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segunda-feira, 30 de março de 2015

Levy: "Não podemos errar agora"

“O ajuste econômico-fiscal prevê forte redução das despesas do governo. Nossa programação
financeira é chegarmos aos níveis de 2003, com uma redução de 30% nos gastos. É forte. Precisamos ter muita disciplina fiscal”, declarou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante Almoço-Debate promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais. Liderado pelo empresário João Doria Jr., o evento aconteceu no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo, e contou com a presença histórica de 622 pessoas.

Desde janeiro no cargo, um dos desafios do ministro é promover os ajustes necessários na economia brasileira para que o País volte a crescer. Em sua palestra “Um Programa Econômico para o Brasil”, Levy salientou a importância de estarmos juntos “toda a sociedade e os poderes legislativo, executivo e judiciário precisam se empenhar num esforço único para alcançar uma trajetória de sustentabilidade econômica”.

“É preciso reverter a deterioração fiscal e das contas externas, descontinuar as políticas anticíclicas entre o Brasil, a China e os EUA – reconhecendo que o cenário desses parceiros mudou -, proteger ganhos sociais, fortalecer a nova classe média com a inclusão por oportunidades, além de garantir a segurança e competitividade da nossa economia”, disse.

Levy destaca que o governo está se empenhando na diminuição de gastos, na redução das renúncias, com foco na retomada da produção industrial, não esquecendo da demanda interna. “Precisamos dar os sinais corretos para a volta dos investimentos e é fundamental evitarmos riscos. Os ajustes precisam ser feitos para não perdermos ‘investment grade’, não podemos criar novas despesas sem ter novas receitas e não devemos fazer restrições à livre concorrência. Enfim, não podemos errar agora”, reforça.

"O resultado do PIB mostrou que estamos em uma transição. Começa a haver recuperação das exportações. No ano passado a contribuição foi neutra. Esse ano esperamos que ela possa ajudar o setor externo", disse. “Cortar na carne é importante. Mas não tendo muita carne, não é fácil. No período à frente, temos que estar muito atentos para não aumentar despesas e gastos. Isso é essencial para garantir o equilíbrio e a sustentabilidade fiscal”, recomenda.

Algumas medidas são estruturais, como as regras que alteram o seguro-desemprego. Tais mudanças são a favor de desestimular a rotatividade nas empresas e melhorar a qualidade da oferta de trabalho, na avaliação de Levy. “Queremos aumentar a capacidade da empresa em investir no seu trabalhador. A gente precisa agir rapidamente para voltar a crescer”, recomenda o ministro.

A economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%. Ao longo de seu discurso, o ministro da Fazenda afirmou que o resultado do PIB de 2014 já era esperado e as ações do governo para este ano a serem colocadas em prática requerem uma agenda de crescimento: na produção, infraestrutura, logística, ajustes fiscais, energia, convergência da inflação para a meta de 4,5%, queda dos juros, entre outros.

O ministro finalizou afirmando confiar no empresário, no seu poder de inovar, de ganhar novos mercados para nos tornarmos mais competitivos. Disse que a presidente Dilma Rousseff tem um genuíno interesse em endireitar as coisas. “Mas trabalhamos com pressões e nem tudo dá resultado conforme planejado. Esse é um caminho que pode dar certo. O ajuste vai ser muito duro, vai ser rápido e exigirá esforços de todos.”

Segundo João Doria Jr., presidente do LIDE, abrir a agenda dos almoços de 2015 com a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reforça a relevância dos encontros. “Não tenho dúvida que o evento de hoje aumentou a confiança do empresariado nas ações do ministro, que tem um cenário extremamente desafiador – frente a uma crise institucional e política –, e será necessário refazer os processos e fazer com que a economia volte a crescer”.

