sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jack Welch e as laranjas podres

Vejam este artigo contundente e direto do mestre da gestão, o empresário Jack Welch, ao lado da sua companheira de vida e parceira de negócio Suzy Welch. Alguém lhe perguntou como é que se tiram as laranjas podres de dentro da empresa. Ele escreveu:

"Para início de conversa, ponha de lado a podadeira e pegue logo uma serra elétrica. Saiba que não há nada mais prejudicial para uma empresa do que a atitude de indiferença, condescendência e tolerância da chefia para com um, dois ou três funcionários arrogantes. Esse tipo de gente mina a confiança e o moral da companhia. Sem essas duas coisas, fica mais difícil produzir o vínculo necessário entre colaboração e velocidade — isso sem falar que a presunção desses funcionários tira toda a graça do trabalho.
Antes, porém, de discorrermos sobre a melhor maneira de você se livrar desse tipo de gente — laranjas podres, certo? — é preciso deixar claro quem são essas pessoas. Em qualquer empresa, podemos dividir os empregados em quatro categorias se os analisarmos de acordo com duas dimensões distintas: desempenho — isto é, sua capacidade de produzir os números esperados — e o grau de excelência com que transmitem os valores cultivados pela empresa. Bem, “valor” é uma palavra imponente e um tanto vaga; na verdade, ela se refere de fato a “comportamentos”. Quando uma empresa faz referência a valores, está implícita aí a idéia de como a organização espera que seus empregados se comportem. Essa é a razão pela qual a maior parte das listas de valores apresentam virtudes como integridade e imparcialidade.

Trata-se de elementos necessários, mas qualquer uma dessas listas pode — e deve — estar ligada a objetivos estratégicos, de modo que a empresa possa, por exemplo, agregar valores como pensar e agir globalmente, cultivar o trabalho em equipe, promover explicitamente a velocidade e resolver com urgência qualquer problema. Bem, voltemos agora aos quatro tipos de empregados. O primeiro deles é aquele que apresenta bom desempenho e cultiva valores positivos. Com vencedores assim, gerir a empresa é muito fácil — basta incentivar o comprometimento, recompensar quem merece e incentivá-los a seguir adiante, ambicionando coisas mais altas. A segunda categoria é a dos funcionários que não apresentam bons resultados e não têm o comportamento adequado. Neste caso, a solução também é muito fácil: mostre a eles a porta da rua.

O terceiro tipo de empregado apresenta resultados medíocres no primeiro ano, mas tem aqueles traços de comportamento que você considera necessários, portanto os gerentes deveriam conceder a essas pessoas bem-intencionadas uma segunda ou uma terceira chance. Esse funcionário pode até ter um desempenho abaixo do desejado, mas não é de forma alguma um profissional presunçoso. Não, presunçoso é o quarto tipo de empregado.

Este último indivíduo é do tipo que apresenta os resultados esperados, mas não põe em prática os valores da companhia. Você conhece o tipo, não é verdade? Ele pode ser encontrado em todos os departamentos da empresa, e está presente em quase todas elas. Esses indivíduos costumam ser mesquinhos, reticentes ou arrogantes. Muitas vezes, tratam muito bem os outros, e logo em seguida saem distribuindo pontapés. Muitos são do tipo solitário, frio; outros são mais volúveis, e mantêm as pessoas à sua volta em um estado aterrador de sujeição. Apesar de tudo, muitas vezes esse quarto tipo de empregado sai ileso de tudo em que se mete. É claro que o chefe desse sujeito pode até censurá-lo, mas depois, tudo volta ao que era antes. Não há remorsos. Na verdade, é provável que muitos de nós já tenhamos nos sentido culpados em algum momento por permitirmos que aquele desejo imenso de bons resultados cubra os pecados decorrentes do comportamento perverso de um determinado funcionário. Suspiramos indiferentes e simplesmente desviamos o olhar. Está errado! Se você tem problemas com indivíduos assim, tem de lidar com a situação de frente. Esse é um processo que só pode ser deflagrado se houver um estalo na cabeça das pessoas de que é preciso mudar. É importante que a liderança entenda que o tipo arrogante prejudica a empresa mais do que se possa imaginar.

