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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Latino-americano deve gastar em média R$ 815 com presentes de Natal em 2015

Entre os dias 8 e 12 de novembro, o Groupon realizou uma pesquisa com 6.800 pessoas dentro de sua base de usuários, na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia e no México, com o intuito de compreender quais são as expectativas para o próximo Natal e os gostos dos latino-americanos quando o assunto é dar e receber presentes.

“No Brasil e na América Latina, o e-commerce vem crescendo como uma alternativa de compras, especialmente em datas movimentadas, já que o usuário pode comprar online com facilidade evitando filas e deslocamentos. Por isso, com esse estudo, nosso objetivo foi entender um pouco mais sobre o hábito de presentear em toda a região para oferecer promoções assertivas para nossos usuários”, explicou João Pedro Serra, vice-presidente do Groupon no Brasil.

Em média, o latino-americano deve gastar R$ 815* em presentes neste natal e dar cerca de dez presentes. Para 60% dos entrevistados, o presente mais desejado é uma viagem - um final de semana em um hotel bacana - seguido por roupas (45%) e uma experiência diferenciada com amigos e/ou familiares (41%). Os presentes mais marcantes são aqueles em que o presenteado ganhou exatamente aquilo que queria, para 75%; mas, por outro lado, 85% dos entrevistados afirmam que não compartilham nenhuma lista com o que gostariam de ganhar. Os presentes tidos como os mais memoráveis são aqueles dados pelo parceiro(a), com 85% dos votos.

Os brasileiros pretendem gastar em média R$ 58 em cada presente e, no total, planejam desembolsar algo em torno de R$ 462, comprando cerca de oito presentes neste Natal. No Brasil, assim com nos outros países pesquisados, um Natal perfeito é composto por atividades familiares, para 75% do total de entrevistados, e também por uma grande ceia, afirmam 72% das pessoas que participaram do estudo.

* A pesquisa completa conduzida pelo Groupon envolveu 19.262 pessoas em 16 países, realizada entre os dias 8 e 12 de novembro. Para fins de comparação, foram utilizados aqui apenas dados referentes à América Latina. No Brasil, a amostra compreendeu 1.025 pessoas, com idade entre 18 e 65 anos. 

** Cotação do dia 17/11. US$ 214 e US$ 22. 

Sobre o Groupon:

Groupon é líder global em comércio local e o primeiro lugar onde o consumidor procura quando quer comprar qualquer coisa, a qualquer hora e em qualquer lugar. Com escala global, o Groupon consegue oferecer aos consumidores um vasto marketplace de ofertas imbatíveis em todo o mundo. Nele, os consumidores descobrem tanto pela web como pelo celular o melhor que sua cidade tem a oferecer, desfrutam de ótimas opções de férias com Groupon Viagens e encontram uma seleção de ofertas de qualidade relacionadas à moda, artigos de decoração e muito mais com o Groupon Shopping. O Groupon está reinventado o modo como pequenas empresas atraem, retêm e interagem com seus clientes, fornecendo um pacote de produtos e serviços digitais que incluem campanhas de negócio personalizadas, opções de pagamentos com cartão de crédito e débito e soluções de ponto de venda que ajudam empresas a crescer e operar de forma mais eficaz. Para saber mais, visite www.groupon.com.br. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A economia colaborativa do Uber e tantos outros

Como funcionam aplicativos como Uber, Airbnb e MonkeyParking? Quais são as suas vantagens? Esse interessante artigo do blog SOFTONIC esclarece um pouco mais sobre a economia colaborativa, confira:

Você tem uma entrevista de emprego, mas o despertador não tocou e você está atrasado. O ônibus não passa, não há táxis ao redor e é preciso economizar 40 reais porque este mês você não tem dinheiro. Por que não descolar um carro com o Uber?

Ou ainda: você trabalha como freelancer e está numa fase de vacas magras. As contas e o aluguel, no entanto, continuam o mesmo. Em casa, você tem um quarto disponível com uma cama agradável que você nunca usa, a não ser quando recebe convidados.

Gostaria de alugá-lo por um fim de semana para voltar a ter uma graninha? Você já pensou em usar o Airbnb?

Uber, Airbnb, MonkeyParking, BlaBlaCar, TaskRabbit, EatWith e muitos outros constituem um novo sistema chamado sharing economy (economia colaborativa), baseado em dividir os bens e serviços entre os usuários.