PESQUISA

Ao final do evento foi apresentada a 102ª edição da Pesquisa Clima Empresarial LIDE-FGV, realizada com os 622 empresários presentes ao Almoço-Debate, que revelou resultados bastante preocupantes. “Os índices apontaram as piores notas em todas as esferas, do Municipal ao Federal”, avaliou Fernando Meirelles, responsável pela pesquisa e presidente do LIDE CONTEÚDO. O índice, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

A eficiência gerencial e o desempenho dos governos obteve a menor nota ao longo dos 12 anos nos quais a pesquisa é realizada: 0,7% para a esfera federal; 4,7% para estadual; e 1,3% para municipal. Poucos empresários - apenas 11% -, vão empregar em 2015, 39% pretendem mater o quadro atual e 33% vão demitir. A previsão de receita é alarmante, segundo os resultados do levantamento: 38% acreditam que o faturamento será pior este ano em comparação a 2014. “Pela primeira vez, o saldo dos empregos é negativo e muito preocupante”, diz o professor. Entre os fatores que impedem o crescimento das empresas, o cenário político chegou a 77%, ultrapassando a inflação (12%) e o câmbio(10%). Entre a área que precisa melhorar e o tema mais preocupante para o cenário econômico de 2014, os números apontam política, com 39%. Segundo a pesquisa, o clima empresarial despencou para 2,2%, que segundo o professor Meirelles, na linguagem acadêmica “não pega nem segunda época”.

SOBRE O LIDE - Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais possui dez anos de atuação. Atualmente tem 1.700 empresas filiadas (com as unidades regionais e internacionais), que representam 52% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

Fonte: assessoria LIDE


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fórum de Líderes Empresarias acontece em SP

O governador eleito pelo Estado de São Paulo nas últimas eleições, Geraldo Alckmin, confirmou na última quarta-feira sua presença na cerimônia de premiação do 35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais, que será realizado na próxima terça-feira, 27 de novembro, a partir das 19h, no Clube A Hebraica, na capital paulista.

Reafirmando a capilaridade das ações desenvolvidas pelo Fórum de Líderes, presidido por Ozires Silva, esta edição também será comtemplada com a presença do governador da Província de Córdoba, José Manuel De la Sota, e do presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo, Alberto Alzueta. Ao lado de outras autoridades argentinas, De la Sota acredita na importância deste evento, para se aproximar do empresariado brasileiro, de maneira louvável e providencial, tendo em vista as deficientes relações entre os países.

Durante a 35ª edição do Prêmio Fórum de Líderes, o documento Agenda Brasil será entregue a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, diante de cerca de mil dos maiores empresários do país, convidados para ocasião. Este ato simbolizará o pacto entre o empresariado nacional e o Governo Federal, em busca de um ambiente favorável ao florescimento de empresas inovadoras, que por sua vez, vão demandar dos empreendedores a capacitação e a inclusão dos trabalhadores brasileiros, criando um círculo virtuoso de crescimento do país.

"A visão do Fórum de Líderes Empresariais, seus parceiros, apoiadores e de seus membros é criar um plano de desenvolvimento de longo prazo as empresas, devidamente regulamentadas, para poder gerar uma transformação social de grande impacto, fruto da implantação de inovações, que irão assegurar, em longo prazo, o protagonismo do Brasil", conclui o superintendente do Fórum de Líderes, Finho Levy.

35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais
Local| Clube - A Hebraica
Salão| Salão Nobre Marc Chagall
Endereço| Rua Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, 115 - Pinheiros - SP
Data| 27 de Novembro de 2012
Horário| das 19h às 23h
RSVP (Imprensa)| MKT House Comunicação Integrada
Marcela Baptista: (11) 3071-1615 / (11) 96078-9996 / marcela@mkthouse.com

Sobre o Fórum de Líderes Empresariais:

