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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Participe da palestra LUZ, CÂMERA, AÇÃO em Porto Alegre

O jornalista, palestrante e professor Renato Martins vai ministrar mais uma vez a sua palestra LUZ, CÂMERA, AÇÃO, numa especial ação para convidados, na próxima terça, dia 16 de maio, em Porto Alegre. A apresentação que une conceitos de gestão, liderança, comunicação e inovação ilustrada por cenas de filmes vem sendo trabalhada por Renato desde 2014, mas é atualizada constantemente pelo jornalista e essa é mais uma oportunidade para assistir a nova versão. O público-alvo são gestores, comunicadores, publicitários, profissionais de marketing, agências de eventos, área de RH, líderes em geral e estudantes das áreas de comunicação e gestão.

"Estou trabalhando cada vez mais o conceito da gestão positiva e da comunicação positiva, levando esta mensagem para empresas, instituições e equipes em geral na hora da crise", afirma Renato. "Penso que a imprensa tem um papel fundamental de virar a espiral negativa em que vivemos, redesenhando a linha editorial de seus veículos para privilegiar as boas notícias". Conforme o jornalista, o empresariado também pode contribuir com sua parcela, gerando seus fatos positivos - e Renato provoca isso com seu conteúdo. Para ilustrar e dinamizar os encontros, o palestrante usa sua paixão de 40 anos pela sétima arte, com cenas de filme que retratam as lições de liderança repassadas. "Nossa sociedade está doente, deprimida por causa de uma crise econômica, política e ética. Precisamos enxergar horizontes, senão vamos remar eternamente", lembra Renato,

A palestra LUZ, CÂMERA, AÇÃO já foi apresentada em entidades como Federasul, Farsul, SESCON, CICs e prefeituras do interior, além de empresas privadas. Renato Martins também desenvolve cursos de comunicação em instituições como UNIRITER e ESPM.

Quem quiser participar do evento da próxima terça-feira, pode enviar um email com nome completo, RG e telefone para o endereço renatomartinspalestras@gmail.com. As vagas gratuitas são limitadas.

      

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

#SerraRS: Gramado e Canela contam com novo Guia Turístico

Um novo Guia Turístico Gramado e Canela em tantas fotos foi oficialmente lançado, no Grande Hotel Canela, na noite da última terça-feira (18). Idealizado por Pedro Muller Coelho de Souza, Antônio Olmiro dos Reis e Daniel dos Reis, o Guia apresenta os atrativos turísticos das duas cidades, com imagens que encantam, e um mapa promocional, que indica a localização das atrações das duas cidades.

O grande diferencial deste Guia é que, em função das lindas fotos, clicadas por Rafael Cavalli e Cibele Peccin,  os visitantes irão levar para suas casas, lembrando sempre da nossa região e fazendo propaganda boca a boca da mesma.

Importante também salientar o mapa ilustrado que une as duas cidades, talvez o único que apresente os dois municípios em um único mapa.

Os idealizadores do Guia irão repassar uma parcela dos recursos da venda do mesmo para o Hospital de Caridade de Canela e ao Lar de Idosos Maria de Nazaré, de Gramado. No lançamento, representando o Hospital de Canela Angela Tomasini assinou o termo de doação. Por motivos de força maior a Vó Lacy Bertoja não pode estar presente e assinará o termo nos próximos dias.

A venda do Guia Canela Gramado em tantas fotos ocorrerá em atrativos turísticos, parques e pontos comerciais de Gramado e Canela.

Pedro Muller Coelho de Souza falou em nome dos idealizadores e ressaltou que o Guia, recém lançado, busca apresentar as mais importantes atrações das duas cidades, em uma única publicação, com mais de 40 fotos, num formato fácil de carregar durante o passeio.

O Guia está sendo comercializado nos atrativos turísticos e pontos comerciais das duas cidades, no valor de 19,90.


