quinta-feira, 29 de março de 2012

Por que ficou tão caro produzir no Brasil?

Reproduzo artigo interessante a respeito dos custos de produção e a perda da concorrência no Brasil.Quem perde é sempre o consumidor. Escrito por José Ricardo Roriz Coelho, Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast) e da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP. Confira:


Caminhamos para ser a quinta economia global, mas até quando poderemos sustentar tal posição com tantas fragilidades no sistema produtivo, elevadas taxas de juros, alta carga tributária, infraestrutura precária e cara? Como queremos ostentar a condição de nação desenvolvida se os brasileiros pagam quase 40%  de impostos e se deparam com um dos custos de vida mais elevados do mundo? Os graves efeitos do “Custo Brasil” na produção manufatureira são evidenciados em estudos de respeitados organismos nacionais e internacionais. O setor é o que mais sofre com os persistentes ônus.

Em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os impostos pagos pelos brasileiros atingiram 33,99% do PIB, superando os 32,72% de 2010. Isso está muito acima da média de 25,5% nos países com os quais competimos. Para a indústria de transformação o problema é mais grave. Embora responda por 16,6% do PIB, ela contribui com 37,6% dos impostos. O estudo “A Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de Transformação”, do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, mostra que os tributos representam 40,3% dos preços dos produtos industriais, considerando-se toda a cadeia, à montante e à jusante.

Há, ainda, custos relativos ao pagamento dos impostos. A complexidade do sistema obriga a contratação de serviços não necessários em outros países. Segundo o estudo “Carga Extra na Indústria Brasileira”, também do Decomtec/Fiesp, 1,16% do faturamento das empresas é gasto apenas para se manterem em acordo com a legislação, o que significa R$ 19,7 bilhões ao ano. Considerado o pagamento de tributos embutidos nos insumos, o índice sobe para 2,6%.

Além disso, o Bureau of Labor Statistics (BLS), responsável pelas estatísticas trabalhistas nos Estados Unidos, aponta que os encargos sobre a folha de pagamentos no Brasil, os mais altos dentre 34 países analisados, representam 32,4% dos custos com mão de obra na indústria de transformação. São 11 pontos percentuais acima da média das nações avaliadas (21,4%), ou 7,4 à frente da média europeia (25%). Mais grave é a diferença em relação aos emergentes: México (27%);  Argentina e Coréia do Sul (17%).
O Brasil encontra-se em desvantagem também no custo da eletricidade. Nossa tarifa industrial foi estimada pelo Energy Information Administration (EIA), dos EUA, em US$ 138,00/MWh, a segunda mais alta do mundo. Um bom parâmetro para comparação é o Canadá, onde, como aqui, a matriz energética é baseada na hidroeletricidade. Mesmo assim, a tarifa brasileira é 182% maior. Os encargos e tributos contribuem para isso, mas, mesmo os eliminando, a energia brasileira ainda seria 108,3% mais cara. Resultado: a última Pesquisa Industrial Anual do IBGE mostra ser de 2,6% a participação da energia elétrica e consumo de combustíveis para aquecimento e operação de maquinaria nos custos totais da indústria brasileira de transformação. Ressalte-se:o cálculo não considera a cumulatividade na cadeia de valor.

Também são graves, conforme o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), do Ministério da Defesa, os custos nessa área, que representam 20% do PIB. Outro estudo (“Custos Logísticos no Brasil - 2006/2008”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostra que o percentual da receita líquida das empresas comprometido com transporte, estoque e armazenagem foi de 7,5%.
Defrontamo-nos, ainda, com um dos mais elevados custos de capital do mundo, que se deve a dois fatores: taxa básica de juro real entre as mais elevadas do mundo e spreads bancários, que aumentaram significativamente após 2008, apesar da redução da Selic. Em função desses fatores, nosso custo financeiro é o mais alto do mundo, sendo 11,5 vezes maior do que o dos países que calculam os juros como o Brasil (Chile, Itália, Japão e Malásia).