Embora esses indivíduos produzam resultados excelentes, o dano paralelo à cultura e à competitividade da companhia como um todo é muito maior. No momento em que a liderança compreende que é imprescindível mudar — e sente bem lá no íntimo essa necessidade — torna-se imperioso livrar-se dos tipos arrogantes. Cabe à gerência certificar-se de que todos na empresa estão a par dos valores da companhia. Deve-se demonstrá-los, fazer elogios pródigos a eles e recompensar os que os praticam. Por fim, deve-se falar deles a ponto de sufocar todos na empresa com sua importância. O fato é que os valores precisam estar de tal modo visíveis aos empregados que, se alguém não os vivencia, torna-se um verdadeiro estranho no ninho que é logo identificado. É como se um jogador dos Yankees aparecesse devidamente uniformizado no banco do Red Sox. Mas, para acabar com os arrogantes dentro da empresa de uma vez por todas, só mesmo despedindo-os com enorme alarido.

É errado demitir alguém por violação dos valores corporativos e depois atenuar o evento com uma história do tipo “Joe saiu porque queria passar mais tempo com a família”. O líder tem de dizer a verdade: “Joe teve de ser mandado embora porque não sabia pensar globalmente”, ou caso a diversidade faça parte do conjunto de valores da companhia: “Joe foi convidado a se retirar porque fazia discriminação de sexo e cor na hora de contratar um funcionário novo”. Toda vez que você se livrar de um tipo desse, não perca a oportunidade de fazer da ocasião um momento de aprendizagem. As pessoas compreenderão imediatamente que o comportamento arrogante tem um preço alto.

É verdade que nem todas as empresas estão dispostas a se livrar dos funcionários presunçosos. Alguns deles passarão batidos porque têm um desempenho fenomenal, ou porque seu mau comportamento é assustadoramente sutil. Jamais desista, porém, de separar as laranjas podres das saudáveis. Conservando-as, você fará um péssimo negócio". (Jack Welch com Suzy Welch - Autores do best-seller internacional "Paixão por Vencer")

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lavanderias em bom momento

O Sindilav – Sindicato das Lavanderias e Similares do Município de São Paulo e Região – acaba de divulgar os números do setor no ano de 2011. Abrangendo todo o estado de São Paulo, que concentra 70% das lavanderias domésticas e industriais do Brasil, o sindicato forneceu um panorama do faturamento das empresas, o número de empregos diretos gerados, o perfil dos clientes e as perspectivas de crescimento nos próximos cinco anos.

“Trata-se de um importante setor, com predominância de pequenas empresas e com grande expectativa de crescimento, principalmente porque ainda há potenciais clientes a serem conquistados. Para se ter ideia, somente 4% da população economicamente ativa é usuária dos serviços de lavanderia, enquanto a meta do setor é atingir 20% desse público”, comenta José Carlos Larocca, presidente do Sindilav.

Em 2010, o setor cresceu 5% em faturamento. Para os próximos cinco anos, a estimativa é que o faturamento cresça 10% e a oferta de serviços, 15%. “As lavanderias estão ampliando seus serviços, incluindo a costura e o aluguel de roupas entre eles. A intenção é que o cliente – seja ele industrial ou doméstico – encontre inúmeros serviços em um único local, facilitando seu dia-a-dia”, diz Larocca.

Conheça os números do setor referentes ao ano de 2010:


Número de lavanderias: No Estado de São Paulo existem, aproximadamente, 5 mil lavanderias, sendo 4,2 mil delas domésticas e 800 industriais. Lavanderias domésticas são aquelas que atendem o consumidor final (roupas pessoais, de cama, mesa e banho e itens de decoração, como cortinas, tapetes e estofados); enquanto as industriais atendem confecções de jeans, hospitais, hotéis, motéis, restaurantes, roupas profissionais, panos industriais e EPI – equipamentos de proteção individual. Desse número, 70% estão localizadas na cidade de São Paulo. Para se ter ideia da importância de São Paulo na atuação do segmento, o Brasil todo possui cerca de 8 mil lavanderias, sendo 7 mil delas domésticas e 1 mil industriais.

