo teve durante a carreira, o que acaba não retratando como o líder realmente é e se ele é oportuno à organização. Nos processos seletivos que tenho liderado, percebo que o perfil de liderança exigido pelas organizações também mudou. Hoje, o gestor precisa apresentar, além dos resultados, a forma como eles são alcançados.

A perspectiva de crescimento tímido da economia é apenas um dos causadores dessa movimentação. O executivo brasileiro passou a entender que sua empresa precisará se preparar para essa realidade desafiadora, pois a economia poderá continuar se contraindo nos próximos trimestres. Contudo, a competição não diminuirá, sendo que outras empresas chegarão para concorrer no mercado interno em busca de maiores fatias.

O Grupo Fesap, especializado em executive search, realizou pesquisa em 2013 com CEOs (Chief Executive Officer, Diretor Executivo, na tradução livre) de grandes empresas para entender quais seriam as suas prioridades nos próximos cinco anos e como iriam se preparar frente ao contexto econômico mundial. Revelou-se que a preocupação com o capital humano faz parte da maioria das agendas, mostrando que muitos fatores que eram importantes até pouco tempo agora dão espaço à gestão de pessoas, que possui impacto direto nos negócios e no faturamento das empresas.

Trazendo para 2015, nunca vimos guerra tão latente entre as empresas, na qual o fator central da disputa não são mais maquinários ou tecnologias avançadas, mas sim os talentos humanos. Entre os principais perfis identificados, a busca por liderança voltada a fomentar inovação e criatividade tem ganhado destaque. Isso nos mostra a importância de contratar certo nos momentos de crise.

(Artigo do Diário do Grande ABC, de autoria de Leonardo Massuda, que é diretor da consultoria de busca e seleção de executivos Asap Recruiters)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

As Profissões do Futuro

Esta informação saiu no site do Jornal da Tarde, sem crédito. A Chamada nas redes sociais prometia algo que o texto em si não traz - de que tuiteiros profissionais ar até 45 mil Reais mensais. Na verdade não é bem assim, mas de qualquer forma o post traz detalhes importantes sobre o mercado crescente das redes sociais, que está cada vez mais profissional e dinâmico. Segue a notícia:

"Trabalhar com treinamento de funcionários, redes sociais, relações com a comunidade, com o governo, com novos projetos. Profissionais competentes para atuar nesses setores estão em alta no Brasil e no mundo, de acordo com pesquisa feita pela empresa de consultoria em Recursos Humanos Michael Page. E os salários podem chegar a R$ 45 mil por mês.

As sete novas carreiras apontadas pela consultoria já são realidade e terão cada vez mais demanda, segundo o diretor Augusto Puliti. As profissões são: gerente de treinamento em varejo, gerente de identidade visual, gerente de comunidade, gestor de restruturação, gerente de projetos, gerente de relações governamentais e gerente de marketing on-line.

“São profissionais de formação específica, que não tem um longo histórico de atuação no mercado de trabalho. Por isso há poucos bons profissionais nessas áreas”, explica Puliti.

Há demanda para quem está na área de comunicação, recursos humanos, informática, direito, ciências sociais e relações internacionais. “São novas oportunidades que se abrem para profissionais que já têm formação para atuar no mercado de trabalho mais tradicional”, diz o diretor.

A professora de liderança da BBS Business School, Irene Azevedo, explica que esses profissionais tem perfil muito específico para atuar nesses setores. “Ele precisa saber trabalhar em equipe, comandar e supervisionar, ter visão generalista para isso, mas conhecimentos aplicados para conseguir se desenvolver nesses segmentos”, comenta. “Eles precisam estar preparados para trabalhar em ambientes multiculturais, já que são profissionais que acabam precisando de conhecimento em mais de uma área”, completa."


AFINAL, QUE PROFISSÕES SÃO ESSAS?

Procurando na web, não achei as tais sete profissões, mas encontrei várias outras tendências e num dos posts, do site "Trabalhar Online", tem essa relação (muitas delas nada a ver com redes sociais):

Lista de Profissões do Futuro

Aqui fica uma listagem de algumas profissões com potencial no futuro sem critério de ordenação:

- Tecnologias de Informação
-  Sector da Saúde, especialmente, na área de cuidados à terceira idade
-  Biotecnologia
-  Nanotecnologia
-  Sector da Energia
-  Educação e Desenvolvimento Pessoal
- Terapias alternativas
- Tarefas Domésticas
- Trabalho a Partir de Casa
- Marketing de Rede, Internet Marketing e Marketing Online
- Coaching
- Área do Bem-Estar (Ginásio, Estética, Treinador Pessoal,…)
- Recursos Humanos
- Agências de Viagens

#ficaadica !!!!

sábado, 21 de abril de 2012

De onde saiu "O Quinto dos Infernos"?