Em outro estudo do Decomtec/Fiesp (“Juros em cascata sobre o capital de giro: o impacto sobre a indústria brasileira”), foi estimado que, em 2007, o custo do capital de giro para as indústrias equivaleu a 6,7% do preço dos produtos industrializados, contra 1,97% no conjunto de países incluídos no Índice de Competitividade da Fiesp. Em 2011, o impacto do custo de capital de giro aumentou para 7,5% do preço dos produtos industrializados, uma vez que cresce a taxa de juros para as empresas.
Os juros altos estão intimamente ligados à valorização cambial, cujo mercado é majoritariamente composto por fluxos financeiros, e os capitais são atraídos principalmente pelos juros elevados em comparação com as taxas baixíssimas dos países desenvolvidos. Tendo em vista o câmbio médio do ano e descontando a inflação do Brasil e dos Estados Unidos, o real valorizou-se 49,9% em relação ao dólar, entre 2006 e 2011. Isso é assustador frente a um aumento de produtividade física da indústria de transformação de apenas 9,2%, no mesmo período.

Devido a todas essas razões, e deprimida pela combinação da barata produção chinesa com a demanda combalida dos países ricos, a indústria defende a contínua e rápida redução da Selic e o equilíbrio do câmbio. A bomba que está estourando agora, atingindo primeiramente a manufatura, resulta de termos insistido muito tempo na combinação explosiva de câmbio livre com a maior taxa de juros do mundo. Por isso, o real teve valorização de 74,6%, de junho de 2004 a dezembro de 2011, sem que tivéssemos a mínima possibilidade de melhorar a nossa produtividade, devido ao brutal aumento de custos. Defendemos, sobretudo, a retomada das reformas estruturais, em especial a tributária e trabalhista. São medidas dependentes de políticas públicas, essenciais para conter a desindustrialização e resgatar a competitividade. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Presidente do Banco Central prevê inflação menor para 2012

Durante reunião com os varejistas associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), realizada em São Paulo, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a inflação será a menor dos últimos anos. De acordo com ele, o ritmo da atividade econômica irá se acelerar ao longo de 2012, sustentado pela demanda interna, a redução dos estoques industriais, que estão atualmente em seu menor nível, e os juros mais baixos, além da flexibilização das condições monetárias. A economia brasileira continuará gerando empregos, e o incremento foi de 1.400.000 novos postos de trabalho nos últimos 12 meses. “Nosso objetivo é cumprir a meta de inflação de 4,5%. Esse cenário proporcionará uma retomada da atividade econômica, que deve se acelerar no segundo semestre”, diz.

O primeiro relatório trimestral do ano será divulgado nesta quinta-feira. “Até o momento, a previsão é de que a taxa de inflação fique no centro da meta (4,5%) para 2012”, comentou Tombini. De acordo com ele, o Brasil possui a terceira menor taxa de desemprego entre os países do G-20, perdendo apenas para China e Japão.

Tombini comentou ainda que os Bancos Centrais (BCs) de economias avançadas adotaram políticas monetárias expansionistas, que contribuíram para a redução da aversão ao risco no início de 2012. Dados recentes, segundo o presidente do BC, indicam que a retomada da economia norte-americana está em curso, e a perspectiva de crescimento da China foi ajustada para baixo, com metas de crescimento de 7,5%, ante os 10% dos últimos anos. “A China está desacelerando, mas de forma responsável, sem grandes riscos”, explicou.

Os associados do IDV comentaram sobre a necessidade de redução da taxa de juros na ponta do consumo, uma vez que as reduções das taxas referenciais de juros não têm chegado com a mesma intensidade ao consumidor. Também argumentaram sobre os altos custos financeiros das empresas de varejo, principalmente as pequenas e médias, e pediram melhorias neste sistema. Tombini disse que há uma agenda para estes assuntos e colocou o tema como prioridade. “Ainda há muito a fazer, mas certamente o IDV pode nos ajudar com esta questão. Inclusive, marcarei uma reunião entre uma comissão do IDV e membros da nossa diretoria”.