Hoje presidido por Ozires Silva, o Fórum de Líderes nasceu a partir da iniciativa de mobilizar a sociedade civil organizada, através dos empresários, frente à ditadura de estado e ao subdesenvolvimento. Formou-se, então, um grupo de líderes empresariais, a partir da eleição direta por seus pares, que agiria de forma incisiva nas questões estruturais da vida nacional. Jorge Gerdau, Antonio Ermírio de Moraes, Olavo Setúbal, Abílio Diniz, José Mindlin, Paulo Velhinho, Cláudio Bardella, Severo Gomes, assinaram aquele que é chamado Documento dos Oito (pela redemocratização do País), elaborado pela organização ao lado dos economistas Luiz Gonzaga Belluzo e João Manoel Cardoso de Melo, inaugurando o Fórum e assumindo uma posição de pressão democrática, contribuindo, assim, para o processo de abertura política, impugnada em 1986.  A partir daí a competitividade do negócio brasileiro se torna o foco estratégico do Fórum de Líderes para alcançar a evolução social, econômica e democrática do país.

Mais informações em www.lideres.org.br

Facebook: http://www.facebook.com/ForumdeLideresEmpresariais
Twitter: https://twitter.com/forumdelideres

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Pira Olímpica

Agora que a euforia da Olimpíada de Londres se foi, o negócio é pensar no que ficou de herança. E de compromisso para o Brasil. Acompanhem esse interessante artigo do Fernando Trevisan, que é pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte.

Em 2005, quando a cidade de Londres venceu a disputa para sediar a Olimpíada de 2012, os europeus não imaginavam que o Velho Continente e o mundo mergulhariam numa das mais graves e duradouras crises do capitalismo. Esta, contudo, não impediu que, mesmo sob as limitações de orçamentos mais apertados, os investimentos alcançassem o equivalente a 30 bilhões de reais e as obras fossem entregues com britânicapontualidade. Para efeito de comparação, os custos de instalações e infraestrutura para a competição de 2016 são de R$ 23,2 bilhões, segundo o site oficial do Comitê Organizador do Rio de Janeiro.

Alguns números relativos aos jogos deste ano desafiam as adversidades fiscais, a estagnação e as dificuldades enfrentadas pelas nações da Zona do Euro: 11 milhões de ingressos emitidos,sendo 75% vendidos no próprio Reino Unido; R$ 1,753 bilhão apenas para a produção das cerimônias de abertura (esta encantou o mundo!) e encerramento; um milhão de equipamentos esportivos, incluindo 26.400 bolas de tênis, 2.700 bolas de futebol, 600 alvos de tiro com arco e 376 pares de luvas de boxe; dois milhões de visitantes; 14 milhões de refeições servidas no Parque Olímpico; a construção deste gerou empregos para 46 mil trabalhadores, e 200 mil pessoas trabalham durante a competição.

Tais estatísticas, em pleno cenário macroeconômico turbulento e preocupante do Velho Continente, mostram que o esporte, como negócio, é análogo à têmpera dos próprios atletas quanto à infinita capacidade de superar metas e obstáculos. Não é sem razão, portanto, que o setor atrai cada vez mais publicidade e investimentos. Por isso mesmo, conforme ficou evidente na exemplar organização dos londrinos, é indispensável a profissionalização de sua gestão, incluindo a formação acadêmica de profissionais competentes, a constituição de todo um acervo deconhecimento e sua aplicação prática nos clubes, seleções, administração dearenas, captação de patrocínios, licenciamento de marcas, comercialização de cotas de TV e negociação dos direitos federativos dos atletas, dentre outras atividades.
  
É importante multiplicar ações capazes de fomentar o setor, como promover congressos, seminários e feiras voltados às áreas de gestão e marketing esportivo, pois as demandas serão imensas no Brasil nos próximos anos, em decorrência da Copa das Confederações, em 2013, Copa do Mundo da FIFA, em 2014, em 12 cidades de nosso país, e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Também ocorrem um incremento do Campeonato Brasileiro de Futebol, inclusive da série B, a crescente predominância de nossos clubes na conquista de títulos de campeões da Copa Libertadores da América, com sua maior internacionalização, e a diversificação do interesse do público por distintas modalidades, conforme é possível observar nos Jogos Olímpicos de Londres.

