Os proprietários das pousadas canelenses (de Canela, município da serra gaúcha) Blumenberg, Encantos da Terra e Spa Don Ramon recebem o certificado da Norma ABNT NBR 15.401, que engloba as ISOs 9001, 14.001 e 18.001 tratando de sustentabilidade, aliando atividades em prol do meio ambiente, qualidade de gestão e atividades sócio culturais, pelo Instituto Falcão Bauer, neste dia 2 de agosto, durante o primeiro Seminário Estadual para Meios de Hospedagem - Tendências para a Sustentabilidade, promovido pelo SEBRAE.
As pousadas Blumenberg, Encantos da Terra e Spa Dom Ramon receberão os certificados, pois, depois de cinco anos trabalhando e adequando seus empreendimentos, já estão em conformidade com a Norma. “Este diferencial favoreceu que os três estabelecimentos fossem selecionadas pela FIFA para receber turistas durante a Copa”, ressalta a gestora do projeto Sebrae 2014, Amanda Paim.
O trabalho desenvolvido em prol da certificação já rendeu resultados para as pousadas de Canela: no que diz respeito à gestão, a facilidade para gerenciar é muito maior, já que hoje é possível conhecer exatamente o negócio e saber que caminhos seguir, aumentando, cada vez mais, a qualidade, com envolvimento e comprometimento dos colaboradores, reduzindo custos e, consequentemente, melhorando os resultados; as ações em prol do meio ambiente reduz custos, compromete mais os colaboradores e envolvem até mesmo os hóspedes, com economia de água e luz, redução da geração de lixo e separação, eliminação de agrotóxicos na jardinagem, prioridade para produtos biodegradáveis, entre outros; com a busca de resultados socioculturais, as pousadas passaram a apoiar eventos da região, priorizando fornecedores locais, treinando funcionários e pessoas da comunidade em "Conscientização Turística", em parceria com o Fundo de Turismo; todas estas ações trouxeram resultados positivos também financeiramente. Houve aumento da taxa de ocupação, faturamento e lucratividade, com satisfação dos clientes, contabilizados por um sistema de avaliação dos serviços e produtos oferecidos.
Durante todo o processo de certificação, as pousadas Blumenberg, Encantos da Terra e Spa Don Ramon trabalharam em parceria, apoiando e prestando consultoria para ajudar outros meios de hospedagem a conseguir a certificação e ainda projetam a criação de uma rede de pousadas, hoteis, agências e restaurantes sustentáveis no Brasil. Segundo os diretores das três pousadas canelenses, o apoio do SEBRAE durante todo o trabalho em busca da certificação foi imprescindível.
No Brasil, até então, apenas quatro meios de hospedagem contam com a certificação da Norma NBR 15.401: Hotel Canto das Águas na Chapada Diamantina/BA, Pousada Ville La Plage, Búzios/RJ, Pousada Lagoa do Cassange, Itacaré/BA e Hotel Lençóis em Lençois/BA. As três pousadas canelenses serão as primeiras da Região Sul do País a terem o selo desta certificação.
Para saber mais a respeito das pousadas certificadas, acesse www.hotelblumenberg.com.br, www.pousadaencantosdaterra.com.br, e www.donramon.com.br
1º Seminário Estadual para Meios de Hospedagem - Tendências para a Sustentabilidade
O evento, que tem promoção e realização do SEBRAE, será realizado, das 14h às 19h30min, no auditório da UCS – Núcleo Universitário de Canela, rua Rodolfo Schilieper, 222.
Na programação constam palestras sobre temas como Copa do Mundo de 2014; atendimento ao turista; sustentabilidade no turismo e nos meios de hospedagem; e sobre a Norma ABNT NBR 15.401, que engloba as ISOs 9001, 14.001 e 18.001.
O Sebrae/RS também lançará o edital de chamada pública para selecionar dez meios de hospedagem de até 50 unidades habitacionais que receberão apoio da entidade no processo de implantação da NBR 15.401, assim como aconteceu com as pousadas Blumenberg, Encantos da Terra e Spa Don Ramon.
Conforme o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS Vitor Augusto Koch, o trabalho no sentido de preparar estes empreendimentos para os negócios que surgirão em virtude da Copa do Mundo de 2014 tem sido intenso. “O edital que lançaremos durante o evento é uma das iniciativas do programa Sebrae 2014, que está sendo desenvolvido com MPEs de diversos setores da economia”, explica Koch. No caso de hotéis e pousadas, mais do que oferecer boa estrutura, atendimento e preço justo, as empresas precisam adotar ações e iniciativas com foco em sustentabilidade, um dos pré-requisitos da NBR 15.401.
Os interessados em participar devem entrar em contato com a Central de Relacionamento Sebrae: 0800.570.0800.
Programação:
14h: abertura Diretoria do Sebrae/RS
14h30min: Palestra Copa do Mundo e Tendências para Meios de Hospedagem - Eduardo Faraco, consultor do Sebrae e do Senac
15h30min: Palestra atendimento ao turista estrangeiro – Sara Albrecht, jornalista e analista em RI
16h30min: Intervalo
16h50min: Palestra Sustentabilidade no Turismo e nos Meios de Hospedagem - Alexandre Garrido, consultor do Sebrae e ABNT
18h: Lançamento do Edital de Implementação da ABNT NBR 15.401
19h: Cerimônia de Entrega do Certificado da ABNT NBR 15.401
19h30min: Encerramento
Instituto Falcão Bauer da Qualidade
O IFBQ - Instituto Falcão Bauer da Qualidade é um organismo brasileiro sem fins lucrativos, que atua na área de certificação de Produtos e Sistemas de Gestão, com base e parcerias comerciais com organismos internacionais e acreditado pelo Inmetro para diversas certificações de produtos e sistemas.
O IFBQ é uma das primeiras certificadoras de produtos no Brasil, com clientes em todo território nacional, assim como no exterior, em países da Ásia, Europa, Américas do Norte, Central e Sul.