O texto não é meu, é daqueles que saem na internet e são divulgados nas redes sociais. Achei pertinente publicá-lo neste feriado de Tiradentes.  A sabedoria popular nos surpreende muitas vezes, esclarecendo algumas coisas interessantes.


Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam

"O Quinto dos Infernos".

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Bom, aí vem uma parte deste texto, espalhada pela web, bastante forte e até mesmo chula. Repito, a autoria não é minha, mas concordo com o teor, com a essência deste protesto contra a atual carga tributária brasileira. Diz mais ou menos assim:

"Para quê? Para sustentar a corrupção? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...!"

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Viajar é Preciso

Segue o artigo de Mariana Teodoro, repórter do site do empresário Abilio Diniz, que nos ajuda a refletir sobre a importância de viajar, para o corpo, para a cabeça, para a alma. Texto original clicando neste link.
“Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto...”

Conhecido por suas longas e solitárias expedições marítimas ao redor do mundo, o célebre viajante Amyr Klink resume bem no pensamento acima a importância da experiência de viajar. Mas qual o segredo para entender como uma viagem proporciona tanto conhecimento e crescimento ao homem? Por que sempre voltamos de um lugar diferentes de como fomos, com a sensação de renovação e o desejo de querer viajar de novo?

Dois jovens apaixonados por viagens com anos de experiência na bagagem têm algumas respostas para essas questões.  “Estamos sempre atrás de conhecimento e experiência. Não há nada mais interessante que conhecer pessoas novas e costumes diferentes, e poder levar isso consigo para sempre”, diz Diego Fonteneli, 26 anos, autor do “Blog de Viagens”, espaço criado por ele na internet para compartilhar informações sobre o que mais ama fazer. Em sua primeira viagem ao Amazonas, quando tinha 5 anos, o blogueiro já sabia que viajar seria seu hobby para sempre.  “Nunca esqueci a riqueza e a beleza do lugar. Acho que foi por querer continuar a encontrar lugares tão ou mais bonitos que eu continuo viajando”, afirma.

Assim como Diego, o designer Michel P. Zylberberg, 30, também criou o blog “Rodando pelo Mundo” para contar suas experiências nos cerca de 20 países por onde passou. “Viajar é uma experiência incomparável. Nada melhor para crescer do que sair do ninho e da comodidade”, afirma.  Graças às experiência adquiridas no tempo em que morou fora do Brasil, o designer trabalha hoje na Suíça. “Além de falar outras línguas, é fundamental conhecer outras culturas e outras realidades. As empresas estão mudando o perfil de escolha dos candidatos, valorizando essa experiência que muitas vezes acaba não fazendo tanta diferença no currículo, mas que pode ser imprescindível no relacionamento diário e no comportamento no trabalho”, afirma.

Mas não pense que é preciso ter muito dinheiro e viajar a outro país para desfrutar dos benefícios que uma viagem pode proporcionar. Um passeio mais curto ou próximo para visitar parentes, por exemplo, pode ser uma opção. “Não importa o destino. Seja a cidade vizinha ou Sydney, na Austrália, o importante é focar na viagem e aproveitar tudo que o lugar pode oferecer sem pensar no trabalho ou no momento da volta pra casa”, conta Diego.

De acordo com Michel, é possível até mesmo conhecer melhor a própria cidade. “As pessoas acham que conhecem tudo ao redor. Muitas vezes uma volta por bairros diferentes pode se transformar em uma experiência totalmente nova. O segredo é encarar a vida com os olhos e a curiosidade de um turista”, afirma. Além disso, o designer lembra que para viagens mais distantes é valido economizar durante o ano e aproveitar as promoções.

Aos que estão acomodados ou aos que não aproveitam tanto o destino quando costumam viajar, os blogueiros deixam alguns conselhos: “As pessoas têm medo de mudança, de se confrontar com outras culturas. Hoje em dia muita gente sofre de depressão e se fecha em casa, enquanto o mundo lá fora não para, por isso reforço que é importante viajar para viver melhor”, conclui Michel.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Etiqueta Digital

Um artigo do amigo e publicitário Mário Pertile que coloca que forma interessante alguns procedimentos que todos nós devríamos ter quanto se trata de email e internet. Leiam o saboroso texto do Mário, que é colaborador também do Cena de Cinema. Este artigo foi publicado originalmente no Blog do Buteko, o estúdio de arte digital do Mário.