Mas vamos começar direito. Vejamos como estes serviços funcionam, quais são as vantagens e os riscos que você corre.

A roda do consumo colaborativo

Além das definições que podem ser encontradas no Wikipedia, a sharing economy, ou consumo colaborativo em português, é um sistema de troca de bens ou serviços.

Há muitos jeitos diferentes e estruturas, que podem ser com ou sem fins lucrativos, mas os serviços que fazem parte disso têm em comum a troca entre pessoas, por isso falamos em economia peer-to-peer.

Embora seja um fenômeno recente, a coluna de Schumpeter na revista da The Economist remete ao famoso programa de compartilhamento de arquivos, Napster, que inspirou a economia colaborativa, onde um sistema intermedia o contato entre estranhos para partilhar e trocar as coisas.

Como funcionam os apps de economia colaborativa?

Os serviços que compõem a sharing economy são muitos. Os mais famosos são, provavelmente, Uber [Android | iPhone], que com o serviço UberPOP permite aos proprietários de um carro improvisarem como taxistas, e Airbnb [Android | iPhone], que conecta os donos de apartamentos ou locatários com turistas interessados em estadias curtas.

Na verdade, existem muitos outros. Somente para dividir o carro, nós selecionamos oito deles, apenas os mais famosos. Você provavelmente já ouviu falar de BlaBlaCar [Android | iPhone], o aplicativo para viajar em um carro com outras pessoas e dividir as despesas.

O MobyPark serve para alugar o seu estacionamento enquanto você não está usando. O MonkeyParking, no entanto, é um app para vender aquele estacionamento na rua no centro que você lutou para encontrar ou para comprar um debaixo de casa ao voltar do trabalho.

Mas estes serviços não estão limitados à circulação. O TaskRabbit [Android | iPhone] é uma espécie de classificados, que permite colocar seu conhecimento à disposição ou comprar pequenos serviços de seus vizinhos. O Couchsurfing [Android | iPhone] não possui fins lucrativos e serve para oferecer o seu sofá a viajantes de todo o mundo para dormir.

O Fon [Android | iPhone] é uma plataforma para compartilhar sua rede Wi-Fi com os assinantes do serviço e para usar a conexão deles quando, por exemplo, você está viajando e não tem 3G. Com o EatWith você pode acomodar as pessoas em casa para jantar ou sair para comer na casa deles, enquanto no Yerdle você pode se livrar de coisas desnecessárias.

Estes serviços continuam proliferando e a lista pode ser muito longa e atualizada a cada semana. Mas o mais interessante é saber se você deve usá-los e por quê.

Vantagens e desvantagens dos serviços

A essência dos serviços da economia colaborativa é a possibilidade do cidadão comum poupar dinheiro por meio da divisão de gastos e ganhar dinheiro adicional investindo um pouco do tempo ou algumas propriedades.

Como sugere o Country Manager para a Itália do Airbnb, Matteo Stiffanelli, se você tem uma casa que fica vazia por muitos meses, o melhor negócio é alugá-la aos turistas para cobrir os seus custos. E para quem aluga, a vantagem é dormir em outra cidade, a um preço mais barato que um hotel ou uma residência.

Airbnb é uma saída para aumentar a rendaTela do serviço Airbnb

Mas os benefícios não se limitam a uma carteira mais cheia. Segundo Stiffinelli, a economia colaborativa é melhora a eficiência do acesso a bens e serviços, diminui desperdícios e possui valor social. Viajar com Airbnb aumenta a chance de visitar lugares únicos que talvez você não pudesse pagar.

Além de ganhar ou poupar em termos puramente econômicos, você pode até fazer novos amigos em uma viagem no carro com BlaBlaCar, conhecer o seu futuro parceiro enquanto dorme no sofá de uma casa no Couchsurfing, ser introduzido na vida local de Istambul com o Airbnb ou aumentar o seu conhecimento nos cursos da Coursera.

Mas há também os riscos legais que dependem da legislação local. Por exemplo, usar UberPOP como motorista em Milão, Barcelona e outras cidades é ilegal, mas não há problema se você for o passageiro.

Alugar uma casa para menos de 30 dias sem que o proprietário esteja presente é ilegal em Nova Iorque e São Francisco, tanto como não pagar os impostos sobre a propriedade alugada em outros lugares. Mas também com o Airbnb não existem problemas para os consumidores do serviço.