As lavanderias brasileiras lavam, aproximadamente, 8.000 toneladas/dia, utilizando em torno de 180 toneladas/dia de produtos químicos, nas cerca de 15mil máquinas instaladas, que se renovam, anualmente, em torno de 20%.


Geração de Empregos – As lavanderias do estado de São Paulo empregam diretamente cerca de 30 mil pessoas. 22 mil delas trabalham na cidade de São Paulo. No Brasil todo, incluindo São Paulo, são 45 mil empregos diretos gerados. 90% das lavanderias empregam até dez pessoas.
                                             
Faturamento em 2010 – Estima-se que as lavanderias domésticas do Estado de São Paulo tenham faturado, aproximadamente, R$ 2.807.200.000,00. Desse montante, o setor doméstico ficou com R$ 1.512.000.000,00 e o industrial alcançou R$ 1.295.200.000,00.

Em se tratando de todas as lavanderias do Brasil, estima-se que elas faturaram R$ 3.252.000.000,00, aproximadamente, em 2010.

Perfil dos clientes – 89% dos clientes de lavanderia pertencem às classes A e B. A classe C corresponde a 11% dos clientes. 70% são do sexo feminino, a média é de 43 anos de idade, 33% têm mais de 51 anos, 48% é casado ou vive com companheiro, 37% é solteiro, 58% têm filhos, 59% possui curso superior completo e 27% têm renda acima de R$ 3.500,00. Outros dados são também interessantes: 66% preferem lavanderias próximas à residência ou ao local de trabalho, 70% paga em dinheiro e 88% prefere lavar por peça, ao invés de quilo.

Estimativas – O Sindilav acredita que o setor de lavanderias crescerá, nos próximos cinco anos, 15% em oferta de serviços e 10% em faturamento. Para 2011, a previsão é que a oferta de serviço cresça na mesma proporção do faturamento, ou seja, cresça 5%.

Conheça o Sindilav

O Sindilav foi fundado em 1941, em São Paulo. Representa mais de 3.600 lavanderias em 377 municípios do Estado de São Paulo. Nos últimos seis anos, o Sindilav assumiu uma postura mais ativa e empresarial, adequada aos tempos globalizados. Tendo como foco os empresários do segmento de lavanderia, atua para contribuir para a redução de custos administrativos desses estabelecimentos, além do aperfeiçoamento profissional dos funcionários e atualização tecnológica da operação. É filiado à Federação do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomercio/SP.

Como todo sindicato patronal, sua atividade está voltada para os macrorrelacionamentos, que envolvem o segmento como um todo, as autoridades legalmente constituídas e, especialmente, o público consumidor. Nesse sentido, na área do governo federal, mantém constante envolvimento com o Ministério do Trabalho e Emprego – TEM (por meio de seu órgão regional, a Delegacia Regional do Trabalho e Emprego – DRTE/SP em São Paulo), objetivando a implementação de normas relativas às questões de saúde ocupacional e segurança do trabalho.

O Sindicato oferece aos associados assessoria jurídica trabalhista e cível, convênio com o Sesc do Brasil – para usufruir de programas educativos, culturais de lazer e esportes - e promove palestras gratuitas nas áreas técnica e trabalhista. Permite ainda que o associado tenha poder de voto em Assembleias Gerais que decidem importantes questões – em geral, solução de problemas e criação de novos meios de expansão e melhora da atividade de lavanderia.