Na foto, Olmiro, Pedro e Daniel. Crédito: Diego Santos/Estrategia

terça-feira, 14 de julho de 2015

Portfólio de Palestras 2015

Foto Antares Martins
Neste post detalho o meu portfólio de apresentações que faço para o mercado. É algo que já faço há algum tempo, mas agora estou intensificando, no ano em que completo 30 anos dedicados à comunicação. Há diferentes tipos de palestras, dinâmicas, workshops e treinamentos, como vocês vão ver abaixo. Tenho certeza que pode interessar aos seus contatos, empresas e equipes com quem vocês atuam. Também crio projetos customizados conforme a necessidade. Qualquer coisa é só me contatar:

Email renatomartinsprofissional@gmail.com
Fone (51) 9232-4995
twitter.com/renatomartins
facebook.com/renatomartins1967
instagram.com/renatomartins1967
Linkedin: Renato Martins


CENA DE CINEMA
Uma palestra diferente, recheada de referências cinematográficas que dão lições de vida sobre gestão, liderança, trabalho em equipe, motivação e inovação.
Cenas de filmes conhecidos são mostradas e analisadas com interatividade, bom humor e sensibilidade.
A palestra ideal para motivar na hora na crise, despertando novas ideias e foco na busca de metas.

NÃO TENHA MEDO DO MICROFONE
Uma dinâmica para quem precisa se comunicar com seu público, interno ou externo. Como aprender a se expressar melhor e dar entrevistas, convivendo com jornalistas, especialistas, críticos e imprensa em geral.
Conteúdo objetivo, dicas práticas e testes ao vivo para simular as entrevistas.
A dinâmica ideal para empresários, autoridades, políticos, administradores, líderes em geral, que querem se destacar no competitivo mundo da mídia.


NÃO ME ODEIE, SOU CHEFE
Uma palestra que desvenda as agruras da liderança, diagnosticando as necessidades da gestão em função da eficiência das metas.
Relatos de cases que exemplificam a dinâmica da chefia e de seus colaboradores, buscando a libertação da consciência pesada em ambos os lados.
A palestra ideal para harmonizar disputas internas nas empresas, aproximando os líderes de suas equipes e integrando mais ainda os grupos de trabalho.

COMO SER GESTOR SEM PERDER A ALMA
Uma vivência diferente, misturando palestra com dinâmica, baseada principalmente na busca da qualidade de vida.
Relatos e práticas que objetivam o gestor buscar a melhoria da estabilidade emocional, controle do stress e harmonização de seu pensamento.
A vivência ideal para executivos estressados, confusos, desfocados e à procura de estabilidade emocional. Ajuda a desfazer o mito do gestor carrasco, buscando a humanização na liderança moderna. 

GESTÃO DA COMUNICAÇÃO
Uma palestra técnica, objetiva e completa com muitas referências de mercado e dinâmicas práticas. Ferramentas para aliar liderança, planejamento, organização e processo criativo da informação.
Análises de processos de cross-media, gerenciamento e imagem e de crise baseado em cases famosos do mercado.
A palestra ideal para quem quer liderar redações, emissoras de rádio e TV, jornais, assessoria de imprensa, ou simplesmente quer se dedicar a este novo ramo da comunicação.  

O COMUNICADOR DO FUTURO
Um workshop para analisar o mercado da comunicação e o papel do jornalismo, no atual estágio de nossa sociedade, onde a informação brota de todos os lugares.
A curadoria da notícia, as novas mídias, cross-media, transmídia, o perfil do profissional moderno na área de comunicação e os novos mercados.
Uma atividade ideal para jornalistas, professores de comunicação, alunos, RPs, publicitários, especialistas em comunicação e marketing colocados ou que querem se colocar no mercado.

RENATO MARTINS, jornalista, radialista, professor e palestrante com 30 anos de carreira. Diretor de Jornalismo do Grupo Bandeirantes de Comunicação no RS. Formado com Comunicação Social pela PUC RS e com MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela ESPM SUL. Já passou por diversas empresas de comunicação, como RBS, Jornal do Comércio, Rádio Eldorado, FEPLAM e TVE, entre outras. Amante da música e do cinema, trabalha com essas referências artísticas para aulas e palestras. Já foi baterista profissional por 15 anos, atua ocasionalmente como DJ e como hobby é comentarista de cinema nas rádios da Band. 