Nesse contexto, profissionalismo, competência, conhecimento e experiência são elementos fundamentais. Trata-se de fatores decisivos para que, a exemplo da Pira Olímpica, a chama dos bons negócios ligados ao esporte jamais se apague!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Impeachment biônico no Paraguai poderá prejudicar substancialmente sua população

Confiram mais um oportuno artigo sobre a situação do Paraguai e o que pode acontecer lá com a sua população, de autoria do professor Reginaldo Gonçalves, que é coordenador de Ciências Contábeis da FASM (Faculdade Santa Marcelina).

Como se viu em toda a mídia, Fernando Lugo foi deposto da Presidência da República do Paraguai, país com população estimada de 6,5 milhões (2011), PIB de aproximadamente US$ 33,31 bilhões (2010) e renda per capita de US$ 5,2 mil (2010). Em 2009, estimava-se que 18,8% da população paraguaia vivia em nível de pobreza, mas, desde 2007, vem melhorando o processo de inclusão socioeconômica. O endividamento externo gira em torno de US$ 2,45 bilhões. O impeachment do chefe de Estado, realizado em pouco mais de 24 horas, começa a apresentar consequências que poderão prejudicar a população. As medidas tomadas pelo Congresso Paraguaio em um movimento emergencial justifica o processo, que não está sendo considerado golpe de Estado, em virtude de atitudes efetuadas pelo então presidente, como: problema com os quartéis, autorização para reprimir invasões de terras, aumento da criminalidade e assinatura de um polêmico documento que poderá gerar problemas no fornecimento de energia.

As consequências de um julgamento expressamente rápido coloca em dúvidas as questões da soberania de seu povo. Não se tem conhecimento na história de tal fato e é de se estranhar tal posição e forma como o presidente foi destituído, sem condições de defesa. A situação chamou a atenção dos países vizinhos e alguns, como represália, já anunciaram a retirada de embaixadores. O governo venezuelano já ameaçou a retaliação imediata, com o bloqueio no envio de petróleo, o que poderá ter outras consequências para o país vizinho. O vice-presidente Frederico Franco assumiu a chefia de Estado e de governo, mas já se vê numasituação crítica, questionada pela própria população e tentando alinhavar com os países vizinhos uma forma de ajuda para que minimize os impactos negativos do impeachment.

Além dos problemas internos causados pelo impeachment, outras dificuldades surgiram. Poderá, inclusive, haver retaliações, censura pública, dificuldades em produzir e comercializar com outros países. Essa situação já é demonstrada pelos próprios participantes do Mercosul, que suspenderam a participação do Paraguai nas próximas reuniões comerciais. Na situação em que se encontra o Paraguai e para restabelecer a ordem política e econômica somente haverá uma saída democrática: uma nova eleição presidencial. Somente nesse caso é possível a volta do equilíbrio e o respeito à população. As medidas radicais só demonstram fraqueza dos governantes e seus aliados, que se vestem em pele de cordeiro e depois,como se fossem deuses, tomam atitudes que não têm respaldo dos seus próprios pares. Que isso sirva de aprendizado. É muito cedo ainda para identificar os problemas que surgirão, inclusive com as condições das fronteiras, aumento da incidência de roubos e prejuízos de natureza econômica. As condições de quem mora em fronteira será difícil e poderão haver chacinas por conta da grave crise interna.

Outra situação que demonstra falta de equilíbrio e responsabilidade é que o atual presidente busca alinhavar acordo com os países vizinhos e quer conversar com o presidente destituído. Isso suscita no mínimo dúvidas com relação à atuação do Congresso Paraguaio, que deve ter efetuado tal procedimento com apoio de países como os Estados Unidos. O que os Paraguaios não podem esquecer é que a situação atual do país em viver com dificuldades financeiras e não conseguir um equilíbriointerno deve-se ao financiamento da Guerra do Paraguai. O que é fundamental é que países vizinhos analisarão  até que ponto o povo paraguaio apoia ou não a destituição do presidente Lugo, pois, se houver apoio popular, serão obrigados a aceitar a legitimidade do novo presidente Frederico Franco.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O maior ganho da Rio+20

Agora vem a ressaca da Rio + 20 e nos perguntamos: o quê o grande evento nos deixa? Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Escola de Negócios e membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República), responde algumas questões dessas nesse artigo que reproduzo.