O presidente do IDV, Fernando de Castro, reforçou que o varejo pode ajudar o governo na redução dos juros na ponta do consumo, pois as redes varejistas são grandes financiadores de seus clientes. “Atender ao consumidor final é a nossa missão, e o varejo é o grande aliado do governo no controle da inflação e na redução dos juros”.

O varejo é o segmento que mais gera empregos no Brasil. “Apenas em 2011, o comércio criou 460 mil novos postos de trabalho. Além de ser gerador de empregos, o varejo forma e treina pessoas, muitas delas em seu primeiro emprego. Além disso, as empresas expandiram sua rede de atendimento e fizeram grandes investimentos em novas lojas, equipamentos, estoques de produtos, inovação e tecnologia”, conclui Castro.



    

segunda-feira, 19 de março de 2012

Diferenças entre Chefia e Liderança

Interessante artigo da profissional de Recursos Humanos Tatiani Nunes que conheci através do Linkedin. Ela é responsável pela área na Interlink Transportes Internacionais. Neste texto, ela fala um pouco de liderança e gestão, algumas qualidades interessantes que todos nós devemos ter e assimilar. Curta:

Hoje, no mundo globalizado, momentos em que muito corremos e pouco andamos, todos, estamos sempre à procura de bons líderes, para as equipes, quando não se encontra o líder tão procurado, então, pensamos em treinamento, desenvolvimento, formadores de opinião, mensagens motivacionais... enfim, recorremos a todos os recursos prováveis e até aos improváveis! Mas você, gestor, já parou e analisou se és um bom líder, um líder capaz de reunir o bom líder, o grande líder e o líder supremo? Se você não possui tal habilidade, como podes planejar um treinamento para seus grupos, ou ainda, como podes decidir se um candidato é perfil indicado para liderança? Antes de tudo você precisa ser um bom líder para depois poder escolher, para poder gerir. Veja a seguir alguns itens importantes para ser praticados por todos os gestores/líderes:

• Saiba explicar seus ensinamentos, como um bom professor que deseja que seus educandos cresçam e se tornem educadores também;
• Assim que todo mundo concordar com uma idéia, um líder deve começar a trabalhar na próxima;
• Demonstre, pelos próprios atos, o que seus seguidores precisa fazer para chegar aonde chegastes;
• Os que mandam e querem ser obedecidos: são os líderes medíocres, não seja um desses;
• Em qualquer posição que você esteja, lembre-se de que o que importa não é mandar e ser obedecido ou temido, mas ser, acima de tudo, querido e respeitado;
• A liderança é a arte de conseguir que alguém faça alguma coisa que você quer feita, porque ele quer fazê-la, por isso, só peça que seus liderados façam porque é possível, façam porque você já fez e sabe que pode ser feito;
• O falso líder grita antes que alguém questione a sua liderança. Por falta de argumentos, ele bate na mesa e se impõe pela força, espalhando temor e ódio entre seus subordinados... Não é bom ser odiado, se você for odiado não terás seguidores e não existirão líderes, se não existir seguidores;
• O verdadeiro líder sabe que é e não precisa impor isso a ninguém. Por essa razão ele é calmo, seguro e confiante. Quando chega, sua presença acalma e asserena os ânimos. Seus liderados têm-no como alguém que lhes inspira segurança.

PRINCIPAMENTE saiba que: A diferença entre um chefe e um líder é que: um chefe diz, 'Vá!' - um líder diz, 'Vamos!'


PENSE NISSO. (Tatiani Nunes)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Viajar é Preciso

Segue o artigo de Mariana Teodoro, repórter do site do empresário Abilio Diniz, que nos ajuda a refletir sobre a importância de viajar, para o corpo, para a cabeça, para a alma. Texto original clicando neste link.
“Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto...”

Conhecido por suas longas e solitárias expedições marítimas ao redor do mundo, o célebre viajante Amyr Klink resume bem no pensamento acima a importância da experiência de viajar. Mas qual o segredo para entender como uma viagem proporciona tanto conhecimento e crescimento ao homem? Por que sempre voltamos de um lugar diferentes de como fomos, com a sensação de renovação e o desejo de querer viajar de novo?