A marca IFBQ está presente no dia a dia dos consumidores brasileiros, garantindo a qualidade dos produtos e serviços, principalmente no que se refere a segurança, a saúde e a preservação do meio ambiente. Fonte: www.ifbauer.org.br
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Quem quer aumento no próximo ano?
De acordo com dados do segundo trimestre do International Business
Report (IBR) 2012 da Grant Thornton, 88% dos empresários brasileiros
pretendem aumentar o salário dos seus colaboradores nos próximos doze
meses. O percentual está bem acima da média global (65%). A pesquisa
engloba mais de 11.500 mil empresas privadas em 40 países.
Dos executivos entrevistados no Brasil que planejam elevar os salários, 63% vão fazer em linha com a taxa de inflação e 25% disseram que o aumento deve ser acima da taxa. Um comparativo com outros países oferece que o empresariado da Alemanha (33%), Índia (30%) e África do Sul (29%) são os que mais esperam aumentar os salários acima da inflação.
“A taxa de desemprego aliada com uma analise do salário real e ajustes salariais são indicadores chave para sinalizar a situação econômica de um país. O importante é analisar se os aumentos salariais são oriundos de melhoria de desempenho, do momento econômico ou depressões inflacionárias,” diz Antoniel Silva, diretor de Gestão e Pessoas da Grant Thornton Brasil.
Entre os países que mais pretendem elevar a remuneração de seus funcionários em linha ou acima da taxa de inflação estão: Argentina e Turquia (ambos com 96%), África do Sul (92%), Hong Kong (90%) e Austrália, Canadá e Suécia (todos com 88%). A Grécia é o mais pessimista com relação à elevação da remuneração nesse ano com apenas 2% dos empresários esperando aumentar os salários nos próximos doze meses, seguida da Irlanda e Armênia (os dois países com 22%).
Regionalmente, a América do Norte (87%) e a América Latina (85%) apresentam o maior percentual de empresários que pretendem elevar os salários nos próximos doze meses. Em seguida aparecem os países do sudeste asiáticos (75%).
Globalmente, os empresários do setor de saúde (90%) são os que mais disseram que pretendem elevar os salários, seguidos pelo segmento de serviços financeiros (88%), Agricultura (82%) e tecnologia limpa (79%).
Sobre o IBR
O International Business Report da Grant Thornton (IBR) é uma pesquisa realizada há 19 anos que tem como objetivo fornecer informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 11.500 empresas em 40 economias anualmente. São entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país.
Coleta de dados
A pesquisa é realizada principalmente por meio de entrevistas telefônicas com duração de aproximadamente 15 minutos, com exceção do Japão (por correio), das Filipinas e da Armênia (pessoalmente), China continental e Índia (combinação de entrevistas pessoalmente e por telefone), onde as diferenças culturais requerem uma abordagem própria. As entrevistas telefônicas permitem à Grant Thornton International realizar a quantidade exata recomendada de pesquisas e garantir que as pessoas mais apropriadas sejam entrevistadas dentro das organizações que cumprem com os critérios de perfil exigidos. A coleta de dados é administrada pelo sócio principal de pesquisa da Grant Thornton International - Experian Business Strategies. Os questionários são traduzidos para os idiomas locais, e cada país participante tem a opção de realizar perguntas específicas e adicioná-las ao questionário principal.
Sobre a Grant Thornton International Ltd
Todas e quaisquer referências à Grant Thornton International são à Grant Thornton International Ltd ou às suas firmas membro. A Grant Thornton International Ltd é uma das principais organizações mundiais de contabilidade e consultoria com propriedade e administração independentes. Suas firmas prestam serviços de auditoria, tributos e assessoria especializada a empresas privadas e entidades de interesse público. Os serviços são prestados de maneira independente pelas firmas membro e correspondentes da Grant Thornton International, uma entidade de cúpula internacional organizada como uma sociedade de responsabilidade limitada por garantia e constituída na Inglaterra e País de Gales. A Grant Thornton International não presta serviços em seu próprio nome ou de qualquer outra forma. A Grant Thornton International e as firmas membro não formam uma sociedade internacional.
Sobre a Grant Thornton Brasil
A Grant Thornton Brasil é a firma-membro da Grant Thornton International no País e oferece serviços de auditoria, tributos, consultoria e outsourcing. Além de uma equipe de profissionais preparada com uma vasta expertise, a Grant Thornton Brasil trabalha com as mais modernas metodologias de trabalho, utilizando ferramentas desenvolvidas pela organização globalmente.
Dos executivos entrevistados no Brasil que planejam elevar os salários, 63% vão fazer em linha com a taxa de inflação e 25% disseram que o aumento deve ser acima da taxa. Um comparativo com outros países oferece que o empresariado da Alemanha (33%), Índia (30%) e África do Sul (29%) são os que mais esperam aumentar os salários acima da inflação.
“A taxa de desemprego aliada com uma analise do salário real e ajustes salariais são indicadores chave para sinalizar a situação econômica de um país. O importante é analisar se os aumentos salariais são oriundos de melhoria de desempenho, do momento econômico ou depressões inflacionárias,” diz Antoniel Silva, diretor de Gestão e Pessoas da Grant Thornton Brasil.
Entre os países que mais pretendem elevar a remuneração de seus funcionários em linha ou acima da taxa de inflação estão: Argentina e Turquia (ambos com 96%), África do Sul (92%), Hong Kong (90%) e Austrália, Canadá e Suécia (todos com 88%). A Grécia é o mais pessimista com relação à elevação da remuneração nesse ano com apenas 2% dos empresários esperando aumentar os salários nos próximos doze meses, seguida da Irlanda e Armênia (os dois países com 22%).
Regionalmente, a América do Norte (87%) e a América Latina (85%) apresentam o maior percentual de empresários que pretendem elevar os salários nos próximos doze meses. Em seguida aparecem os países do sudeste asiáticos (75%).
Globalmente, os empresários do setor de saúde (90%) são os que mais disseram que pretendem elevar os salários, seguidos pelo segmento de serviços financeiros (88%), Agricultura (82%) e tecnologia limpa (79%).