Fonte: Em Pauta Comunicação

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A nuvem de Cinzas

Não tentem estabelecer algum debate comigo se por acaso a natureza, o Criador ou algo mais ou tão divino está tentando dar alguma resposta para o homem. Não acho, tampouco, que a mídia esteja criando sozinha fatos em seqüência para fazer sensacionalismo e vender mais exemplares de jornais. Já tenho 42 anos e vi muitas coisas na vida para saber que existe, nesse momento, uma concentração de episódios suficiente para poder afirmar, embora ainda empiricamente: há alguma coisa acontecendo. São terremotos, enchentes, avalanches, tsunamis e agora um vulcão que resolveu esbravejar a sua fúria direto da Islândia para o mundo. Não é uma erupção qualquer, e sim um movimento gigantesco de expelir cinzas pelos céus de boa parte da Europa e até países da América do Norte. Milhares de pessoas prejudicadas, sem poder ir e vir, presas em aeroportos, vôos cancelados, guichês vazios. Amigos que perderam malas - o que é de menos a essa altura dos acontecimentos. As imagens falam por si e mostram, ao mesmo tempo, uma grandiosidade e um pavor de congelar os olhos da gente. É uma magnitude tão suprema, recheado de uma substância tão feroz, que exala um poder supremo. E o Eyjafjallajokull (o vulcão de nome estranho, que significa geleira da montanha da ilha) parece ter gostado da experiência e ameaça o mundo com novas nuvens de cinzas. "Não viajem até que eu queira", parece dizer. Ou pior: "fiquem em suas casas, nós não estamos muito felizes". Observem as cenas.
E por fim uma imagem feita por um satélite da NASA, que dá a real dimensão do que é esse monstro de pó.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Etiqueta Digital

Um artigo do amigo e publicitário Mário Pertile que coloca que forma interessante alguns procedimentos que todos nós devríamos ter quanto se trata de email e internet. Leiam o saboroso texto do Mário, que é colaborador também do Cena de Cinema. Este artigo foi publicado originalmente no Blog do Buteko, o estúdio de arte digital do Mário.

Assisti um filme oriental ontem, One Missed Call – Final (a terceira parte da trilogia “Uma Chamada Perdida” – da franquia original, não a porcaria feita em Hollywood) e fiquei bastante inspirado a escrever sobre o assunto. No filme, a pessoa recebe uma chamada de mensagem com um toque tenebroso no celular escrito “Isenção de Morte – Encaminhar Mensagem”. Se ela encaminhar para alguém da lista de contatos, se safa de uma morte horripilante. Caso contrário, recebe um vídeo ou foto da sua morte, com a data da mesma – no futuro é claro. Quando chega a data que está na mensagem, dito e feito, catapumba, já eras. Igualzinho como na mensagem. Esse texto não é sobre o filme, mas vale ressaltar que, da trilogia, o único título bom é o primeiro, os outros são mais do mesmo e com roteiros muito capengas tentando aproveitar a história original para o desenvolvimento de outras derivadas, mas nada eras.

Enfim, canso de receber e-mails que não quero. E-mails com opiniões políticas, correntes católicas, crentes, umbandistas, budistas, de magia negra, magia branca, magia colorida, e por aí vai. Tem aquelas de datas específicas, ou que um anjo não sei do que vai passar não sei por onde nos próximos dez minutos e fazer alguma coisa que eu não sei o que é porque não li a mensagem.

Pior ainda, aquelas que mandam encaminhar o e-mail porque a AOL, a Microsoft, ou o raio que o parta doarão 1 centavo para uma criança com hidrocefalia, sem os braços, com seis dedos no pé e que fala com a voz fina, para cada e-mail enviado. Também tem as correntes terroristas, que se você não enviar para 427 pessoas nos próximos 30 segundos algo de ruim vai acontecer.

E pra finalizar, não poderia ficar de fora a corrente positivista, que se você encaminhar, algum desejo irá se realizar, ou a pessoa que você ama irá se declarar pra você. Puta que pariu.

Seguinte, preste bem atenção: A AOL, a Microsoft, ou quem quer que seja nunca doará porcaria nenhuma porque você encaminhou um e-mail. Nenhum bode com quatro chifres entrará na sua sala, ou um espírito maligno dos quintos dos infernos lhe amaldiçoará e ninguém irá se declarar pra você caso você encaminhe algum e-mail. O máximo que você estará fazendo é congestionando mais ainda a internet e incomodando as pessoas, que na dúvida, encaminharão a mensagem também.

Mas o mais impressionante disso tudo é que canso de receber este tipo de mensagens de pessoas que enviam pelo e-mail da própria empresa e, muitas vezes, o próprio dono da empresa os envia. Isso é uma puta queimação de filme pra pessoa e pra empresa. Então, resolvi redigir algumas regras básicas de etiqueta para e-mail, baseadas no meu espírito de porco, no meu jeito mau humorado de ser e na minha raiva ao receber este tipo de e-mail. Coisa bem básica mesmo. Espero que sirva para alguma coisa. Só pelo amor de Alá, não faça um Power Point com estas regras!