Assisti um filme oriental ontem, One Missed Call – Final (a terceira parte da trilogia “Uma Chamada Perdida” – da franquia original, não a porcaria feita em Hollywood) e fiquei bastante inspirado a escrever sobre o assunto. No filme, a pessoa recebe uma chamada de mensagem com um toque tenebroso no celular escrito “Isenção de Morte – Encaminhar Mensagem”. Se ela encaminhar para alguém da lista de contatos, se safa de uma morte horripilante. Caso contrário, recebe um vídeo ou foto da sua morte, com a data da mesma – no futuro é claro. Quando chega a data que está na mensagem, dito e feito, catapumba, já eras. Igualzinho como na mensagem. Esse texto não é sobre o filme, mas vale ressaltar que, da trilogia, o único título bom é o primeiro, os outros são mais do mesmo e com roteiros muito capengas tentando aproveitar a história original para o desenvolvimento de outras derivadas, mas nada eras.

Enfim, canso de receber e-mails que não quero. E-mails com opiniões políticas, correntes católicas, crentes, umbandistas, budistas, de magia negra, magia branca, magia colorida, e por aí vai. Tem aquelas de datas específicas, ou que um anjo não sei do que vai passar não sei por onde nos próximos dez minutos e fazer alguma coisa que eu não sei o que é porque não li a mensagem.

Pior ainda, aquelas que mandam encaminhar o e-mail porque a AOL, a Microsoft, ou o raio que o parta doarão 1 centavo para uma criança com hidrocefalia, sem os braços, com seis dedos no pé e que fala com a voz fina, para cada e-mail enviado. Também tem as correntes terroristas, que se você não enviar para 427 pessoas nos próximos 30 segundos algo de ruim vai acontecer.

E pra finalizar, não poderia ficar de fora a corrente positivista, que se você encaminhar, algum desejo irá se realizar, ou a pessoa que você ama irá se declarar pra você. Puta que pariu.

Seguinte, preste bem atenção: A AOL, a Microsoft, ou quem quer que seja nunca doará porcaria nenhuma porque você encaminhou um e-mail. Nenhum bode com quatro chifres entrará na sua sala, ou um espírito maligno dos quintos dos infernos lhe amaldiçoará e ninguém irá se declarar pra você caso você encaminhe algum e-mail. O máximo que você estará fazendo é congestionando mais ainda a internet e incomodando as pessoas, que na dúvida, encaminharão a mensagem também.

Mas o mais impressionante disso tudo é que canso de receber este tipo de mensagens de pessoas que enviam pelo e-mail da própria empresa e, muitas vezes, o próprio dono da empresa os envia. Isso é uma puta queimação de filme pra pessoa e pra empresa. Então, resolvi redigir algumas regras básicas de etiqueta para e-mail, baseadas no meu espírito de porco, no meu jeito mau humorado de ser e na minha raiva ao receber este tipo de e-mail. Coisa bem básica mesmo. Espero que sirva para alguma coisa. Só pelo amor de Alá, não faça um Power Point com estas regras!

0 – Cópia Oculta, Por Favor...

Você é daqueles que tira uma hora por dia para encaminhar e-mails para toda sua lista? Ok, isso não vai mudar. Mas seus hábitos podem contribuir muito para a privacidade de seus contatos na internet. Você já deve ter notado que qualquer software ou webmail tem um campo chamado CCO ou BCC. Esse campo não foi feito pra bonito. Ele serve para inserir os e-mails de todo mundo, de forma que um não veja o e-mail do outro.

Se não tiver outra alternativa, você pode continuar enviando suas mensagens quilométricas, mas, por favor, insira os e-mails todos em CCO. Ainda mais se eu estiver na sua lista, pois eu não quero que meu e-mail sirva para espertalhões enviarem propagandas de Viagra e aparatos para aumentar meu pênis. Muito menos quero receber ofertas de Rolex.