Se sua empresa ou grupo de trabalho precisa de motivação, informação, reflexão, organização e novas ideias, leve o RENATO MARTINS para conversar com estas pessoas. São vários formatos de palestras, dinâmicas, treinamentos e workshops. Apresentações modernas, criativas e bem-humoradas para incentivar a mudança e a mobilização de sua equipe.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Gestão de pessoas: a chave contra a crise

Os executivos brasileiros demonstram-se preocupados com o atual momento econômico. O ano de
2014 foi extremamente desafiador e 2015 segue a mesma circunstância, atenuado pelas incertezas dos setores de infraestrutura e energia, que são fundamentais para sustentar o crescimento a médio e longo prazos.

Diante desse cenário, muitas empresas têm repensando suas estratégias de mercado e estão focando em rentabilidade, por meio de boas práticas de gestão e contratação de executivos mais preparados para esses desafios. Cada vez mais têm sido demandados gestores com capacidade de agrupar pessoas com interesses em comum, que consigam expressar visão e engajar os funcionários dentro dos valores da empresa.

Uma das grandes falhas nas contratações das empresas é o fato de se observar apenas a educação e as conquistas que o executivo teve durante a carreira, o que acaba não retratando como o líder realmente é e se ele é oportuno à organização. Nos processos seletivos que tenho liderado, percebo que o perfil de liderança exigido pelas organizações também mudou. Hoje, o gestor precisa apresentar, além dos resultados, a forma como eles são alcançados.

A perspectiva de crescimento tímido da economia é apenas um dos causadores dessa movimentação. O executivo brasileiro passou a entender que sua empresa precisará se preparar para essa realidade desafiadora, pois a economia poderá continuar se contraindo nos próximos trimestres. Contudo, a competição não diminuirá, sendo que outras empresas chegarão para concorrer no mercado interno em busca de maiores fatias.

O Grupo Fesap, especializado em executive search, realizou pesquisa em 2013 com CEOs (Chief Executive Officer, Diretor Executivo, na tradução livre) de grandes empresas para entender quais seriam as suas prioridades nos próximos cinco anos e como iriam se preparar frente ao contexto econômico mundial. Revelou-se que a preocupação com o capital humano faz parte da maioria das agendas, mostrando que muitos fatores que eram importantes até pouco tempo agora dão espaço à gestão de pessoas, que possui impacto direto nos negócios e no faturamento das empresas.

Trazendo para 2015, nunca vimos guerra tão latente entre as empresas, na qual o fator central da disputa não são mais maquinários ou tecnologias avançadas, mas sim os talentos humanos. Entre os principais perfis identificados, a busca por liderança voltada a fomentar inovação e criatividade tem ganhado destaque. Isso nos mostra a importância de contratar certo nos momentos de crise.

(Artigo do Diário do Grande ABC, de autoria de Leonardo Massuda, que é diretor da consultoria de busca e seleção de executivos Asap Recruiters)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Democracia na Internet

Posto aqui o artigo oportuno da deputada federal gaúcha Manuela D'Ávila, bradando contra a mordaça na internet, uma espécie de AI-5 da web, como está sendo bem chamado. Vamos abrir o olho. Pode ser a morte da maior invenção do séculoXX.

A internet revolucionou o acesso às informações e à cultura. Hoje temos ao alcance dos dedos quase todo o conhecimento produzido pela humanidade. Além disso, o contato ultrapassou a barreira da distância, permitindo conhecermos e nos relacionarmos com pessoas a milhares de quilômetros. E mesmo a forma de vermos TV, ouvirmos músicas e acessarmos nossas contas bancárias mudou radicalmente depois da internet.

Aos poucos, nossa legislação está se adaptando a estes novos tempos. Mas está em debate na Câmara um projeto que pode atingir um valor caro para nossa democracia: a liberdade de expressão.