Em alguns casos, a lei se adaptou as novas necessidades criadas pelo consumo colaborativo, como aconteceu em Amsterdã e Hamburgo, onde o aluguel de curto prazo era ilegal, mas agora não é mais.

Você não pode nem subestimar os riscos de fraude inerentes à economia colaborativa. "Um dos problemas fundamentais da sharing economy é a segurança e também é um dos desafios para nós, mas trabalhamos duro para isso", diz Matteo Stiffanelli.

O Airbnb, por exemplo, não tira fotos se a casa é desordenada e, se você receber feedback negativo dos usuários, o serviço dá dicas para melhorar. Mas também existem métodos para se proteger de fraudes.

"As avaliações dos usuários são o fator mais importante", diz Matthew Stiffanelli, "Eu mesmo sou muito seletivo e não reservo se o anfitrião não ter pelo menos 4 estrelas (de 5 estrelas disponíveis)". O mesmo se aplica a todos os serviços da sharing economy.

No entanto, estes serviços têm uma segurança maior que, por exemplo, os clandestinos. "Com o EatWith - diz o Ravi, usuário em San Francisco - existem garantias para os anfitriões que os clientes realmente pagarão quando eles vêm para o jantar, e que o hóspede pode esperar uma refeição de qualidade, já que chef passou pela seleção de candidatos".

Economia alternativa e interativa

Uma das principais diferenças com o consumismo clássico é o fato destes serviços serem baseados em comunidades onlines que interagem e trocam opiniões. O Airbnb não é um site de anúncios e não é um supermercado, é uma comunidade em que a conversa entre as pessoas é essencial, e esta é a sua força.

Assim, além de buscar informações sobre o serviço na rede e sobre as leis do país a respeito dele, o melhor conselho a ter em mente quando você está usando esses aplicativos é de interagir com os membros desta comunidade e criar uma ideia do que você vai encontrar. O resto depende de você também!

Fonte: site SOFTONIC (veja post original aqui)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ouvindo Tadany

Tadany: esse é o cara
Era pra ser apenas mais um workshop na tarde do último sábado. Mas foi muito mais do que isso. Não só em quantidade de horas, mas em qualidade do conhecimento que absorvi - e troquei. No coletivo Bororó 25, uma linda casa na zona sul de Porto Alegre, voltada para a cura e para o equilíbrio emocional - comandada pelas queridas terapeutas Christiane Ganzo e Denise Aerts -, tive o prazer de auxiliar na divulgação do evento e depois de ouvir o escritor, pensador, poeta e executivo Tadany Cargnin dos Santos, nosso convidado especial. Ele saiu de São Borja, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, para o mundo. Já morou em mais de 20 países e hoje é gerente de globalização da IBM residindo em Pune, no oeste na Índia. Dono de uma fala mansa, com ideias brotando a cada respiração, já nos colocou a meditar nos primeiros minutos, o que foi uma prova de fogo para os mais estressadinhos. Em seguida, dissecou a mente humana de forma magistral, repassando ensinamentos ao público com um jeito agradável, compreensível e magnífico. Tadany foi do comum ao raro, mas sempre colocando na mesa uma série de reflexões que fizeram todos os presentes pensarem profundamente. Alguns devem estar revendo conceitos até agora, como eu. O workshop iniciou às 15h30 e deveria encerrar pelas 18h, mas foi até quase oito da noite, sem ninguém esbravejar. No final, virou uma grande conversa, numa roda de pensadores, onde todos tinham sua contribuição de valor, a partir das provocações de Tadany. Me lembrou aqueles filmes franceses reflexivos, onde cada personagem sai de trás de um pilar, ou vem de outra peça da casa, já entoando a sua fala. Christiane e Denise engrandeceram ainda mais o encontro com sua experiência e suas aduções no tema.