Dois jovens apaixonados por viagens com anos de experiência na bagagem têm algumas respostas para essas questões.  “Estamos sempre atrás de conhecimento e experiência. Não há nada mais interessante que conhecer pessoas novas e costumes diferentes, e poder levar isso consigo para sempre”, diz Diego Fonteneli, 26 anos, autor do “Blog de Viagens”, espaço criado por ele na internet para compartilhar informações sobre o que mais ama fazer. Em sua primeira viagem ao Amazonas, quando tinha 5 anos, o blogueiro já sabia que viajar seria seu hobby para sempre.  “Nunca esqueci a riqueza e a beleza do lugar. Acho que foi por querer continuar a encontrar lugares tão ou mais bonitos que eu continuo viajando”, afirma.

Assim como Diego, o designer Michel P. Zylberberg, 30, também criou o blog “Rodando pelo Mundo” para contar suas experiências nos cerca de 20 países por onde passou. “Viajar é uma experiência incomparável. Nada melhor para crescer do que sair do ninho e da comodidade”, afirma.  Graças às experiência adquiridas no tempo em que morou fora do Brasil, o designer trabalha hoje na Suíça. “Além de falar outras línguas, é fundamental conhecer outras culturas e outras realidades. As empresas estão mudando o perfil de escolha dos candidatos, valorizando essa experiência que muitas vezes acaba não fazendo tanta diferença no currículo, mas que pode ser imprescindível no relacionamento diário e no comportamento no trabalho”, afirma.

Mas não pense que é preciso ter muito dinheiro e viajar a outro país para desfrutar dos benefícios que uma viagem pode proporcionar. Um passeio mais curto ou próximo para visitar parentes, por exemplo, pode ser uma opção. “Não importa o destino. Seja a cidade vizinha ou Sydney, na Austrália, o importante é focar na viagem e aproveitar tudo que o lugar pode oferecer sem pensar no trabalho ou no momento da volta pra casa”, conta Diego.

De acordo com Michel, é possível até mesmo conhecer melhor a própria cidade. “As pessoas acham que conhecem tudo ao redor. Muitas vezes uma volta por bairros diferentes pode se transformar em uma experiência totalmente nova. O segredo é encarar a vida com os olhos e a curiosidade de um turista”, afirma. Além disso, o designer lembra que para viagens mais distantes é valido economizar durante o ano e aproveitar as promoções.

Aos que estão acomodados ou aos que não aproveitam tanto o destino quando costumam viajar, os blogueiros deixam alguns conselhos: “As pessoas têm medo de mudança, de se confrontar com outras culturas. Hoje em dia muita gente sofre de depressão e se fecha em casa, enquanto o mundo lá fora não para, por isso reforço que é importante viajar para viver melhor”, conclui Michel.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Balanço do primeiro trimestre da Ambev

A Ambev vendeu 40,8 milhões de hectolitros* de bebidas no primeiro trimestre de 2011. Só de cerveja, foram vendidos 29,5 milhões de hectolitros, e de RefrigeNanc (bebidas não-alcóolicas e não-carbonatadas) foram 11,3 milhões de hectolitros. Com este resultado, a receita líquida do grupo chegou a R$ 6,562 bilhões, registrando um aumento de 10,5%, se comparado com o primeiro trimestre de 2010. Mantendo a mesma comparação, o lucro líquido cresceu 21,7%, chegando a R$ 2,089 bilhões. “Nossa expectativa para 2011 é de crescimento. Para isso, continuaremos focados em produtividade e inovação, com uma política de redução de custos eficiente”, afirma Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e de relação com investidor da Ambev.

Além de gerar retorno financeiro para seus acionistas, a Ambev gera valores sociais e ambientais. Nos três primeiros meses deste ano, a companhia ampliou sua plataforma de consumo responsável e, por meio do Programa Jovens de Responsa, fechou parcerias com 10 ONGs para desenvolver ações com jovens de comunidades carentes, com o objetivo de prevenir o uso abusivo do álcool e inibir o consumo por menores de 18 anos. Além disso, a companhia lançou o Banco CYAN – sistema de descontos em compras online para quem economizar água. O Banco CYAN faz parte do "Movimento CYAN – Quem vê água enxerga seu valor”, uma ampla campanha de conscientização da sociedade sobre o uso racional da água, lançada em 2010 pela Ambev.