0 – Cópia Oculta, Por Favor...

Você é daqueles que tira uma hora por dia para encaminhar e-mails para toda sua lista? Ok, isso não vai mudar. Mas seus hábitos podem contribuir muito para a privacidade de seus contatos na internet. Você já deve ter notado que qualquer software ou webmail tem um campo chamado CCO ou BCC. Esse campo não foi feito pra bonito. Ele serve para inserir os e-mails de todo mundo, de forma que um não veja o e-mail do outro.

Se não tiver outra alternativa, você pode continuar enviando suas mensagens quilométricas, mas, por favor, insira os e-mails todos em CCO. Ainda mais se eu estiver na sua lista, pois eu não quero que meu e-mail sirva para espertalhões enviarem propagandas de Viagra e aparatos para aumentar meu pênis. Muito menos quero receber ofertas de Rolex.

1 – Opinião Político-Partidária
Você pode estar infeliz com o atual governo. Ou pode estar feliz da vida. O fato é que de toda sua lista de e-mails, pelo menos metade pensará diferente de você. Então, não adianta ficar enviando piadas e xingamentos ao atual partido político que rege o país, sua cidade ou Estado. Como também não adianta ficar enviando Power Points imensos comprovando as bem feitorias do Sr. político que você votou. Se a pessoa é contrária a sua posição, ela vai continuar. Não é uma porcaria de um Power Point que vai fazer alguém virar a casaca. Quer discutir política? Faça isso, é muito bom para o futuro do país, mas faça isso nos seus encontros sociais, e dissemine sua ideologia de forma clara sem incomodar ninguém. Apresente argumentos seus, não os que alguém escreveu. E NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, ENVIE ALGUM E-MAIL DE CUNHO POLÍTICO-PARTIDÁRIO com um e-mail @suaempresa. Acho que não é preciso ser expert em internet ou em imagem empresarial para entender isso.

2 – Correntes
Faça sua parte pelo bem da internet. Quebre qualquer corrente, positiva ou negativa que venha a chegar na sua caixa de entrada. Nada de ruim, nem nada de bom acontecerá por você ter enviado um e-mail pesado, com musiquinha e fotos bonitas retiradas de bancos de imagem. Se não resistir, procure saber com quem recebe seus e-mails, usuário por usuário, se eles estão afim de receber este tipo de mensagem e após, crie uma lista de contatos apenas para isso (e não me insira nesta lista). Seu provedor agradece.

3 – Power Point Não É Brinquedo.
O Power Point é um software muito útil para criar apresentações empresariais, álbuns de fotos, e coisas do tipo. Ele vem incluído no pacote Office da Microsoft, um pacote que todo mundo tem instalado, original ou pirata, mas tem. O próprio nome do pacote já induz à sua utilidade. Pra quem ainda não sabe, Office=Escritório. Logo, você não usa o Excel para criar tabelinhas coloridas e enviar para os seus amigos, usa?

Se você é daqueles que não resiste em criar super-ultra e-mails muuuuito bacanões, mega-positivistas, ou correntes do mau, Ok, faça. Mas evite ao máximo utilizar Power Point para tal, porque é um verdadeiro saco você estar com seus e-mails abertos e ter que abrir algo em outro software, geralmente pesado, porque esse tipo de mensagem vem com umas 10 imagens em resolução de Outdoor e uma mp3 de no mínimo uns 5Mb (quando não vem em .Wav com qualidade de CD!).

Quer mandar uma piada? Escreva no corpo do e-mail oras. Pra que criar um Power point com um texto???? Quer mandar imagens? Manda em anexo. Ninguém precisa de trilha sonora para visualizar fotos de nenês, flores ou bichinhos bonitinhos. Quer enviar um vídeo? Pois envie um vídeo. Não precisa inserir o vídeo dentro de um Power Point. Power Point não é brinquedo.