Auto-conhecimento

Mas, tratando do conteúdo em si, aceitei a provocação do palestrante, que fez mergulhar em nós mesmos para revermos nossos talentos e lembrarmos de qual a nossa missão aqui. A partir dessas palpitações filosóficas - nenhuma delas erudita e inalcançável, tudo muito simples e direto -, Tadany falou do amor e suas facetas: amor próprio, condicional ou incondicional, material, espiritual, o construtivo e o destrutivo. Desnudou o ser humano e seus vícios, que normalmente prefere as tempestades do que os dias ensolarados. "A mesma força inserida na crítica pode ser usada para elogiar, entender, valorizar", diz ele, que parece estar preocupado de como as pessoas hoje estão "mendigando o amor", pois sem a conhecer a si mesmas, seus próprios dons e capacidades, estão perdidos e extremamente carentes. E isso se reflete nas relações amorosas, familiares e no trabalho. "A responsabilidade dos pais é incentivar a auto-estima, confiança, respeito e orgulho nos seus filhos, para criarem indivíduos seguros e sólidos - e com capacidade de amar", completa Tadany.

Mundo corporativo

Também tiramos ótimas lições para o mundo que convivo, da gestão e do mundo do trabalho, e que exploro neste blog. Para o convidado da Bororó, o desafio dos novos líderes começa justamente na raiz de ser contestado: "as pessoas têm uma aversão natural à autoridade. Não é pessoal, é o papel que muda quando alguém passa a ser chefe de alguém". Por outro lado, há uma mudança de comportamento dos liderados com estas novas gerações, imediatistas, tecnológicas e por vezes superficiais. Para Tadany, o ser humano "está perdendo aquela resiliência de insistir, de fazer as coisas darem certo. Na dificuldade, desiste e muda de ideia. Ou de emprego. Ou de atividade". Com flechadas certeiras, o pensador gaúcho radicado no exterior deu um show de ensinamentos, com pensamentos blocados, objetivos, mas interligados entre si, dentro da lógica de uma análise - e uma consequente compreensão - da mente humana.

Escola

Ao repensar nossas missões, fatalmente revisamos também as instituições. Começamos pelo eu, potencializando nossas capacidades intelectuais, emoções, memória e o ego, passando pela família, vida profissional e chegando, claro, na escola. "Nossos educadores não estão preparados para a as crianças de hoje, que nascem dentro de um mundo tecnológico", alerta Tadany, que obviamente nos faz olhar para as salas de aula de nossos filhos e enxergar um abismo entre a didática estabelecida, os conteúdos propostos e a realidade em que vivem os alunos. Fato.

Tive o prazer de almoçar com o Tadany, antes do evento. Por isso nossas conversas já começaram às 13h do sábado. Emendamos com evento, passamos pelo pôr-do-sol - que é uma dádiva em qualquer lugar da cidade, mas no Bororó é um espetáculo à parte - e acabamos eu e minha esposa por ainda ir jantar à noite, com o Tadany e a Christiane, que praticamente valeu por outro workshop de vivências até quase meia-noite! Simplesmente abundante! Muito mais ouvi do que falei. Aprendi e repensei. Mudo já na prática para melhorar minha vida, enquanto espero novos ensinamentos, novos eventos no Bororó e novos encontros com o mestre Tadany. Esse é o cara! Aqueles que compareceram sabem disso.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Artigo: Obama, uma Vitória Emblemática

Oportuno artigo do professor Alcides Leite, que é economista e professor da Trevisan Escola de Negócios, sobre a reeleição do presidente americano Barack Obama. Segue:

A primeira vitória de Obama, em 2008, por uma margem mais dilatada do que a obtida na atual eleição, foi conseqüência, sobretudo, da rejeição da população americana ao governo Bush. A pior crise econômica desde a década de 1930 e o envolvimento em duas guerras inúteis foram motivos suficientes para esta rejeição. O aparecimento de um senador jovem, brilhante orador, portador de um discurso otimista, sem radicalismo, preencheu o desejo de mudança dos eleitores.

A lua de mel dos eleitores com Obama durou pouco. A dificuldade de superação da crise e a forte reação dos setores conservadores da sociedade colocaram o presidente na defensiva. Erros políticos também foram cometidos pelo governo. O maior deles foi ter utilizado os primeiros dois anos, quando tinha maioria no Congresso, na desgastante aprovação da reforma do sistema público de saúde. Embora fosse necessária, esta reforma poderia esperar um pouco mais. A urgência do momento era a redução do desemprego e o equacionamento do déficit público. Se Obama tivesse aproveitado seu capital político para aprovar uma reforma tributária, aumentando os impostos para os mais ricos, ele teria conseguido aumentar a arrecadação do setor público e acelerar o processo de recuperação da economia.