Apesar da frustração da opinião pública e ONGs com os resultados da Rio+20, o Brasil teve sua liderança internacional fortalecida, pois conseguiu formalizar e aprovar o texto conclusivo, cujo rascunho sequer estava pronto no dia de abertura da Conferência da ONU. Quem enfatizou isso foi a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em seu pronunciamento no último dia do evento: “Pode ser um momento difícil, mas graças ao Brasil conseguimos nos juntar em um documento final”.

A representante de Washington tem razão quanto aos obstáculos conjunturais, pois a crise econômica no Hemisfério Norte prejudicou os avanços dos acordos relativos aos três eixos da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. Porém, a diplomacia brasileira conseguiu manter em aberto os princípios mais importantes para a futura viabilização dessas metas, a começar pelo fortalecimento do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que passará a ter recursos orçamentários próprios, deixando de depender apenas de doações.

Do mesmo modo, foi um avanço o instrumento internacional relativo à Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar, visando ao uso sustentável da biodiversidade e conservação oceânica. A criação do sonhado fundo de US$ 30bilhões para a recuperação ambiental obviamente não se efetivou no presentecenário de crise, mas o princípio ficou em aberto, mantendo-se viva a cobrança às nações desenvolvidas de ressarcimento ao Planeta de toda a devastação que promoveram nos séculos 19 e 20 para enriquecer. Também não se formalizaram medidas práticas para o desenvolvimento sustentável, mas se reiterou o compromisso de novas metas a partir de 2015, quando expiram os Objetivos do Milênio.

Por outro lado, reuniões paralelas com diferentes legislações criaram novas ou consolidaram alianças que terão continuidade. Exemplo:  organizada pelo Conselho de DesenvolvimentoEconômico e Social da Presidência da República, realizou-se mesa de trabalho conjunta com a delegação russa. Coordenada por mim, esta reunião produziu acordo para exploração sustentável de nossos recursos minerais. Esses entendimentos continuarão em nova rodada, no próximo ano, em San Petersburgo, na Rússia. Outros dois eventos paralelos me chamaram a atenção: o Congresso Mundial sobre Justiça, Governança e Legislação para a Sustentabilidade, no Tribunal de Justiça RJ, e o Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, promovido por entidades da indústria.

Realmente, a Rio+20 não deu respostas efetivas ao mundo à altura dosgraves desafios referentes à erradicação da miséria, mudanças climáticas, recuperação ambiental e segurança alimentar. Entretanto, não pode ser considerado um fracasso, pois manteve íntegros e vigentes os compromissos pertinentes a essas conquistas. O seu maior ganho foi mobilizar a opinião pública internacional, e isso é decisivo, pois no planeta das democracias os governantes, mais cedo ou mais tarde, terão de fazer o que a sociedade exigir!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Necessidade de Crescimento

Confiram o artigo sobre a demora do Brasil a acordar para seu próprio crescimento. Estamos com a faca e o queijo na mão, mas ainda muito atrás das cinco primeiras economias mundiais. O texto é de Roni de Oliveira Franco, sócio da Trevisan Gestão & Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios. Boa leitura!

Sexta economia mundial. Quem diria que chegaríamos a esse patamar – e na velocidade com que o alcançamos. A previsão é que, até 2016, superemos a França, ficando entre as cinco maiores potências econômicas. Só que isso acarretará responsabilidades para o País. Para manter o crescimento sustentável, precisamos urgentemente de uma melhoria na educação, para formarmos profissionais mais qualificados.

Também necessitamos de empresas mais expressivas no mercado brasileiro. Não adianta ficarmos na mesmice. Se o Brasil não é mais o mesmo, por que temos de manter as organizações nos mesmos padrões?
Já faz um tempo que podemos reparar que as necessidades das empresas situadas no Brasil – e aqui digo nacionais e multinacionais – tiveram uma alteração no perfil. Com isso, as organizações que prestam serviços especializados começaram a se adaptar, principalmente ampliando o seu leque de serviços.