Sobre o IBR
O International Business Report da Grant Thornton (IBR) é uma pesquisa realizada há 19 anos que tem como objetivo fornecer informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 11.500 empresas em 40 economias anualmente. São entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país.
Coleta de dados
A pesquisa é realizada principalmente por meio de entrevistas telefônicas com duração de aproximadamente 15 minutos, com exceção do Japão (por correio), das Filipinas e da Armênia (pessoalmente), China continental e Índia (combinação de entrevistas pessoalmente e por telefone), onde as diferenças culturais requerem uma abordagem própria. As entrevistas telefônicas permitem à Grant Thornton International realizar a quantidade exata recomendada de pesquisas e garantir que as pessoas mais apropriadas sejam entrevistadas dentro das organizações que cumprem com os critérios de perfil exigidos. A coleta de dados é administrada pelo sócio principal de pesquisa da Grant Thornton International - Experian Business Strategies. Os questionários são traduzidos para os idiomas locais, e cada país participante tem a opção de realizar perguntas específicas e adicioná-las ao questionário principal.
Sobre a Grant Thornton International Ltd
Todas e quaisquer referências à Grant Thornton International são à Grant Thornton International Ltd ou às suas firmas membro. A Grant Thornton International Ltd é uma das principais organizações mundiais de contabilidade e consultoria com propriedade e administração independentes. Suas firmas prestam serviços de auditoria, tributos e assessoria especializada a empresas privadas e entidades de interesse público. Os serviços são prestados de maneira independente pelas firmas membro e correspondentes da Grant Thornton International, uma entidade de cúpula internacional organizada como uma sociedade de responsabilidade limitada por garantia e constituída na Inglaterra e País de Gales. A Grant Thornton International não presta serviços em seu próprio nome ou de qualquer outra forma. A Grant Thornton International e as firmas membro não formam uma sociedade internacional.
Sobre a Grant Thornton Brasil
A Grant Thornton Brasil é a firma-membro da Grant Thornton International no País e oferece serviços de auditoria, tributos, consultoria e outsourcing. Além de uma equipe de profissionais preparada com uma vasta expertise, a Grant Thornton Brasil trabalha com as mais modernas metodologias de trabalho, utilizando ferramentas desenvolvidas pela organização globalmente.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Impeachment biônico no Paraguai poderá prejudicar substancialmente sua população
Confiram mais um oportuno artigo sobre a situação do Paraguai e o que pode acontecer lá com a sua população, de autoria do professor Reginaldo Gonçalves, que é coordenador de Ciências Contábeis da FASM (Faculdade Santa Marcelina).
Como se viu em toda a mídia, Fernando Lugo foi deposto da Presidência da República do Paraguai, país com população estimada de 6,5 milhões (2011), PIB de aproximadamente US$ 33,31 bilhões (2010) e renda per capita de US$ 5,2 mil (2010). Em 2009, estimava-se que 18,8% da população paraguaia vivia em nível de pobreza, mas, desde 2007, vem melhorando o processo de inclusão socioeconômica. O endividamento externo gira em torno de US$ 2,45 bilhões. O impeachment do chefe de Estado, realizado em pouco mais de 24 horas, começa a apresentar consequências que poderão prejudicar a população. As medidas tomadas pelo Congresso Paraguaio em um movimento emergencial justifica o processo, que não está sendo considerado golpe de Estado, em virtude de atitudes efetuadas pelo então presidente, como: problema com os quartéis, autorização para reprimir invasões de terras, aumento da criminalidade e assinatura de um polêmico documento que poderá gerar problemas no fornecimento de energia.
As consequências de um julgamento expressamente rápido coloca em dúvidas as questões da soberania de seu povo. Não se tem conhecimento na história de tal fato e é de se estranhar tal posição e forma como o presidente foi destituído, sem condições de defesa. A situação chamou a atenção dos países vizinhos e alguns, como represália, já anunciaram a retirada de embaixadores. O governo venezuelano já ameaçou a retaliação imediata, com o bloqueio no envio de petróleo, o que poderá ter outras consequências para o país vizinho. O vice-presidente Frederico Franco assumiu a chefia de Estado e de governo, mas já se vê numasituação crítica, questionada pela própria população e tentando alinhavar com os países vizinhos uma forma de ajuda para que minimize os impactos negativos do impeachment.
Além dos problemas internos causados pelo impeachment, outras dificuldades surgiram. Poderá, inclusive, haver retaliações, censura pública, dificuldades em produzir e comercializar com outros países. Essa situação já é demonstrada pelos próprios participantes do Mercosul, que suspenderam a participação do Paraguai nas próximas reuniões comerciais. Na situação em que se encontra o Paraguai e para restabelecer a ordem política e econômica somente haverá uma saída democrática: uma nova eleição presidencial. Somente nesse caso é possível a volta do equilíbrio e o respeito à população. As medidas radicais só demonstram fraqueza dos governantes e seus aliados, que se vestem em pele de cordeiro e depois,como se fossem deuses, tomam atitudes que não têm respaldo dos seus próprios pares. Que isso sirva de aprendizado. É muito cedo ainda para identificar os problemas que surgirão, inclusive com as condições das fronteiras, aumento da incidência de roubos e prejuízos de natureza econômica. As condições de quem mora em fronteira será difícil e poderão haver chacinas por conta da grave crise interna.
Outra situação que demonstra falta de equilíbrio e responsabilidade é que o atual presidente busca alinhavar acordo com os países vizinhos e quer conversar com o presidente destituído. Isso suscita no mínimo dúvidas com relação à atuação do Congresso Paraguaio, que deve ter efetuado tal procedimento com apoio de países como os Estados Unidos. O que os Paraguaios não podem esquecer é que a situação atual do país em viver com dificuldades financeiras e não conseguir um equilíbriointerno deve-se ao financiamento da Guerra do Paraguai. O que é fundamental é que países vizinhos analisarão até que ponto o povo paraguaio apoia ou não a destituição do presidente Lugo, pois, se houver apoio popular, serão obrigados a aceitar a legitimidade do novo presidente Frederico Franco.