Na segunda metade do mandato, os ânimos acirraram. O partido republicano, com maioria na Câmara dos Deputados, declarou guerra ao Presidente da República. Seus líderes declararam que a prioridade número um do partido seria fazer de Barack Obama presidente de um só mandato. Eles contavam com a lentidão da recuperação econômica, uma vez que, historicamente, jamais um presidente americano havia conseguido se reeleger numa situação em que a taxa de desemprego estivesse próxima aos 8%.

A vitória de Obama, na atual eleição, foi emblemática. Ele ganhou em estados que sofreram muito com a desindustrialização, sobretudo nos setores automobilístico e siderúrgico. O plano de ajuda que Obama implantou no início de seu governo, para salvar estes setores industriais, impediu o agravamento do desemprego em estados como Ohio e Pennsylvania. A vitória na Flórida, por margem mínima, foi garantida pelos votos dos imigrantes latinos. A vitória por larga margem nas costas leste e nordeste americanas foi garantida pelo voto liberal cosmopolita. Os setores que apoiaram Obama, que hoje já são maioria nos Estados Unidos, são aqueles que entendem que o mundo mudou. Eles entendem que não é mais possível ao país se comportar como o Xerife do mundo. Não é mais possível sustentar uma mentalidade conservadora, que se recusa a aceitar as diversidades raciais, políticas e culturais.

A vitória de Obama foi a constatação de que a velha América saudosista ficou para trás. Com a eleição de terça-feira passada os Estados Unidos conseguiram virar mais uma página de sua história. O país conseguiu mostrar que ainda é dinâmico e sabe se adaptar às mudanças históricas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Pira Olímpica

Agora que a euforia da Olimpíada de Londres se foi, o negócio é pensar no que ficou de herança. E de compromisso para o Brasil. Acompanhem esse interessante artigo do Fernando Trevisan, que é pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte.

Em 2005, quando a cidade de Londres venceu a disputa para sediar a Olimpíada de 2012, os europeus não imaginavam que o Velho Continente e o mundo mergulhariam numa das mais graves e duradouras crises do capitalismo. Esta, contudo, não impediu que, mesmo sob as limitações de orçamentos mais apertados, os investimentos alcançassem o equivalente a 30 bilhões de reais e as obras fossem entregues com britânicapontualidade. Para efeito de comparação, os custos de instalações e infraestrutura para a competição de 2016 são de R$ 23,2 bilhões, segundo o site oficial do Comitê Organizador do Rio de Janeiro.

Alguns números relativos aos jogos deste ano desafiam as adversidades fiscais, a estagnação e as dificuldades enfrentadas pelas nações da Zona do Euro: 11 milhões de ingressos emitidos,sendo 75% vendidos no próprio Reino Unido; R$ 1,753 bilhão apenas para a produção das cerimônias de abertura (esta encantou o mundo!) e encerramento; um milhão de equipamentos esportivos, incluindo 26.400 bolas de tênis, 2.700 bolas de futebol, 600 alvos de tiro com arco e 376 pares de luvas de boxe; dois milhões de visitantes; 14 milhões de refeições servidas no Parque Olímpico; a construção deste gerou empregos para 46 mil trabalhadores, e 200 mil pessoas trabalham durante a competição.

Tais estatísticas, em pleno cenário macroeconômico turbulento e preocupante do Velho Continente, mostram que o esporte, como negócio, é análogo à têmpera dos próprios atletas quanto à infinita capacidade de superar metas e obstáculos. Não é sem razão, portanto, que o setor atrai cada vez mais publicidade e investimentos. Por isso mesmo, conforme ficou evidente na exemplar organização dos londrinos, é indispensável a profissionalização de sua gestão, incluindo a formação acadêmica de profissionais competentes, a constituição de todo um acervo deconhecimento e sua aplicação prática nos clubes, seleções, administração dearenas, captação de patrocínios, licenciamento de marcas, comercialização de cotas de TV e negociação dos direitos federativos dos atletas, dentre outras atividades.
  