4 – E-mail da empresa é E-mail da Empresa.
Acho que não é preciso explicar muito né? Utilize seu e-mail empresarial (sendo você dono ou funcionário) para fazer orçamentos, realizar pós-venda, contatar fornecedores e fazer todos os contatos que o mercado empresarial exige. Não adianta você criar uma conta seunome@suaempresa.com.br e achar que isso é um e-mail pessoal, pois qualquer tranqueira que você envie por este e-mail, está sendo enviado com o nome da sua empresa e certamente queimará o filme dela. E-mail é de graça. Crie uma conta no Gmail, Hotmail ou QualquercoisaMail para utilizar para estes tipos de mensagem e deixe seu @suaempresa para e-mails mais formais. (Mário Pertile)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Experiência

Nunca fui assaltado. Toc toc toc na madeira. Esta semana, tive meu telefone celular quase roubado. Esqueci num táxi e ele não iria voltar pra mim. Não me lembrava dos detalhes e o motorista iria sair de férias no outro dia. Fui a última corrida dele. No outro dia não estaria mais na cidade. Procurei por todos os lugares. Tudo indicava que tinha ficado naquele táxi.

Insisti. Não desisti.

Fui no ponto de táxi, falei com outros motoristas, fechei o cerco em cima dos poucos detalhes, e para minha sorte, ou perseverança premiada, cheguei ao carro, ao prefixo, ao nome e à foto do motorista. Celular dele desligado. Viajou com meu aparelho? Vendeu a terceiros? Onde estaria o aparelho.

No meio disso tudo, uma viagem de 300km de ida e volta a trabalho.

Mas da estrada, consegui falar com ele. E o converti. Ele afirmou que estava "ficando" com o telefone, mas pela minha insistência, tinha mudado de ideia. Dois dias depois de investigação e tortura (minha), o aparelho foi devolvido. Sem o chip o original, mas devolvido. Não tomei maiores providências. Recuperei o que precisava, isso era mais importante do que tudo, já que eu dava por perdido.   

Aprendi as seguintes lições:

1. Sempre decore o prefixo do táxi que você pega;

2. Faça back-up da agenda, fotos e dados do seu celular;

3. Nunca concentre tudo num único smartphone;

4. Insista no improvável, às vezes acontece.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Copa sim, secretaria não

Segue um artigo do presidente da Federasul, Federação das Associações Comerciais do RS, o gaúcho José Paulo Dornelles Cairoli, que é contra a criação de uma secretaria específica para a Copa no estado, posição da qual me associo. Aliás, novas secretarias no estado e no município só são necessárias se houver muita argumentação. O povo deve receber uma prestação de contas e aprovar moralmente estes novos gastos. O estado já gasta demais - o nosso dinheiro. Segue o texto:

-->"A Copa do Mundo significa uma grande oportunidade tanto para o Brasil quanto para o Rio Grande. É um megaespetáculo cheio de glamour, repleto de turistas e um canhão que veicula a imagem do país em todo o mundo. Para que se tenha ideia do impacto potencial desse evento, basta lembrar que na Alemanha, em 2006, a Copa garantiu sozinha uma elevação de 0,6% do seu PIB, gerou mais de 20 mil empregos permanentes e fez circular no país mais de 2 milhões de turistas.

O potencial turístico do Brasil permite projetar um impacto ainda maior. Para a cidade de Porto Alegre, onde os estádios serão construídos com recursos privados, sem envolver gastos públicos como vai acontecer em outros Estados, a Copa, além dos empregos que vai gerar, ampliará a rede hoteleira, movimentará as áreas de lazer e reforçará a possibilidade de superação de gargalos urbanísticos históricos, como a construção do metrô, a revitalização do cais do porto, a duplicação da Rua Voluntários da Pátria e da Avenida Beira-Rio, para escoar o fluxo do trânsito na Terceira Perimetral, entre outras. Uma autêntica revolução urbana na cidade que já motivou, inclusive, a criação de uma secretaria especial do município para cuidar da Copa.

Trata-se de benefícios factíveis com esforços necessários para abrigar um evento deste porte. Mas criar uma secretaria no âmbito do governo estadual é necessário? Digo que não. O próprio governo gaúcho sinalizou que é possível obter conquistas otimizando as estruturas já existentes. Não foi necessário criar novos cargos nem aumentar gastos para obter o empréstimo junto ao Banco Mundial ou a duplicação da GM. Bastou competência, gestão moderna, pessoas certas desempenhando as funções necessárias.