Como se viu em toda a mídia, Fernando Lugo foi deposto da Presidência da República do Paraguai, país com população estimada de 6,5 milhões (2011), PIB de aproximadamente US$ 33,31 bilhões (2010) e renda per capita de US$ 5,2 mil (2010). Em 2009, estimava-se que 18,8% da população paraguaia vivia em nível de pobreza, mas, desde 2007, vem melhorando o processo de inclusão socioeconômica. O endividamento externo gira em torno de US$ 2,45 bilhões. O impeachment do chefe de Estado, realizado em pouco mais de 24 horas, começa a apresentar consequências que poderão prejudicar a população. As medidas tomadas pelo Congresso Paraguaio em um movimento emergencial justifica o processo, que não está sendo considerado golpe de Estado, em virtude de atitudes efetuadas pelo então presidente, como: problema com os quartéis, autorização para reprimir invasões de terras, aumento da criminalidade e assinatura de um polêmico documento que poderá gerar problemas no fornecimento de energia.
As consequências de um julgamento expressamente rápido coloca em dúvidas as questões da soberania de seu povo. Não se tem conhecimento na história de tal fato e é de se estranhar tal posição e forma como o presidente foi destituído, sem condições de defesa. A situação chamou a atenção dos países vizinhos e alguns, como represália, já anunciaram a retirada de embaixadores. O governo venezuelano já ameaçou a retaliação imediata, com o bloqueio no envio de petróleo, o que poderá ter outras consequências para o país vizinho. O vice-presidente Frederico Franco assumiu a chefia de Estado e de governo, mas já se vê numasituação crítica, questionada pela própria população e tentando alinhavar com os países vizinhos uma forma de ajuda para que minimize os impactos negativos do impeachment.
Além dos problemas internos causados pelo impeachment, outras dificuldades surgiram. Poderá, inclusive, haver retaliações, censura pública, dificuldades em produzir e comercializar com outros países. Essa situação já é demonstrada pelos próprios participantes do Mercosul, que suspenderam a participação do Paraguai nas próximas reuniões comerciais. Na situação em que se encontra o Paraguai e para restabelecer a ordem política e econômica somente haverá uma saída democrática: uma nova eleição presidencial. Somente nesse caso é possível a volta do equilíbrio e o respeito à população. As medidas radicais só demonstram fraqueza dos governantes e seus aliados, que se vestem em pele de cordeiro e depois,como se fossem deuses, tomam atitudes que não têm respaldo dos seus próprios pares. Que isso sirva de aprendizado. É muito cedo ainda para identificar os problemas que surgirão, inclusive com as condições das fronteiras, aumento da incidência de roubos e prejuízos de natureza econômica. As condições de quem mora em fronteira será difícil e poderão haver chacinas por conta da grave crise interna.
Outra situação que demonstra falta de equilíbrio e responsabilidade é que o atual presidente busca alinhavar acordo com os países vizinhos e quer conversar com o presidente destituído. Isso suscita no mínimo dúvidas com relação à atuação do Congresso Paraguaio, que deve ter efetuado tal procedimento com apoio de países como os Estados Unidos. O que os Paraguaios não podem esquecer é que a situação atual do país em viver com dificuldades financeiras e não conseguir um equilíbriointerno deve-se ao financiamento da Guerra do Paraguai. O que é fundamental é que países vizinhos analisarão até que ponto o povo paraguaio apoia ou não a destituição do presidente Lugo, pois, se houver apoio popular, serão obrigados a aceitar a legitimidade do novo presidente Frederico Franco.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
O maior ganho da Rio+20
Agora vem a ressaca da Rio + 20 e nos perguntamos: o quê o grande evento nos deixa? Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Escola de Negócios e
membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do
CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da
República), responde algumas questões dessas nesse artigo que reproduzo.
Apesar da frustração da opinião pública e ONGs com os resultados da Rio+20, o Brasil teve sua liderança internacional fortalecida, pois conseguiu formalizar e aprovar o texto conclusivo, cujo rascunho sequer estava pronto no dia de abertura da Conferência da ONU. Quem enfatizou isso foi a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em seu pronunciamento no último dia do evento: “Pode ser um momento difícil, mas graças ao Brasil conseguimos nos juntar em um documento final”.
A representante de Washington tem razão quanto aos obstáculos conjunturais, pois a crise econômica no Hemisfério Norte prejudicou os avanços dos acordos relativos aos três eixos da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. Porém, a diplomacia brasileira conseguiu manter em aberto os princípios mais importantes para a futura viabilização dessas metas, a começar pelo fortalecimento do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que passará a ter recursos orçamentários próprios, deixando de depender apenas de doações.
Do mesmo modo, foi um avanço o instrumento internacional relativo à Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar, visando ao uso sustentável da biodiversidade e conservação oceânica. A criação do sonhado fundo de US$ 30bilhões para a recuperação ambiental obviamente não se efetivou no presentecenário de crise, mas o princípio ficou em aberto, mantendo-se viva a cobrança às nações desenvolvidas de ressarcimento ao Planeta de toda a devastação que promoveram nos séculos 19 e 20 para enriquecer. Também não se formalizaram medidas práticas para o desenvolvimento sustentável, mas se reiterou o compromisso de novas metas a partir de 2015, quando expiram os Objetivos do Milênio.
Por outro lado, reuniões paralelas com diferentes legislações criaram novas ou consolidaram alianças que terão continuidade. Exemplo: organizada pelo Conselho de DesenvolvimentoEconômico e Social da Presidência da República, realizou-se mesa de trabalho conjunta com a delegação russa. Coordenada por mim, esta reunião produziu acordo para exploração sustentável de nossos recursos minerais. Esses entendimentos continuarão em nova rodada, no próximo ano, em San Petersburgo, na Rússia. Outros dois eventos paralelos me chamaram a atenção: o Congresso Mundial sobre Justiça, Governança e Legislação para a Sustentabilidade, no Tribunal de Justiça RJ, e o Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, promovido por entidades da indústria.