É importante multiplicar ações capazes de fomentar o setor, como promover congressos, seminários e feiras voltados às áreas de gestão e marketing esportivo, pois as demandas serão imensas no Brasil nos próximos anos, em decorrência da Copa das Confederações, em 2013, Copa do Mundo da FIFA, em 2014, em 12 cidades de nosso país, e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Também ocorrem um incremento do Campeonato Brasileiro de Futebol, inclusive da série B, a crescente predominância de nossos clubes na conquista de títulos de campeões da Copa Libertadores da América, com sua maior internacionalização, e a diversificação do interesse do público por distintas modalidades, conforme é possível observar nos Jogos Olímpicos de Londres.

Nesse contexto, profissionalismo, competência, conhecimento e experiência são elementos fundamentais. Trata-se de fatores decisivos para que, a exemplo da Pira Olímpica, a chama dos bons negócios ligados ao esporte jamais se apague!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quem quer aumento no próximo ano?

De acordo com dados do segundo trimestre do International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton, 88% dos empresários brasileiros pretendem aumentar o salário dos seus colaboradores nos próximos doze meses. O percentual está bem acima da média global (65%). A pesquisa engloba mais de 11.500 mil empresas privadas em 40 países.

Dos executivos entrevistados no Brasil que planejam elevar os salários, 63% vão fazer em linha com a taxa de inflação e 25% disseram que o aumento deve ser acima da taxa. Um comparativo com outros países oferece que o empresariado da Alemanha (33%), Índia (30%) e África do Sul (29%) são os que mais esperam aumentar os salários acima da inflação.

“A taxa de desemprego aliada com uma analise do salário real e ajustes salariais são indicadores chave para sinalizar a situação econômica de um país. O importante é analisar se os aumentos salariais são oriundos de melhoria de desempenho, do momento econômico ou depressões inflacionárias,” diz Antoniel Silva, diretor de Gestão e Pessoas da Grant Thornton Brasil.

Entre os países que mais pretendem elevar a remuneração de seus funcionários em linha ou acima da taxa de inflação estão: Argentina e Turquia (ambos com 96%), África do Sul (92%), Hong Kong (90%) e Austrália, Canadá e Suécia (todos com 88%). A Grécia é o mais pessimista com relação à elevação da remuneração nesse ano com apenas 2% dos empresários esperando aumentar os salários nos próximos doze meses, seguida da Irlanda e Armênia (os dois países com 22%).

Regionalmente, a América do Norte (87%) e a América Latina (85%) apresentam o maior percentual de empresários que pretendem elevar os salários nos próximos doze meses. Em seguida aparecem os países do sudeste asiáticos (75%).

Globalmente, os empresários do setor de saúde (90%) são os que mais disseram que pretendem elevar os salários, seguidos pelo segmento de serviços financeiros (88%), Agricultura (82%) e tecnologia limpa (79%).

Sobre o IBR

O International Business Report da Grant Thornton (IBR) é uma pesquisa realizada há 19 anos que tem como objetivo fornecer informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 11.500 empresas em 40 economias anualmente. São entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país.

Coleta de dados

A pesquisa é realizada principalmente por meio de entrevistas telefônicas com duração de aproximadamente 15 minutos, com exceção do Japão (por correio), das Filipinas e da Armênia (pessoalmente), China continental e Índia (combinação de entrevistas pessoalmente e por telefone), onde as diferenças culturais requerem uma abordagem própria. As entrevistas telefônicas permitem à Grant Thornton International realizar a quantidade exata recomendada de pesquisas e garantir que as pessoas mais apropriadas sejam entrevistadas dentro das organizações que cumprem com os critérios de perfil exigidos. A coleta de dados é administrada pelo sócio principal de pesquisa da Grant Thornton International - Experian Business Strategies. Os questionários são traduzidos para os idiomas locais, e cada país participante tem a opção de realizar perguntas específicas e adicioná-las ao questionário principal.

Sobre a Grant Thornton International Ltd

Todas e quaisquer referências à Grant Thornton International são à Grant Thornton International Ltd ou às suas firmas membro. A Grant Thornton International Ltd é uma das principais organizações mundiais de contabilidade e consultoria com propriedade e administração independentes. Suas firmas prestam serviços de auditoria, tributos e assessoria especializada a empresas privadas e entidades de interesse público. Os serviços são prestados de maneira independente pelas firmas membro e correspondentes da Grant Thornton International, uma entidade de cúpula internacional organizada como uma sociedade de responsabilidade limitada por garantia e constituída na Inglaterra e País de Gales. A Grant Thornton International não presta serviços em seu próprio nome ou de qualquer outra forma. A Grant Thornton International e as firmas membro não formam uma sociedade internacional.