* Cada hectolitro são 100 litros.

Jack Welch e as laranjas podres

Vejam este artigo contundente e direto do mestre da gestão, o empresário Jack Welch, ao lado da sua companheira de vida e parceira de negócio Suzy Welch. Alguém lhe perguntou como é que se tiram as laranjas podres de dentro da empresa. Ele escreveu:

"Para início de conversa, ponha de lado a podadeira e pegue logo uma serra elétrica. Saiba que não há nada mais prejudicial para uma empresa do que a atitude de indiferença, condescendência e tolerância da chefia para com um, dois ou três funcionários arrogantes. Esse tipo de gente mina a confiança e o moral da companhia. Sem essas duas coisas, fica mais difícil produzir o vínculo necessário entre colaboração e velocidade — isso sem falar que a presunção desses funcionários tira toda a graça do trabalho.
Antes, porém, de discorrermos sobre a melhor maneira de você se livrar desse tipo de gente — laranjas podres, certo? — é preciso deixar claro quem são essas pessoas. Em qualquer empresa, podemos dividir os empregados em quatro categorias se os analisarmos de acordo com duas dimensões distintas: desempenho — isto é, sua capacidade de produzir os números esperados — e o grau de excelência com que transmitem os valores cultivados pela empresa. Bem, “valor” é uma palavra imponente e um tanto vaga; na verdade, ela se refere de fato a “comportamentos”. Quando uma empresa faz referência a valores, está implícita aí a idéia de como a organização espera que seus empregados se comportem. Essa é a razão pela qual a maior parte das listas de valores apresentam virtudes como integridade e imparcialidade.

Trata-se de elementos necessários, mas qualquer uma dessas listas pode — e deve — estar ligada a objetivos estratégicos, de modo que a empresa possa, por exemplo, agregar valores como pensar e agir globalmente, cultivar o trabalho em equipe, promover explicitamente a velocidade e resolver com urgência qualquer problema. Bem, voltemos agora aos quatro tipos de empregados. O primeiro deles é aquele que apresenta bom desempenho e cultiva valores positivos. Com vencedores assim, gerir a empresa é muito fácil — basta incentivar o comprometimento, recompensar quem merece e incentivá-los a seguir adiante, ambicionando coisas mais altas. A segunda categoria é a dos funcionários que não apresentam bons resultados e não têm o comportamento adequado. Neste caso, a solução também é muito fácil: mostre a eles a porta da rua.

O terceiro tipo de empregado apresenta resultados medíocres no primeiro ano, mas tem aqueles traços de comportamento que você considera necessários, portanto os gerentes deveriam conceder a essas pessoas bem-intencionadas uma segunda ou uma terceira chance. Esse funcionário pode até ter um desempenho abaixo do desejado, mas não é de forma alguma um profissional presunçoso. Não, presunçoso é o quarto tipo de empregado.

Este último indivíduo é do tipo que apresenta os resultados esperados, mas não põe em prática os valores da companhia. Você conhece o tipo, não é verdade? Ele pode ser encontrado em todos os departamentos da empresa, e está presente em quase todas elas. Esses indivíduos costumam ser mesquinhos, reticentes ou arrogantes. Muitas vezes, tratam muito bem os outros, e logo em seguida saem distribuindo pontapés. Muitos são do tipo solitário, frio; outros são mais volúveis, e mantêm as pessoas à sua volta em um estado aterrador de sujeição. Apesar de tudo, muitas vezes esse quarto tipo de empregado sai ileso de tudo em que se mete. É claro que o chefe desse sujeito pode até censurá-lo, mas depois, tudo volta ao que era antes. Não há remorsos. Na verdade, é provável que muitos de nós já tenhamos nos sentido culpados em algum momento por permitirmos que aquele desejo imenso de bons resultados cubra os pecados decorrentes do comportamento perverso de um determinado funcionário. Suspiramos indiferentes e simplesmente desviamos o olhar. Está errado! Se você tem problemas com indivíduos assim, tem de lidar com a situação de frente. Esse é um processo que só pode ser deflagrado se houver um estalo na cabeça das pessoas de que é preciso mudar. É importante que a liderança entenda que o tipo arrogante prejudica a empresa mais do que se possa imaginar.