Realmente, a Rio+20 não deu respostas efetivas ao mundo à altura dosgraves desafios referentes à erradicação da miséria, mudanças climáticas, recuperação ambiental e segurança alimentar. Entretanto, não pode ser considerado um fracasso, pois manteve íntegros e vigentes os compromissos pertinentes a essas conquistas. O seu maior ganho foi mobilizar a opinião pública internacional, e isso é decisivo, pois no planeta das democracias os governantes, mais cedo ou mais tarde, terão de fazer o que a sociedade exigir!
Apesar da frustração da opinião pública e ONGs com os resultados da Rio+20, o Brasil teve sua liderança internacional fortalecida, pois conseguiu formalizar e aprovar o texto conclusivo, cujo rascunho sequer estava pronto no dia de abertura da Conferência da ONU. Quem enfatizou isso foi a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em seu pronunciamento no último dia do evento: “Pode ser um momento difícil, mas graças ao Brasil conseguimos nos juntar em um documento final”.
A representante de Washington tem razão quanto aos obstáculos conjunturais, pois a crise econômica no Hemisfério Norte prejudicou os avanços dos acordos relativos aos três eixos da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. Porém, a diplomacia brasileira conseguiu manter em aberto os princípios mais importantes para a futura viabilização dessas metas, a começar pelo fortalecimento do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que passará a ter recursos orçamentários próprios, deixando de depender apenas de doações.
Do mesmo modo, foi um avanço o instrumento internacional relativo à Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar, visando ao uso sustentável da biodiversidade e conservação oceânica. A criação do sonhado fundo de US$ 30bilhões para a recuperação ambiental obviamente não se efetivou no presentecenário de crise, mas o princípio ficou em aberto, mantendo-se viva a cobrança às nações desenvolvidas de ressarcimento ao Planeta de toda a devastação que promoveram nos séculos 19 e 20 para enriquecer. Também não se formalizaram medidas práticas para o desenvolvimento sustentável, mas se reiterou o compromisso de novas metas a partir de 2015, quando expiram os Objetivos do Milênio.
Por outro lado, reuniões paralelas com diferentes legislações criaram novas ou consolidaram alianças que terão continuidade. Exemplo: organizada pelo Conselho de DesenvolvimentoEconômico e Social da Presidência da República, realizou-se mesa de trabalho conjunta com a delegação russa. Coordenada por mim, esta reunião produziu acordo para exploração sustentável de nossos recursos minerais. Esses entendimentos continuarão em nova rodada, no próximo ano, em San Petersburgo, na Rússia. Outros dois eventos paralelos me chamaram a atenção: o Congresso Mundial sobre Justiça, Governança e Legislação para a Sustentabilidade, no Tribunal de Justiça RJ, e o Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, promovido por entidades da indústria.
Realmente, a Rio+20 não deu respostas efetivas ao mundo à altura dosgraves desafios referentes à erradicação da miséria, mudanças climáticas, recuperação ambiental e segurança alimentar. Entretanto, não pode ser considerado um fracasso, pois manteve íntegros e vigentes os compromissos pertinentes a essas conquistas. O seu maior ganho foi mobilizar a opinião pública internacional, e isso é decisivo, pois no planeta das democracias os governantes, mais cedo ou mais tarde, terão de fazer o que a sociedade exigir!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Magazine Luiza cresce 25,7%
O primeiro trimestre de 2012 foi marcado pelo expressivo crescimento das vendas em 25,7%, finalização do processo de integração das Lojas do Baú, continuidade do processo de integração da Lojas Maia e racionalização dos custos e despesas operacionais.
Os principais destaques no período findo em 31 de março de 2012 foram os seguintes:
Crescimento Expressivo em Vendas: A receita bruta consolidada do Magazine Luiza no 1T12 foi de R$ 2,1 bilhões, crescendo 25,7% em relação ao 1o trimestre de 2011. O crescimento no conceito mesmas lojas foi de 15,9%, o que representou ganhos relevantes de market-share. As vendas pela internet cresceram 42,8%, totalizando R$ 248,5 milhões no 1T12. Nas lojas físicas, as vendas no conceito mesmas lojas foram influenciadas pelo sucesso da Liquidação Fantástica, realizada na primeira semana de 2012, simultaneamente em todas as lojas, e pelo processo de maturação das lojas.
Crescimento Sustentável: A Companhia apresentou um crescimento sustentável no primeiro trimestre de 2012, mantendo uma política conservadora na aprovação de crédito pela Luizacred. A margem bruta consolidada se manteve nos patamares projetados para o trimestre, que consideravam uma melhora na margem da Luizacred e uma redução na margem do varejo, impactada pelo processo de integração da Lojas Maia e do Baú, além da participação significativa da Liquidação Fantástica. A Companhia também manteve sua disciplina financeira, limitando as vendas sem juros.
Finalização do Processo de Integração das Lojas do Baú: A integração sistêmica das Lojas do Baú, última etapa do processo de integração, foi concluída no final de fevereiro de 2012. Todas as lojas já estão integradas aos sistemas do Magazine Luiza desde março, possibilitando a captura de sinergias por meio da redução de despesas administrativas e de logística, com o encerramento dos contratos de locação dos centros de distribuição do Grupo Sílvio Santos. Concluída a integração, pode-se dizer que as lojas iniciaram seu processo de maturação, que deve ser completado em 3 anos. As vendas devem crescer consistentemente, em função de um melhor abastecimento das lojas, dos benefícios da política comercial da Companhia e do treinamento das equipes de vendas.
Continuidade do Processo de Integração da Lojas Maia: A Companhia, dando continuidade ao processo de integração das lojas do Nordeste, realizou a incorporação societária da Lojas Maia no dia 30 de abril de 2012. A próxima fase do processo corresponde à integração sistêmica de todas as lojas, programada para iniciar-se no 2T12. Vale ressaltar que a Companhia já concluiu diversas etapas do processo, incluindo vendas, marketing e treinamento, que possibilitaram o crescimento expressivo do faturamento. A próxima fase possibilitará melhor gestão comercial e redução de despesas.