Aprovado pelo Senado em 2008, o projeto de lei sobre crimes digitais no Brasil cria uma série de normas e procedimentos para combater os crimes na internet. Mas, muito longe de seu objetivo original, o projeto poderá transformar provedores de acesso em centros de espionagem e delação. O projeto inviabiliza, por exemplo, a rede wi-fi pública que existe no Parque da Redenção, bem como as redes wi-fi abertas que existem nos shoppings.

Além disso, ele desobriga o sistema bancário de proteger seus clientes, invertendo a lógica e responsabilizando os clientes pelos desfalques que eles podem sofrer. Mas o projeto vai além: se aprovado, os usuários podem ser criminalizados pelo download de arquivos e músicas.
O projeto é alvo de um abaixo-assinado virtual com quase 150 mil assinaturas, disponível na internet.

A reação ao projeto, apelidado de “AI-5 Digital”, cresce a cada dia.

A inspiração deste projeto é a Convenção de Cybercrimes, assinada, em 2001, em Budapeste, na Hungria. Montada pelos lobbies de fabricantes de softwares e de direitos autorais da Europa, a convenção não foi assinada pelo Brasil e por nenhum país latino-americano. Nem pela maioria das grandes nações em desenvolvimento, como China e Índia.

Em busca de apoio, os defensores do AI-5 Digital afirmam que a lei vai reforçar o combate ao abuso sexual de menores. Mas já há legislação específica sancionada em novembro de 2008 que aumenta a pena máxima de crimes de pornografia infantil na internet de seis para oito anos de cadeia, além de estabelecer punições mais rígidas para a aquisição, posse e divulgação de material pornográfico.

Não se trata, portanto, de um projeto que irá proteger as conquistas que tivemos com a popularização da internet. O projeto do senador Azeredo, se aprovado, em nada afetará a vida dos cibercriminosos, mas afetará em muito a vida dos demais cidadãos.
Ou falamos agora, ou corremos o risco de, na internet, nos calarem como na época do AI-5.

Manuela D'Ávila - Deputada Federal PC do B - RS

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que Isabella nos deixou

Um seminário em Porto Alegre discutiu a violência como um problema de saúde pública. Uma epidemia silenciosa, como dizia o enunciado do evento que cresce a cada dia. É impressionante como nunca o Brasil nem as autoridades tinham tratado o assunto estrategicamente, com as duas pastas - segurança e saúde - trabalhando unidas. Mas o mais grave, nos registros de violência rotineira, é que as crianças e os adolescentes estão entre as principais vítimas. Em 2007, o RS registrou 132 mortes de pessoas até 17 anos. Um quadro avassalador e sem jeito de ter volta. O menor vira criminoso por causa do meio em que vive ou ele contamina com sua criminalidade o ambiente em que mora?

Temos os conselhos tutelares abarrotados de casos, pais e filhos que vão parar na delegacia, no hospital ou no necrotério. Temos, por outro lado, a falta de estrutura nesses lugares e mais um sistema de educação precário para que possamos atender estes jovens cidadãos como deveriam. Famílias que perderam o rumo da autoridade e pais desnorteados, sem saberem por onde gerenciam a educação dos seus filhos. O ideal seria ter certeza, firmeza e segurança para educá-los longe das ruas, do roubo, do crack, da esmola, da prostituição infantil. Mas não é bem assim. As centenas de Isabella que o digam.

O telejornal Band Cidade (TV Bandeirantes, 18h50) mostrou no mesmo dia o caso de uma menina de seis anos foi abusada sexualmente por um vizinho. Fato inusitado: a mãe denunciou o caso à polícia. O homem foi conduzido à delegacia e responderá a processo por atentado violento ao pudor. Repito: a mãe foi lá e denunciou, fez ocorrência, foi no DML e depois foi para o hospital. "Eu conheço ele, mas eu não tive medo, eu fui e denunciei" - disse a corajosa senhora. Ah, se todos fossem assim e levassem até o fim a indignação e impaciência com que essas coisas que já estão estabelecidas...

A reportagem da jornalista Luci Jorge também mostrou que o HPV, Hospital Presidente Vargas de Porto Alegre, possui um Centro de Referência no atendimento infanto-juvenil que em 2006 o serviço acolheu 1.170 crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e maus tratos. No ano passado, foram 1.219 atendimentos, a maioria por abuso e agressões sexuais. Depois de exames clínicos, as vítimas são encaminhadas para tratamento psicológico. Uma demanda que às vezes nem sonhamos que possa existir.