Ouvimos falar que a Secretaria da Copa não criará novos gastos, porque será montada com o deslocamento de estruturas já existentes em outras áreas. Ora, se essas estruturas podem ser deslocadas, é porque são desnecessárias onde estão e poderiam ser enxugadas, diminuindo os gastos públicos que pressionam a volta do déficit.

Não será, por óbvio, a criação da Secretaria Extraordinária da Copa que irá, por si só, levar o Estado de novo a uma situação deficitária. Mas ela é um sinal invertido do governo à sociedade, na medida em que significa, sem necessidade, a criação de mais cargos políticos e mais estruturas meio, num contexto em que é pedido a todos sacrifício para evitar a volta do déficit. Por isso, em vez de criar uma nova secretaria, o governo deveria adotar uma solução mais moderna, como a criação de comitês gestores e câmaras intersetoriais a partir das secretarias já existentes, para garantir os benefícios da Copa para o Rio Grande." (José Paulo Cairoli)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Democracia na Internet

Posto aqui o artigo oportuno da deputada federal gaúcha Manuela D'Ávila, bradando contra a mordaça na internet, uma espécie de AI-5 da web, como está sendo bem chamado. Vamos abrir o olho. Pode ser a morte da maior invenção do séculoXX.

A internet revolucionou o acesso às informações e à cultura. Hoje temos ao alcance dos dedos quase todo o conhecimento produzido pela humanidade. Além disso, o contato ultrapassou a barreira da distância, permitindo conhecermos e nos relacionarmos com pessoas a milhares de quilômetros. E mesmo a forma de vermos TV, ouvirmos músicas e acessarmos nossas contas bancárias mudou radicalmente depois da internet.

Aos poucos, nossa legislação está se adaptando a estes novos tempos. Mas está em debate na Câmara um projeto que pode atingir um valor caro para nossa democracia: a liberdade de expressão.

Aprovado pelo Senado em 2008, o projeto de lei sobre crimes digitais no Brasil cria uma série de normas e procedimentos para combater os crimes na internet. Mas, muito longe de seu objetivo original, o projeto poderá transformar provedores de acesso em centros de espionagem e delação. O projeto inviabiliza, por exemplo, a rede wi-fi pública que existe no Parque da Redenção, bem como as redes wi-fi abertas que existem nos shoppings.

Além disso, ele desobriga o sistema bancário de proteger seus clientes, invertendo a lógica e responsabilizando os clientes pelos desfalques que eles podem sofrer. Mas o projeto vai além: se aprovado, os usuários podem ser criminalizados pelo download de arquivos e músicas.
O projeto é alvo de um abaixo-assinado virtual com quase 150 mil assinaturas, disponível na internet.

A reação ao projeto, apelidado de “AI-5 Digital”, cresce a cada dia.

A inspiração deste projeto é a Convenção de Cybercrimes, assinada, em 2001, em Budapeste, na Hungria. Montada pelos lobbies de fabricantes de softwares e de direitos autorais da Europa, a convenção não foi assinada pelo Brasil e por nenhum país latino-americano. Nem pela maioria das grandes nações em desenvolvimento, como China e Índia.

Em busca de apoio, os defensores do AI-5 Digital afirmam que a lei vai reforçar o combate ao abuso sexual de menores. Mas já há legislação específica sancionada em novembro de 2008 que aumenta a pena máxima de crimes de pornografia infantil na internet de seis para oito anos de cadeia, além de estabelecer punições mais rígidas para a aquisição, posse e divulgação de material pornográfico.

Não se trata, portanto, de um projeto que irá proteger as conquistas que tivemos com a popularização da internet. O projeto do senador Azeredo, se aprovado, em nada afetará a vida dos cibercriminosos, mas afetará em muito a vida dos demais cidadãos.
Ou falamos agora, ou corremos o risco de, na internet, nos calarem como na época do AI-5.

Manuela D'Ávila - Deputada Federal PC do B - RS