Sobre a Grant Thornton Brasil

A Grant Thornton Brasil é a firma-membro da Grant Thornton International no País e oferece serviços de auditoria, tributos, consultoria e outsourcing. Além de uma equipe de profissionais preparada com uma vasta expertise, a Grant Thornton Brasil trabalha com as mais modernas metodologias de trabalho, utilizando ferramentas desenvolvidas pela organização globalmente.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Impeachment biônico no Paraguai poderá prejudicar substancialmente sua população

Confiram mais um oportuno artigo sobre a situação do Paraguai e o que pode acontecer lá com a sua população, de autoria do professor Reginaldo Gonçalves, que é coordenador de Ciências Contábeis da FASM (Faculdade Santa Marcelina).

Como se viu em toda a mídia, Fernando Lugo foi deposto da Presidência da República do Paraguai, país com população estimada de 6,5 milhões (2011), PIB de aproximadamente US$ 33,31 bilhões (2010) e renda per capita de US$ 5,2 mil (2010). Em 2009, estimava-se que 18,8% da população paraguaia vivia em nível de pobreza, mas, desde 2007, vem melhorando o processo de inclusão socioeconômica. O endividamento externo gira em torno de US$ 2,45 bilhões. O impeachment do chefe de Estado, realizado em pouco mais de 24 horas, começa a apresentar consequências que poderão prejudicar a população. As medidas tomadas pelo Congresso Paraguaio em um movimento emergencial justifica o processo, que não está sendo considerado golpe de Estado, em virtude de atitudes efetuadas pelo então presidente, como: problema com os quartéis, autorização para reprimir invasões de terras, aumento da criminalidade e assinatura de um polêmico documento que poderá gerar problemas no fornecimento de energia.

As consequências de um julgamento expressamente rápido coloca em dúvidas as questões da soberania de seu povo. Não se tem conhecimento na história de tal fato e é de se estranhar tal posição e forma como o presidente foi destituído, sem condições de defesa. A situação chamou a atenção dos países vizinhos e alguns, como represália, já anunciaram a retirada de embaixadores. O governo venezuelano já ameaçou a retaliação imediata, com o bloqueio no envio de petróleo, o que poderá ter outras consequências para o país vizinho. O vice-presidente Frederico Franco assumiu a chefia de Estado e de governo, mas já se vê numasituação crítica, questionada pela própria população e tentando alinhavar com os países vizinhos uma forma de ajuda para que minimize os impactos negativos do impeachment.

Além dos problemas internos causados pelo impeachment, outras dificuldades surgiram. Poderá, inclusive, haver retaliações, censura pública, dificuldades em produzir e comercializar com outros países. Essa situação já é demonstrada pelos próprios participantes do Mercosul, que suspenderam a participação do Paraguai nas próximas reuniões comerciais. Na situação em que se encontra o Paraguai e para restabelecer a ordem política e econômica somente haverá uma saída democrática: uma nova eleição presidencial. Somente nesse caso é possível a volta do equilíbrio e o respeito à população. As medidas radicais só demonstram fraqueza dos governantes e seus aliados, que se vestem em pele de cordeiro e depois,como se fossem deuses, tomam atitudes que não têm respaldo dos seus próprios pares. Que isso sirva de aprendizado. É muito cedo ainda para identificar os problemas que surgirão, inclusive com as condições das fronteiras, aumento da incidência de roubos e prejuízos de natureza econômica. As condições de quem mora em fronteira será difícil e poderão haver chacinas por conta da grave crise interna.

Outra situação que demonstra falta de equilíbrio e responsabilidade é que o atual presidente busca alinhavar acordo com os países vizinhos e quer conversar com o presidente destituído. Isso suscita no mínimo dúvidas com relação à atuação do Congresso Paraguaio, que deve ter efetuado tal procedimento com apoio de países como os Estados Unidos. O que os Paraguaios não podem esquecer é que a situação atual do país em viver com dificuldades financeiras e não conseguir um equilíbriointerno deve-se ao financiamento da Guerra do Paraguai. O que é fundamental é que países vizinhos analisarão  até que ponto o povo paraguaio apoia ou não a destituição do presidente Lugo, pois, se houver apoio popular, serão obrigados a aceitar a legitimidade do novo presidente Frederico Franco.