É impressionante como este assunto é velho e ainda continua sendo pauta de seminários, congressos e nas redações. Nós, jornalistas, não paramos de falar nisso. Talvez porque o problema continue existindo e só piore. Se não melhorar, o mínimo que um jornalista pode fazer é indignar-se e continuar a tratar do assunto.

Bebês, crianças e pré adolescentes precisam ser criados com educação, carinho e afeto. Não precisa ser médico para saber que o ambiente da criança é longe da violência, da agressão covarde e do dano psicológico sem volta. Ou alguém acha que uma criança abusada, machucada ou assediada mesmo moralmente terá mente livre e saudável para o resto de sua vida?

Temos, portanto, um quadro silencioso e anônimo de diversos casos isabela espalhados pela nossa sociedade. Todos os dias. Um relatório da UNESCO chega a confirmar que uma criança é abusada ou maltratada a cada hora no Brasil. Isabella foi mais uma, mas existem muitas outras. Mais pobres ou mais ricas. Mais velhas ou mais novas. Algumas BEM mais novas.

Eu sei que ninguém mais agüenta ouvir no caso Isabella. Mas tem muita gente querendo saber o que acontece com pais, irmãos, irmãs, padastros, madastras, tutores, tios, tias e patrões que abusam de menores. Pedófilos, torturadores, estupradores, abusadores, malucos, sádicos. Além de virarem notícia, tem que ir pra prisão, serem punidos exemplarmente para que não criem seguidores. Está aí o trabalho da imprensa: fazer o estaderlhaço para evitar que tudo se esqueça na poeira na injustiça.

Que maus pais sejam repreendidos severamente, pagando com indenizações ou horas de prisão, para que nenhum pai mais pense em usar a violência contra crianças. Para que nenhuma criança mais seja vítima dessa covardia. Para que nenhuma criança seja privada daquilo que lhe é mais importante: a presença de um pai e uma mãe que lhe amem. Nem que para isso, paradoxalmente, tenhamos que tirar do pai e de uma mãe, a mesma coisa: o direito e a honra de criar cidadãos de bem para o mundo.

Renato Martins

terça-feira, 29 de abril de 2008

Santo de casa não faz milagre. Ou faz?

Há muito presentes nos ambientes corporativos, as assessorias de imprensa começam a ganhar força também dentro dos veículos de comunicação. Por se tratarem de organizações com uma gestão empresarial cada vez mais profissionalizada, esse tipo de empreendimento também passa a manter um relacionamento com a mídia, seja dentro ou fora do grupo ao qual pertencem.

Divulgação de ações institucionais ou sugestão de fontes são tarefas essenciais para o trabalho de assessoria de imprensa, que acaba tendo influência decisiva na imagem da empresa perante a sociedade. Nesse sentido, justamente por lidarem diretamente com a aceitação diária do público, os veículos de comunicação começam a perceber que também precisam investir nesse tipo de profissionalização do canal, de modo a instituírem em suas estruturas uma área específica. "Toda e qualquer empresa, ao utilizar-se de assessoria de imprensa, tem um objetivo principal: tornar-se fonte de informações confiável sobre sua área de atuação", pondera a professora Izolda Cremonine, que ministra cursos sobre o assunto na Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje). Segundo ela, algumas organizações jornalísticas já se utilizavam dessa ferramenta para noticiar suas publicações ainda nos anos 90, com foco específico nas edições. "Atualmente, tanto a mídia impressa quanto a eletrônica utilizam-se deste tipo de divulgação visando principalmente aos anunciantes, e para isso direcionam suas ações a canais específicos."

Redação x Assessoria
Separar a redação, o comercial e o setor de divulgação é uma decisão que varia conforme a cultura e postura empresarial de cada organização. Mesmo assim, todos os departamentos devem caminhar para o mesmo objetivo: manter a empresa sadia financeiramente. "Sem dúvida esta é uma encruzilhada que precisa ser encarada através de uma firme postura ética", avalia Izolda.