1 – Opinião Político-Partidária
Você pode estar infeliz com o atual governo. Ou pode estar feliz da vida. O fato é que de toda sua lista de e-mails, pelo menos metade pensará diferente de você. Então, não adianta ficar enviando piadas e xingamentos ao atual partido político que rege o país, sua cidade ou Estado. Como também não adianta ficar enviando Power Points imensos comprovando as bem feitorias do Sr. político que você votou. Se a pessoa é contrária a sua posição, ela vai continuar. Não é uma porcaria de um Power Point que vai fazer alguém virar a casaca. Quer discutir política? Faça isso, é muito bom para o futuro do país, mas faça isso nos seus encontros sociais, e dissemine sua ideologia de forma clara sem incomodar ninguém. Apresente argumentos seus, não os que alguém escreveu. E NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, ENVIE ALGUM E-MAIL DE CUNHO POLÍTICO-PARTIDÁRIO com um e-mail @suaempresa. Acho que não é preciso ser expert em internet ou em imagem empresarial para entender isso.

2 – Correntes
Faça sua parte pelo bem da internet. Quebre qualquer corrente, positiva ou negativa que venha a chegar na sua caixa de entrada. Nada de ruim, nem nada de bom acontecerá por você ter enviado um e-mail pesado, com musiquinha e fotos bonitas retiradas de bancos de imagem. Se não resistir, procure saber com quem recebe seus e-mails, usuário por usuário, se eles estão afim de receber este tipo de mensagem e após, crie uma lista de contatos apenas para isso (e não me insira nesta lista). Seu provedor agradece.

3 – Power Point Não É Brinquedo.
O Power Point é um software muito útil para criar apresentações empresariais, álbuns de fotos, e coisas do tipo. Ele vem incluído no pacote Office da Microsoft, um pacote que todo mundo tem instalado, original ou pirata, mas tem. O próprio nome do pacote já induz à sua utilidade. Pra quem ainda não sabe, Office=Escritório. Logo, você não usa o Excel para criar tabelinhas coloridas e enviar para os seus amigos, usa?

Se você é daqueles que não resiste em criar super-ultra e-mails muuuuito bacanões, mega-positivistas, ou correntes do mau, Ok, faça. Mas evite ao máximo utilizar Power Point para tal, porque é um verdadeiro saco você estar com seus e-mails abertos e ter que abrir algo em outro software, geralmente pesado, porque esse tipo de mensagem vem com umas 10 imagens em resolução de Outdoor e uma mp3 de no mínimo uns 5Mb (quando não vem em .Wav com qualidade de CD!).

Quer mandar uma piada? Escreva no corpo do e-mail oras. Pra que criar um Power point com um texto???? Quer mandar imagens? Manda em anexo. Ninguém precisa de trilha sonora para visualizar fotos de nenês, flores ou bichinhos bonitinhos. Quer enviar um vídeo? Pois envie um vídeo. Não precisa inserir o vídeo dentro de um Power Point. Power Point não é brinquedo.

4 – E-mail da empresa é E-mail da Empresa.
Acho que não é preciso explicar muito né? Utilize seu e-mail empresarial (sendo você dono ou funcionário) para fazer orçamentos, realizar pós-venda, contatar fornecedores e fazer todos os contatos que o mercado empresarial exige. Não adianta você criar uma conta seunome@suaempresa.com.br e achar que isso é um e-mail pessoal, pois qualquer tranqueira que você envie por este e-mail, está sendo enviado com o nome da sua empresa e certamente queimará o filme dela. E-mail é de graça. Crie uma conta no Gmail, Hotmail ou QualquercoisaMail para utilizar para estes tipos de mensagem e deixe seu @suaempresa para e-mails mais formais. (Mário Pertile)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Santo de casa não faz milagre. Ou faz?

Há muito presentes nos ambientes corporativos, as assessorias de imprensa começam a ganhar força também dentro dos veículos de comunicação. Por se tratarem de organizações com uma gestão empresarial cada vez mais profissionalizada, esse tipo de empreendimento também passa a manter um relacionamento com a mídia, seja dentro ou fora do grupo ao qual pertencem.

Divulgação de ações institucionais ou sugestão de fontes são tarefas essenciais para o trabalho de assessoria de imprensa, que acaba tendo influência decisiva na imagem da empresa perante a sociedade. Nesse sentido, justamente por lidarem diretamente com a aceitação diária do público, os veículos de comunicação começam a perceber que também precisam investir nesse tipo de profissionalização do canal, de modo a instituírem em suas estruturas uma área específica. "Toda e qualquer empresa, ao utilizar-se de assessoria de imprensa, tem um objetivo principal: tornar-se fonte de informações confiável sobre sua área de atuação", pondera a professora Izolda Cremonine, que ministra cursos sobre o assunto na Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje). Segundo ela, algumas organizações jornalísticas já se utilizavam dessa ferramenta para noticiar suas publicações ainda nos anos 90, com foco específico nas edições. "Atualmente, tanto a mídia impressa quanto a eletrônica utilizam-se deste tipo de divulgação visando principalmente aos anunciantes, e para isso direcionam suas ações a canais específicos."