Um estudo realizado pela Global Approach Consulting (GAC) mostrou que 76% das 30 maiores empresas que atuam no Brasil querem investir em inovação em 2012. Pode ter certeza que dentro das novas ações dessas organizações estão, inclusive, atacar os mercados que ainda estão deficitários no País. Inovar é crescer!

O desenvolvimento rápido do Brasil e a falta, principalmente, de preparo, de base, fez com que tenhamos uma grande defasagem em comparação aos cinco países que possuem, ainda, uma economia melhor do que a nossa. E podemos afirmar que muitas que estão atrás de nós nesse ranking também são superiores. É claro que o Brasil ainda está engatinhando perto de nações europeias. Temos pouco mais de 500 anos e, mesmo assim, já somos superiores a muitas delas.

Além disso, inovação é um dos fatores principais para nos mantermos por um longo tempo no mercado. No Brasil, por exemplo, 60% das empresas são fechadas em menos de quatro anos de atuação, de acordo com o Sebrae. Ou seja, o percentual de continuidade e de perenidade do negócio é muito baixo. Normalmente, isso acontece com as micro e pequenas (MPEs), que representam 98% de todas as organizações – no País há mais de cinco milhões.

Temos de lembrar que essas firmas são as que mais empregam no País. Então, com um pensamento rápido e prático, podemos entender que: se a empresa não inova, ela provavelmente não passará dos seus primeiros cinco anos de vida; se ela fechar, muitos profissionais vão ficar desempregados, o que não favorece a economia nacional. Resumindo: precisamos sempre inovar. As empresas necessitam disso para crescer e expandir os seus negócios.

terça-feira, 27 de março de 2012

Presidente do Banco Central prevê inflação menor para 2012

Durante reunião com os varejistas associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), realizada em São Paulo, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a inflação será a menor dos últimos anos. De acordo com ele, o ritmo da atividade econômica irá se acelerar ao longo de 2012, sustentado pela demanda interna, a redução dos estoques industriais, que estão atualmente em seu menor nível, e os juros mais baixos, além da flexibilização das condições monetárias. A economia brasileira continuará gerando empregos, e o incremento foi de 1.400.000 novos postos de trabalho nos últimos 12 meses. “Nosso objetivo é cumprir a meta de inflação de 4,5%. Esse cenário proporcionará uma retomada da atividade econômica, que deve se acelerar no segundo semestre”, diz.

O primeiro relatório trimestral do ano será divulgado nesta quinta-feira. “Até o momento, a previsão é de que a taxa de inflação fique no centro da meta (4,5%) para 2012”, comentou Tombini. De acordo com ele, o Brasil possui a terceira menor taxa de desemprego entre os países do G-20, perdendo apenas para China e Japão.

Tombini comentou ainda que os Bancos Centrais (BCs) de economias avançadas adotaram políticas monetárias expansionistas, que contribuíram para a redução da aversão ao risco no início de 2012. Dados recentes, segundo o presidente do BC, indicam que a retomada da economia norte-americana está em curso, e a perspectiva de crescimento da China foi ajustada para baixo, com metas de crescimento de 7,5%, ante os 10% dos últimos anos. “A China está desacelerando, mas de forma responsável, sem grandes riscos”, explicou.

Os associados do IDV comentaram sobre a necessidade de redução da taxa de juros na ponta do consumo, uma vez que as reduções das taxas referenciais de juros não têm chegado com a mesma intensidade ao consumidor. Também argumentaram sobre os altos custos financeiros das empresas de varejo, principalmente as pequenas e médias, e pediram melhorias neste sistema. Tombini disse que há uma agenda para estes assuntos e colocou o tema como prioridade. “Ainda há muito a fazer, mas certamente o IDV pode nos ajudar com esta questão. Inclusive, marcarei uma reunião entre uma comissão do IDV e membros da nossa diretoria”.