Embora esses indivíduos produzam resultados excelentes, o dano paralelo à cultura e à competitividade da companhia como um todo é muito maior. No momento em que a liderança compreende que é imprescindível mudar — e sente bem lá no íntimo essa necessidade — torna-se imperioso livrar-se dos tipos arrogantes. Cabe à gerência certificar-se de que todos na empresa estão a par dos valores da companhia. Deve-se demonstrá-los, fazer elogios pródigos a eles e recompensar os que os praticam. Por fim, deve-se falar deles a ponto de sufocar todos na empresa com sua importância. O fato é que os valores precisam estar de tal modo visíveis aos empregados que, se alguém não os vivencia, torna-se um verdadeiro estranho no ninho que é logo identificado. É como se um jogador dos Yankees aparecesse devidamente uniformizado no banco do Red Sox. Mas, para acabar com os arrogantes dentro da empresa de uma vez por todas, só mesmo despedindo-os com enorme alarido.

É errado demitir alguém por violação dos valores corporativos e depois atenuar o evento com uma história do tipo “Joe saiu porque queria passar mais tempo com a família”. O líder tem de dizer a verdade: “Joe teve de ser mandado embora porque não sabia pensar globalmente”, ou caso a diversidade faça parte do conjunto de valores da companhia: “Joe foi convidado a se retirar porque fazia discriminação de sexo e cor na hora de contratar um funcionário novo”. Toda vez que você se livrar de um tipo desse, não perca a oportunidade de fazer da ocasião um momento de aprendizagem. As pessoas compreenderão imediatamente que o comportamento arrogante tem um preço alto.

É verdade que nem todas as empresas estão dispostas a se livrar dos funcionários presunçosos. Alguns deles passarão batidos porque têm um desempenho fenomenal, ou porque seu mau comportamento é assustadoramente sutil. Jamais desista, porém, de separar as laranjas podres das saudáveis. Conservando-as, você fará um péssimo negócio". (Jack Welch com Suzy Welch - Autores do best-seller internacional "Paixão por Vencer")

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lavanderias em bom momento

O Sindilav – Sindicato das Lavanderias e Similares do Município de São Paulo e Região – acaba de divulgar os números do setor no ano de 2011. Abrangendo todo o estado de São Paulo, que concentra 70% das lavanderias domésticas e industriais do Brasil, o sindicato forneceu um panorama do faturamento das empresas, o número de empregos diretos gerados, o perfil dos clientes e as perspectivas de crescimento nos próximos cinco anos.

“Trata-se de um importante setor, com predominância de pequenas empresas e com grande expectativa de crescimento, principalmente porque ainda há potenciais clientes a serem conquistados. Para se ter ideia, somente 4% da população economicamente ativa é usuária dos serviços de lavanderia, enquanto a meta do setor é atingir 20% desse público”, comenta José Carlos Larocca, presidente do Sindilav.

Em 2010, o setor cresceu 5% em faturamento. Para os próximos cinco anos, a estimativa é que o faturamento cresça 10% e a oferta de serviços, 15%. “As lavanderias estão ampliando seus serviços, incluindo a costura e o aluguel de roupas entre eles. A intenção é que o cliente – seja ele industrial ou doméstico – encontre inúmeros serviços em um único local, facilitando seu dia-a-dia”, diz Larocca.