Redação x Assessoria
Separar a redação, o comercial e o setor de divulgação é uma decisão que varia conforme a cultura e postura empresarial de cada organização. Mesmo assim, todos os departamentos devem caminhar para o mesmo objetivo: manter a empresa sadia financeiramente. "Sem dúvida esta é uma encruzilhada que precisa ser encarada através de uma firme postura ética", avalia Izolda.

A RBS, rede de comunicação gaúcha que atua há mais de 50 anos no mercado, tem investido no crescimento dessa prática. Há mais de quatro anos, o grupo possui um setor exclusivo dentro de sua estrutura, o qual veio ganhando mais autonomia com o tempo.

De acordo com Anik Susuki, que responde pela área na RBS, no início a atuação do departamento era mais ampla e estava ligada ao marketing corporativo, incluindo comunicação institucional e assessoria de imprensa propriamente dita. "Com o crescimento da demanda, o setor foi se especializando e dividindo atribuições. Além de atendermos as solicitações da imprensa em geral, temos uma relação com os próprios veículos da rede, que também realizam coberturas de eventos promovidos pela empresa", conta.

Hoje, a assessoria de imprensa conta com cinco profissionais (quatro em Porto Alegre e um em Santa Catarina) que atuam exclusivamente no setor. "Cheguei a trabalhar na editoria de economia da Zero Hora durante um ano, antes de ser convidada para iniciar a assessoria de imprensa. Acho importante ter essa experiência em um produto da empresa, até para entender o papel do departamento, que não pode funcionar como uma barreira aos demais veículos."

Na Band-RS, apesar de não haver um departamento específico, o cuidado com divulgação das ações também ganha destaque. Com um setor nacional de assessoria de imprensa que ajuda no suporte das emissoras regionais, a filial gaúcha também conta com duas pessoas que atuam na divulgação. "A Band deixou de ser apenas um emissor de informação, transformando-se em um veículo com atuação na comunidade. Passamos a transformar coberturas jornalísticas importantes em eventos institucionais, criamos estandes, postos e até casas permanentes em determinados lugares onde acontecem eventos importantes ligados ao estado, passando a fazer notícia, além de só noticiar", relata Renato Martins, diretor de Jornalismo. Para ele, tudo isso exige uma estrutura particular. "Em alguns casos estratégicos, como o concurso Miss Rio Grande do Sul, chegamos a contratar uma empresa de assessoria de imprensa específica, pois a produção de informação é muito grande."

Retorno garantido

Martins constata que o retorno de investir em um relacionamento com a mídia compensa: "O surgimento de sites especializados em comunicação criou uma rede de divulgação, formadora de opinião. A Band apostou nessa rede e teve um resultado de reforço na sua imagem e gerou uma demanda de novos negócios, ocupando mais espaço e agregando mais valor à sua marca. Divulgando nosso trabalho através de releases optamos por criar um mailling específico voltado para este mercado, outro para clientes e um terceiro mais amplo, incluindo ouvintes e telespectadores, ou seja, tentando atingir uma parcela da população em geral".

A mesma opinião é compartilhada pela Record-RS, onde a assessoria de imprensa passou a ser responsabilidade de uma empresa terceirizada. Segundo Diego Caleffi, gerente de marketing do grupo, a opção contribui com o andamento da emissora, inaugurada no estado há pouco mais de um ano. "Tudo começou com uma visão do marketing de que, apesar de se tratar de uma empresa de comunicação, também tínhamos necessidade de apresentar ao mercado ações desenvolvidas pelo grupo. E não podíamos fazer uso de nossos próprios veículos para tanto", explica. Em funcionamento desde janeiro deste ano, o serviço já gerou um retorno perceptível. "Até a atuação da assessoria tínhamos uma presença esporádica na mídia, sendo que hoje essa presença é praticamente diária." Entre as ações de sucesso divulgadas pela assessoria estão o lançamento da série de colecionáveis encartada no jornal Correio do Povo e o esclarecimento a respeito do afastamento do jornalista Luiz Carlos Reche. "Tivemos que traçar uma estratégia para que o mercado não encarasse o fato como algo negativo, assim como divulgar os investimentos na área de tecnologia foi importante para darmos um retorno aos anunciantes, que não estão dentro do parque gráfico para saber das atualizações."

Fonte: Marianna Senderowicz, de Porto Alegre, para o site Comunique-se