Racionalização dos Custos e Despesas: A racionalização dos custos e despesas é o foco principal da Companhia a partir de janeiro de 2012, incluindo a revisão dos quadros administrativos e de lojas e de todas as demais despesas operacionais.
Investimentos em Infraestrutura e Expansão: O Magazine Luiza inaugurou 7 lojas no 1T12 e fechou 5 lojas do Baú, passando de 728 lojas em dezembro de 2011 para 730 lojas em março de 2012. Dessa forma, a Companhia mantém o seu plano em relação à abertura orgânica de lojas novas. Vale lembrar que, nos últimos 12 meses, a Companhia incorporou 126 lojas novas à sua base total. Além disso, no 1T12, a Companhia realizou importantes investimentos em infraestrutura, notadamente em logística, referentes, principalmente, às obras de expansão do centro de distribuição de Louveira.
Luizacred: A Luizacred manteve o conservadorismo durante o primeiro trimestre de 2012, com robustas provisões para perdas em crédito de liquidação duvidosa e taxas de aprovação de crédito menores quando comparadas com o 4T11. Os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012. A Luizacred também está participando do projeto de racionalização de custos e despesas, implementando uma série de ações que devem diluir suas despesas operacionais nos próximos trimestres.
Resultados: Os resultados do Magazine Luiza ficaram em linha com o projetado para o 1T12, fruto do crescimento das vendas, do sucesso no processo de integração do Baú e da racionalização de custos e despesas. A maioria das despesas extraordinárias previstas para 2012 já foi realizada no primeiro trimestre, principalmente em janeiro e fevereiro, totalizando R$ 33,5 milhões (sendo R$ 20,3 milhões no Magazine Luiza e Baú, e R$ 13,2 milhões na Lojas Maia). No mês de março, as despesas operacionais já foram significativamente menores e ficaram abaixo do previsto, de forma que a Companhia obteve novamente resultados positivos, tanto no varejo (incluindo Lojas Maia) como no consolidado.
Para os próximos trimestres de 2012, a Companhia reforça o seu foco principal na maturação das lojas novas, integração da Lojas Maia, redução e diluição de despesas e no aumento consistente da rentabilidade:
• Crescimento expressivo em vendas: a Companhia está confiante em continuar crescendo substancialmente as vendas por meio da maturação das novas lojas, da internet e pelas boas perspectivas do mercado brasileiro, com destaque para a probabilidade de diminuição dos juros básicos da economia para o menor patamar histórico;
• Continuidade do processo de integração da Lojas Maia: a integração sistêmica da Lojas Maia deverá ser realizada até o final do 3T12. A partir do 4T12, a Companhia deve se beneficiar de uma gestão totalmente integrada, com diluição de despesas administrativas e de logística. Além disso, a unificação de sistemas deverá trazer benefícios na gestão de capital de giro e de preços, possibilitando um aumento na margem bruta da Lojas Maia;
• Melhoria de rentabilidade na Luizacred: a Companhia espera uma melhora na rentabilidade da Luizacred a partir do segundo semestre do ano devido à maturação da carteira de cartão de crédito e das lojas inauguradas em 2011, diluição das despesas operacionais e redução proporcional das provisões como consequência da melhoria na qualidade da carteira em atraso;
• Resultados: dando continuidade ao projeto de racionalização de custos e despesas, a Companhia planeja implementar novas oportunidades ao longo de 2012, garantindo uma melhoria de rentabilidade nos próximos trimestres. A Administração da Companhia continua confiante na obtenção de melhores indicadores de produtividade e de resultados significativamente positivos para o exercício de 2012.
Magazine Luiza
O Magazine Luiza, fundado em 1957, é uma das maiores redes varejistas com foco em bens duráveis com grande presença nas classes populares do Brasil. Em 2001, com o objetivo de aumentar o relacionamento com os clientes, o Magazine Luiza foi pioneiro ao formar uma parceria com o Itaú Unibanco, criando a Luizacred. Em 2005, o Magazine Luiza também inovou ao se tornar o primeiro varejista a controlar uma empresa de seguros, a Luizaseg, em conjunto com a Cardif, do grupo BNP Paribas. Em 2010, o Magazine Luiza adquiriu a Lojas Maia, umas das maiores redes de varejo com presença em todos os Estados do Nordeste, a região que mais cresce no Brasil. No ano passado, o Magazine Luiza adquiriu 121 pontos de venda das Lojas do Baú. Atualmente, a rede opera 730 lojas e 9 centros de distribuição estrategicamente localizados em 16 Estados brasileiros, cujas economias correspondem a cerca de 75% do PIB nacional.
Os principais destaques no período findo em 31 de março de 2012 foram os seguintes:
Crescimento Expressivo em Vendas: A receita bruta consolidada do Magazine Luiza no 1T12 foi de R$ 2,1 bilhões, crescendo 25,7% em relação ao 1o trimestre de 2011. O crescimento no conceito mesmas lojas foi de 15,9%, o que representou ganhos relevantes de market-share. As vendas pela internet cresceram 42,8%, totalizando R$ 248,5 milhões no 1T12. Nas lojas físicas, as vendas no conceito mesmas lojas foram influenciadas pelo sucesso da Liquidação Fantástica, realizada na primeira semana de 2012, simultaneamente em todas as lojas, e pelo processo de maturação das lojas.
Crescimento Sustentável: A Companhia apresentou um crescimento sustentável no primeiro trimestre de 2012, mantendo uma política conservadora na aprovação de crédito pela Luizacred. A margem bruta consolidada se manteve nos patamares projetados para o trimestre, que consideravam uma melhora na margem da Luizacred e uma redução na margem do varejo, impactada pelo processo de integração da Lojas Maia e do Baú, além da participação significativa da Liquidação Fantástica. A Companhia também manteve sua disciplina financeira, limitando as vendas sem juros.