A RBS, rede de comunicação gaúcha que atua há mais de 50 anos no mercado, tem investido no crescimento dessa prática. Há mais de quatro anos, o grupo possui um setor exclusivo dentro de sua estrutura, o qual veio ganhando mais autonomia com o tempo.

De acordo com Anik Susuki, que responde pela área na RBS, no início a atuação do departamento era mais ampla e estava ligada ao marketing corporativo, incluindo comunicação institucional e assessoria de imprensa propriamente dita. "Com o crescimento da demanda, o setor foi se especializando e dividindo atribuições. Além de atendermos as solicitações da imprensa em geral, temos uma relação com os próprios veículos da rede, que também realizam coberturas de eventos promovidos pela empresa", conta.

Hoje, a assessoria de imprensa conta com cinco profissionais (quatro em Porto Alegre e um em Santa Catarina) que atuam exclusivamente no setor. "Cheguei a trabalhar na editoria de economia da Zero Hora durante um ano, antes de ser convidada para iniciar a assessoria de imprensa. Acho importante ter essa experiência em um produto da empresa, até para entender o papel do departamento, que não pode funcionar como uma barreira aos demais veículos."

Na Band-RS, apesar de não haver um departamento específico, o cuidado com divulgação das ações também ganha destaque. Com um setor nacional de assessoria de imprensa que ajuda no suporte das emissoras regionais, a filial gaúcha também conta com duas pessoas que atuam na divulgação. "A Band deixou de ser apenas um emissor de informação, transformando-se em um veículo com atuação na comunidade. Passamos a transformar coberturas jornalísticas importantes em eventos institucionais, criamos estandes, postos e até casas permanentes em determinados lugares onde acontecem eventos importantes ligados ao estado, passando a fazer notícia, além de só noticiar", relata Renato Martins, diretor de Jornalismo. Para ele, tudo isso exige uma estrutura particular. "Em alguns casos estratégicos, como o concurso Miss Rio Grande do Sul, chegamos a contratar uma empresa de assessoria de imprensa específica, pois a produção de informação é muito grande."

Retorno garantido

Martins constata que o retorno de investir em um relacionamento com a mídia compensa: "O surgimento de sites especializados em comunicação criou uma rede de divulgação, formadora de opinião. A Band apostou nessa rede e teve um resultado de reforço na sua imagem e gerou uma demanda de novos negócios, ocupando mais espaço e agregando mais valor à sua marca. Divulgando nosso trabalho através de releases optamos por criar um mailling específico voltado para este mercado, outro para clientes e um terceiro mais amplo, incluindo ouvintes e telespectadores, ou seja, tentando atingir uma parcela da população em geral".

A mesma opinião é compartilhada pela Record-RS, onde a assessoria de imprensa passou a ser responsabilidade de uma empresa terceirizada. Segundo Diego Caleffi, gerente de marketing do grupo, a opção contribui com o andamento da emissora, inaugurada no estado há pouco mais de um ano. "Tudo começou com uma visão do marketing de que, apesar de se tratar de uma empresa de comunicação, também tínhamos necessidade de apresentar ao mercado ações desenvolvidas pelo grupo. E não podíamos fazer uso de nossos próprios veículos para tanto", explica. Em funcionamento desde janeiro deste ano, o serviço já gerou um retorno perceptível. "Até a atuação da assessoria tínhamos uma presença esporádica na mídia, sendo que hoje essa presença é praticamente diária." Entre as ações de sucesso divulgadas pela assessoria estão o lançamento da série de colecionáveis encartada no jornal Correio do Povo e o esclarecimento a respeito do afastamento do jornalista Luiz Carlos Reche. "Tivemos que traçar uma estratégia para que o mercado não encarasse o fato como algo negativo, assim como divulgar os investimentos na área de tecnologia foi importante para darmos um retorno aos anunciantes, que não estão dentro do parque gráfico para saber das atualizações."

Fonte: Marianna Senderowicz, de Porto Alegre, para o site Comunique-se