O presidente do IDV, Fernando de Castro, reforçou que o varejo pode ajudar o governo na redução dos juros na ponta do consumo, pois as redes varejistas são grandes financiadores de seus clientes. “Atender ao consumidor final é a nossa missão, e o varejo é o grande aliado do governo no controle da inflação e na redução dos juros”.

O varejo é o segmento que mais gera empregos no Brasil. “Apenas em 2011, o comércio criou 460 mil novos postos de trabalho. Além de ser gerador de empregos, o varejo forma e treina pessoas, muitas delas em seu primeiro emprego. Além disso, as empresas expandiram sua rede de atendimento e fizeram grandes investimentos em novas lojas, equipamentos, estoques de produtos, inovação e tecnologia”, conclui Castro.



    

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Copa sim, secretaria não

Segue um artigo do presidente da Federasul, Federação das Associações Comerciais do RS, o gaúcho José Paulo Dornelles Cairoli, que é contra a criação de uma secretaria específica para a Copa no estado, posição da qual me associo. Aliás, novas secretarias no estado e no município só são necessárias se houver muita argumentação. O povo deve receber uma prestação de contas e aprovar moralmente estes novos gastos. O estado já gasta demais - o nosso dinheiro. Segue o texto:

-->"A Copa do Mundo significa uma grande oportunidade tanto para o Brasil quanto para o Rio Grande. É um megaespetáculo cheio de glamour, repleto de turistas e um canhão que veicula a imagem do país em todo o mundo. Para que se tenha ideia do impacto potencial desse evento, basta lembrar que na Alemanha, em 2006, a Copa garantiu sozinha uma elevação de 0,6% do seu PIB, gerou mais de 20 mil empregos permanentes e fez circular no país mais de 2 milhões de turistas.

O potencial turístico do Brasil permite projetar um impacto ainda maior. Para a cidade de Porto Alegre, onde os estádios serão construídos com recursos privados, sem envolver gastos públicos como vai acontecer em outros Estados, a Copa, além dos empregos que vai gerar, ampliará a rede hoteleira, movimentará as áreas de lazer e reforçará a possibilidade de superação de gargalos urbanísticos históricos, como a construção do metrô, a revitalização do cais do porto, a duplicação da Rua Voluntários da Pátria e da Avenida Beira-Rio, para escoar o fluxo do trânsito na Terceira Perimetral, entre outras. Uma autêntica revolução urbana na cidade que já motivou, inclusive, a criação de uma secretaria especial do município para cuidar da Copa.

Trata-se de benefícios factíveis com esforços necessários para abrigar um evento deste porte. Mas criar uma secretaria no âmbito do governo estadual é necessário? Digo que não. O próprio governo gaúcho sinalizou que é possível obter conquistas otimizando as estruturas já existentes. Não foi necessário criar novos cargos nem aumentar gastos para obter o empréstimo junto ao Banco Mundial ou a duplicação da GM. Bastou competência, gestão moderna, pessoas certas desempenhando as funções necessárias.

Ouvimos falar que a Secretaria da Copa não criará novos gastos, porque será montada com o deslocamento de estruturas já existentes em outras áreas. Ora, se essas estruturas podem ser deslocadas, é porque são desnecessárias onde estão e poderiam ser enxugadas, diminuindo os gastos públicos que pressionam a volta do déficit.

Não será, por óbvio, a criação da Secretaria Extraordinária da Copa que irá, por si só, levar o Estado de novo a uma situação deficitária. Mas ela é um sinal invertido do governo à sociedade, na medida em que significa, sem necessidade, a criação de mais cargos políticos e mais estruturas meio, num contexto em que é pedido a todos sacrifício para evitar a volta do déficit. Por isso, em vez de criar uma nova secretaria, o governo deveria adotar uma solução mais moderna, como a criação de comitês gestores e câmaras intersetoriais a partir das secretarias já existentes, para garantir os benefícios da Copa para o Rio Grande." (José Paulo Cairoli)