Finalização do Processo de Integração das Lojas do Baú: A integração sistêmica das Lojas do Baú, última etapa do processo de integração, foi concluída no final de fevereiro de 2012. Todas as lojas já estão integradas aos sistemas do Magazine Luiza desde março, possibilitando a captura de sinergias por meio da redução de despesas administrativas e de logística, com o encerramento dos contratos de locação dos centros de distribuição do Grupo Sílvio Santos. Concluída a integração, pode-se dizer que as lojas iniciaram seu processo de maturação, que deve ser completado em 3 anos. As vendas devem crescer consistentemente, em função de um melhor abastecimento das lojas, dos benefícios da política comercial da Companhia e do treinamento das equipes de vendas.
Continuidade do Processo de Integração da Lojas Maia: A Companhia, dando continuidade ao processo de integração das lojas do Nordeste, realizou a incorporação societária da Lojas Maia no dia 30 de abril de 2012. A próxima fase do processo corresponde à integração sistêmica de todas as lojas, programada para iniciar-se no 2T12. Vale ressaltar que a Companhia já concluiu diversas etapas do processo, incluindo vendas, marketing e treinamento, que possibilitaram o crescimento expressivo do faturamento. A próxima fase possibilitará melhor gestão comercial e redução de despesas.
Racionalização dos Custos e Despesas: A racionalização dos custos e despesas é o foco principal da Companhia a partir de janeiro de 2012, incluindo a revisão dos quadros administrativos e de lojas e de todas as demais despesas operacionais.
Investimentos em Infraestrutura e Expansão: O Magazine Luiza inaugurou 7 lojas no 1T12 e fechou 5 lojas do Baú, passando de 728 lojas em dezembro de 2011 para 730 lojas em março de 2012. Dessa forma, a Companhia mantém o seu plano em relação à abertura orgânica de lojas novas. Vale lembrar que, nos últimos 12 meses, a Companhia incorporou 126 lojas novas à sua base total. Além disso, no 1T12, a Companhia realizou importantes investimentos em infraestrutura, notadamente em logística, referentes, principalmente, às obras de expansão do centro de distribuição de Louveira.
Luizacred: A Luizacred manteve o conservadorismo durante o primeiro trimestre de 2012, com robustas provisões para perdas em crédito de liquidação duvidosa e taxas de aprovação de crédito menores quando comparadas com o 4T11. Os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012. A Luizacred também está participando do projeto de racionalização de custos e despesas, implementando uma série de ações que devem diluir suas despesas operacionais nos próximos trimestres.
Resultados: Os resultados do Magazine Luiza ficaram em linha com o projetado para o 1T12, fruto do crescimento das vendas, do sucesso no processo de integração do Baú e da racionalização de custos e despesas. A maioria das despesas extraordinárias previstas para 2012 já foi realizada no primeiro trimestre, principalmente em janeiro e fevereiro, totalizando R$ 33,5 milhões (sendo R$ 20,3 milhões no Magazine Luiza e Baú, e R$ 13,2 milhões na Lojas Maia). No mês de março, as despesas operacionais já foram significativamente menores e ficaram abaixo do previsto, de forma que a Companhia obteve novamente resultados positivos, tanto no varejo (incluindo Lojas Maia) como no consolidado.
Para os próximos trimestres de 2012, a Companhia reforça o seu foco principal na maturação das lojas novas, integração da Lojas Maia, redução e diluição de despesas e no aumento consistente da rentabilidade:
• Crescimento expressivo em vendas: a Companhia está confiante em continuar crescendo substancialmente as vendas por meio da maturação das novas lojas, da internet e pelas boas perspectivas do mercado brasileiro, com destaque para a probabilidade de diminuição dos juros básicos da economia para o menor patamar histórico;
• Continuidade do processo de integração da Lojas Maia: a integração sistêmica da Lojas Maia deverá ser realizada até o final do 3T12. A partir do 4T12, a Companhia deve se beneficiar de uma gestão totalmente integrada, com diluição de despesas administrativas e de logística. Além disso, a unificação de sistemas deverá trazer benefícios na gestão de capital de giro e de preços, possibilitando um aumento na margem bruta da Lojas Maia;
• Melhoria de rentabilidade na Luizacred: a Companhia espera uma melhora na rentabilidade da Luizacred a partir do segundo semestre do ano devido à maturação da carteira de cartão de crédito e das lojas inauguradas em 2011, diluição das despesas operacionais e redução proporcional das provisões como consequência da melhoria na qualidade da carteira em atraso;
• Resultados: dando continuidade ao projeto de racionalização de custos e despesas, a Companhia planeja implementar novas oportunidades ao longo de 2012, garantindo uma melhoria de rentabilidade nos próximos trimestres. A Administração da Companhia continua confiante na obtenção de melhores indicadores de produtividade e de resultados significativamente positivos para o exercício de 2012.
Magazine Luiza
O Magazine Luiza, fundado em 1957, é uma das maiores redes varejistas com foco em bens duráveis com grande presença nas classes populares do Brasil. Em 2001, com o objetivo de aumentar o relacionamento com os clientes, o Magazine Luiza foi pioneiro ao formar uma parceria com o Itaú Unibanco, criando a Luizacred. Em 2005, o Magazine Luiza também inovou ao se tornar o primeiro varejista a controlar uma empresa de seguros, a Luizaseg, em conjunto com a Cardif, do grupo BNP Paribas. Em 2010, o Magazine Luiza adquiriu a Lojas Maia, umas das maiores redes de varejo com presença em todos os Estados do Nordeste, a região que mais cresce no Brasil. No ano passado, o Magazine Luiza adquiriu 121 pontos de venda das Lojas do Baú. Atualmente, a rede opera 730 lojas e 9 centros de distribuição estrategicamente localizados em 16 Estados brasileiros, cujas economias correspondem a cerca de 75% do PIB nacional.
sábado, 21 de abril de 2012
De onde saiu "O Quinto dos Infernos"?
O texto não é meu, é daqueles que saem na internet e são divulgados nas redes sociais. Achei pertinente publicá-lo neste feriado de Tiradentes. A sabedoria popular nos surpreende muitas vezes, esclarecendo algumas coisas interessantes.
Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.
Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam
"O Quinto dos Infernos".
E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Bom, aí vem uma parte deste texto, espalhada pela web, bastante forte e até mesmo chula. Repito, a autoria não é minha, mas concordo com o teor, com a essência deste protesto contra a atual carga tributária brasileira. Diz mais ou menos assim:
"Para quê? Para sustentar a corrupção? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...!"
Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.
Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam
"O Quinto dos Infernos".
E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Bom, aí vem uma parte deste texto, espalhada pela web, bastante forte e até mesmo chula. Repito, a autoria não é minha, mas concordo com o teor, com a essência deste protesto contra a atual carga tributária brasileira. Diz mais ou menos assim:
"Para quê? Para sustentar a corrupção? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...!"
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Necessidade de Crescimento
Confiram o artigo sobre a demora do Brasil a acordar para seu próprio crescimento. Estamos com a faca e o queijo na mão, mas ainda muito atrás das cinco primeiras economias mundiais. O texto é de Roni de Oliveira Franco, sócio da Trevisan Gestão & Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios. Boa leitura!
Sexta economia mundial. Quem diria que chegaríamos a esse patamar – e na velocidade com que o alcançamos. A previsão é que, até 2016, superemos a França, ficando entre as cinco maiores potências econômicas. Só que isso acarretará responsabilidades para o País. Para manter o crescimento sustentável, precisamos urgentemente de uma melhoria na educação, para formarmos profissionais mais qualificados.
Também necessitamos de empresas mais expressivas no mercado brasileiro. Não adianta ficarmos na mesmice. Se o Brasil não é mais o mesmo, por que temos de manter as organizações nos mesmos padrões?
Já faz um tempo que podemos reparar que as necessidades das empresas situadas no Brasil – e aqui digo nacionais e multinacionais – tiveram uma alteração no perfil. Com isso, as organizações que prestam serviços especializados começaram a se adaptar, principalmente ampliando o seu leque de serviços.
Um estudo realizado pela Global Approach Consulting (GAC) mostrou que 76% das 30 maiores empresas que atuam no Brasil querem investir em inovação em 2012. Pode ter certeza que dentro das novas ações dessas organizações estão, inclusive, atacar os mercados que ainda estão deficitários no País. Inovar é crescer!
O desenvolvimento rápido do Brasil e a falta, principalmente, de preparo, de base, fez com que tenhamos uma grande defasagem em comparação aos cinco países que possuem, ainda, uma economia melhor do que a nossa. E podemos afirmar que muitas que estão atrás de nós nesse ranking também são superiores. É claro que o Brasil ainda está engatinhando perto de nações europeias. Temos pouco mais de 500 anos e, mesmo assim, já somos superiores a muitas delas.
Além disso, inovação é um dos fatores principais para nos mantermos por um longo tempo no mercado. No Brasil, por exemplo, 60% das empresas são fechadas em menos de quatro anos de atuação, de acordo com o Sebrae. Ou seja, o percentual de continuidade e de perenidade do negócio é muito baixo. Normalmente, isso acontece com as micro e pequenas (MPEs), que representam 98% de todas as organizações – no País há mais de cinco milhões.
Temos de lembrar que essas firmas são as que mais empregam no País. Então, com um pensamento rápido e prático, podemos entender que: se a empresa não inova, ela provavelmente não passará dos seus primeiros cinco anos de vida; se ela fechar, muitos profissionais vão ficar desempregados, o que não favorece a economia nacional. Resumindo: precisamos sempre inovar. As empresas necessitam disso para crescer e expandir os seus negócios.
Sexta economia mundial. Quem diria que chegaríamos a esse patamar – e na velocidade com que o alcançamos. A previsão é que, até 2016, superemos a França, ficando entre as cinco maiores potências econômicas. Só que isso acarretará responsabilidades para o País. Para manter o crescimento sustentável, precisamos urgentemente de uma melhoria na educação, para formarmos profissionais mais qualificados.
Também necessitamos de empresas mais expressivas no mercado brasileiro. Não adianta ficarmos na mesmice. Se o Brasil não é mais o mesmo, por que temos de manter as organizações nos mesmos padrões?
Já faz um tempo que podemos reparar que as necessidades das empresas situadas no Brasil – e aqui digo nacionais e multinacionais – tiveram uma alteração no perfil. Com isso, as organizações que prestam serviços especializados começaram a se adaptar, principalmente ampliando o seu leque de serviços.
Um estudo realizado pela Global Approach Consulting (GAC) mostrou que 76% das 30 maiores empresas que atuam no Brasil querem investir em inovação em 2012. Pode ter certeza que dentro das novas ações dessas organizações estão, inclusive, atacar os mercados que ainda estão deficitários no País. Inovar é crescer!
O desenvolvimento rápido do Brasil e a falta, principalmente, de preparo, de base, fez com que tenhamos uma grande defasagem em comparação aos cinco países que possuem, ainda, uma economia melhor do que a nossa. E podemos afirmar que muitas que estão atrás de nós nesse ranking também são superiores. É claro que o Brasil ainda está engatinhando perto de nações europeias. Temos pouco mais de 500 anos e, mesmo assim, já somos superiores a muitas delas.
Além disso, inovação é um dos fatores principais para nos mantermos por um longo tempo no mercado. No Brasil, por exemplo, 60% das empresas são fechadas em menos de quatro anos de atuação, de acordo com o Sebrae. Ou seja, o percentual de continuidade e de perenidade do negócio é muito baixo. Normalmente, isso acontece com as micro e pequenas (MPEs), que representam 98% de todas as organizações – no País há mais de cinco milhões.
Temos de lembrar que essas firmas são as que mais empregam no País. Então, com um pensamento rápido e prático, podemos entender que: se a empresa não inova, ela provavelmente não passará dos seus primeiros cinco anos de vida; se ela fechar, muitos profissionais vão ficar desempregados, o que não favorece a economia nacional. Resumindo: precisamos sempre inovar. As empresas necessitam disso para crescer e expandir os seus negócios.
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