Conheça os números do setor referentes ao ano de 2010:


Número de lavanderias: No Estado de São Paulo existem, aproximadamente, 5 mil lavanderias, sendo 4,2 mil delas domésticas e 800 industriais. Lavanderias domésticas são aquelas que atendem o consumidor final (roupas pessoais, de cama, mesa e banho e itens de decoração, como cortinas, tapetes e estofados); enquanto as industriais atendem confecções de jeans, hospitais, hotéis, motéis, restaurantes, roupas profissionais, panos industriais e EPI – equipamentos de proteção individual. Desse número, 70% estão localizadas na cidade de São Paulo. Para se ter ideia da importância de São Paulo na atuação do segmento, o Brasil todo possui cerca de 8 mil lavanderias, sendo 7 mil delas domésticas e 1 mil industriais.

As lavanderias brasileiras lavam, aproximadamente, 8.000 toneladas/dia, utilizando em torno de 180 toneladas/dia de produtos químicos, nas cerca de 15mil máquinas instaladas, que se renovam, anualmente, em torno de 20%.


Geração de Empregos – As lavanderias do estado de São Paulo empregam diretamente cerca de 30 mil pessoas. 22 mil delas trabalham na cidade de São Paulo. No Brasil todo, incluindo São Paulo, são 45 mil empregos diretos gerados. 90% das lavanderias empregam até dez pessoas.
                                             
Faturamento em 2010 – Estima-se que as lavanderias domésticas do Estado de São Paulo tenham faturado, aproximadamente, R$ 2.807.200.000,00. Desse montante, o setor doméstico ficou com R$ 1.512.000.000,00 e o industrial alcançou R$ 1.295.200.000,00.

Em se tratando de todas as lavanderias do Brasil, estima-se que elas faturaram R$ 3.252.000.000,00, aproximadamente, em 2010.

Perfil dos clientes – 89% dos clientes de lavanderia pertencem às classes A e B. A classe C corresponde a 11% dos clientes. 70% são do sexo feminino, a média é de 43 anos de idade, 33% têm mais de 51 anos, 48% é casado ou vive com companheiro, 37% é solteiro, 58% têm filhos, 59% possui curso superior completo e 27% têm renda acima de R$ 3.500,00. Outros dados são também interessantes: 66% preferem lavanderias próximas à residência ou ao local de trabalho, 70% paga em dinheiro e 88% prefere lavar por peça, ao invés de quilo.

Estimativas – O Sindilav acredita que o setor de lavanderias crescerá, nos próximos cinco anos, 15% em oferta de serviços e 10% em faturamento. Para 2011, a previsão é que a oferta de serviço cresça na mesma proporção do faturamento, ou seja, cresça 5%.

Conheça o Sindilav

O Sindilav foi fundado em 1941, em São Paulo. Representa mais de 3.600 lavanderias em 377 municípios do Estado de São Paulo. Nos últimos seis anos, o Sindilav assumiu uma postura mais ativa e empresarial, adequada aos tempos globalizados. Tendo como foco os empresários do segmento de lavanderia, atua para contribuir para a redução de custos administrativos desses estabelecimentos, além do aperfeiçoamento profissional dos funcionários e atualização tecnológica da operação. É filiado à Federação do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomercio/SP.

Como todo sindicato patronal, sua atividade está voltada para os macrorrelacionamentos, que envolvem o segmento como um todo, as autoridades legalmente constituídas e, especialmente, o público consumidor. Nesse sentido, na área do governo federal, mantém constante envolvimento com o Ministério do Trabalho e Emprego – TEM (por meio de seu órgão regional, a Delegacia Regional do Trabalho e Emprego – DRTE/SP em São Paulo), objetivando a implementação de normas relativas às questões de saúde ocupacional e segurança do trabalho.

O Sindicato oferece aos associados assessoria jurídica trabalhista e cível, convênio com o Sesc do Brasil – para usufruir de programas educativos, culturais de lazer e esportes - e promove palestras gratuitas nas áreas técnica e trabalhista. Permite ainda que o associado tenha poder de voto em Assembleias Gerais que decidem importantes questões – em geral, solução de problemas e criação de novos meios de expansão e melhora da atividade de lavanderia.

Fonte: Em Pauta Comunicação