quinta-feira, 5 de março de 2015

O segredo para economizar pode estar em ações dentro de casa

Em tempos de crise, o negócio é economizar. E ao invés de depender do governo, dos especialistas, das autoridades e do comércio em geral, os cortes podem começar em casa. Leiam esse artigo bem interessante e prático de Reinaldo Domingos, educador financeiro, autor do best seller Terapia Financeira e dos livros como Eu mereço ter dinheiro, Livre-se das Dívidas e Ter Dinheiro Não Tem Segredo, todos lançados pela Editora DSOP: 

A história é a mesma, quem não conseguem poupar sempre afirmam que isso acontece porque não tem mais de onde cortar os gastos, que já estão no limite do orçamento. Contudo, sabia que existem pesquisas apontando que, nos gastos domésticos, 25% em média são desperdícios? Assim, faço um desafio a você leitor: comece a colocar em prática pequenas ações de economia e veja quanto conseguirá poupar ao fim de um ano.

Em casa, é preciso que todos estejam envolvidos e motivados a realizarem seus sonhos, assim, todos terão estímulos para reduzirem os gastos mensais. É preciso fazer um diagnóstico financeiro e descobrir para onde está indo cada centavo do dinheiro. Com esse número em mão é hora de sentar com a família para inserir a educação financeira no cotidiano, lembrando que não se trata de matemática, planilhas e cálculos, mas sim hábitos e costumes.

Assim, não deve ser uma reunião de corte de gastos, mas sim de projeções de ganhos e objetivos realizados. Também é importante que se mostre que na maioria das vezes a economia se dá em pequenos gastos, que na maioria das vezes nem se percebe que existe excessos. Veja exemplos de como é possível economizar:
 
Na compra de alimentos, evite excessos e otimize a utilização do que se comprou. Prefira comprar no horário final das feiras ou varejões. É possível encontrar produtos bons. Com isso, se pode reduzir em média por mês, no mínimo, R$108,00;
Ao levar as crianças para escola, busque revezamento de pais; se associe com pais de colegas de seus filhos que moram próximos a sua casa. Um responsável leva uma semana, na outra, outro busca e assim por diante, o que pode gerar uma economia, por mês, de R$ 150,00;
Em relação a planos de telefonia celular, fixo e internet ou TV por assinatura, veja se tudo o que possui é necessário. Além disso, negocie com operadoras por descontos. Com isso, se pode garantir uma economia de até R$ 150,00 por mês;
Economia na energia elétrica, gás e água podem garantir bons retornos financeiros. São gestos simples como desligar os aparelhos quando não estão sendo utilizados, apagar as luzes, banhos mais curtos, não deixar a torneira aberta para lavar louça e evitar torneira de água quente, podem gerar economia de mais de R$66,00 mensais;
Nos passeios de fim de semana, pode trocar passeios caros por mais baratos, como trocar shopping, cinema e restaurantes, por passeios no parque, visitas a museus e refeições em casa. Isso pode garantir uma economia mensal de até R$200,00.

Esses são apenas alguns exemplos, mas, com essas simples ações, consegue-se fazer uma economia de, aproximadamente, R$ 671,00 por mês, o que em um ano resulta em uma economia de R$ 8.052,00 sem investimento. Agora, se aplicar esse dinheiro em uma aplicação a 0,6% ao mês, em cinco anos, se terá um total de R$ 48.288,34. Vale a pena ou não tentar?

terça-feira, 3 de março de 2015

Pare de arrumar desculpas e supere suas metas

Confira esse oportuno artigo de Erik Penna, profissional especialista em vendas, consultor, www.erikpenna.com.br
palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site:

"Você não consegue escapar da responsabilidade de amanhã esquivando-se dela hoje" (Abraham Lincoln)

Foi só começar o ano para nos depararmos com uma enxurrada de matérias, discursos e previsões pessimistas quanto ao crescimento da economia e o futuro do país.

A pergunta é: será que no final do ano ouviremos que todas as empresas do Brasil tiveram péssimos resultados ou que algumas vão triunfar, enquanto outras ficarão se lamentando?

Digo isso porque tenho ministrado diversos treinamentos em empresas por todo país e percebo que muitos vendedores querem o mérito pela vitória, mas não assumem a responsabilidade quando o objetivo não é alcançado.

Ao conversar com profissionais de vendas escuto 2 tipos de histórias, sendo uma bem diferente da outra na forma de encarar a realidade. Confira:

- O primeiro grupo é aquele formado por vendedores excelentes, que normalmente atingem e até ultrapassam as metas. Quando perguntamos sobre o motivo do êxito, atribuem rapidamente o sucesso à sua performance, ou seja, um fator próprio e interno. Desta forma, desejam reconhecimento e esperam pelo aplauso.

- O segundo grupo é aquele formado por colaboradores que não atingem as metas. Quando são questionados sobre o motivo do insucesso, rapidamente atribuem a fatores externos, como crise no país, incertezas da economia, ajustes do governo, problemas com clientes. Enfim, as desculpas são muito variadas, mas repare que sempre ligadas a um motivo externo que os eximem da culpa pelo baixo resultado.

Chego à conclusão que tem profissional que só quer ser o pai se o filho for bonito, pois se ele for feio, logo transfere para outro a responsabilidade.

Aprecio o livro 4 Hábitos dos Vencedores. Nele, Dick Lyles apresenta 4 atitudes das pessoas de sucesso e um deles é “não troque resultados por desculpas”.

É evidente que fatores externos influenciam os resultados, mas na medida em que você os coloca na mesa para justificar o insucesso, você passa a ter postura de perdedor.

Estude a trajetória dos campeões e dos profissionais de sucesso e perceberá que eles são sempre os responsáveis pela vitória, mas também não fogem nem apresentam justificativas externas quando não conseguem o esperado. Afinal, o segredo é olhar sempre para dentro de si.

Quem deseja ser reconhecido como um vencedor, um verdadeiro campeão, não deve transferir a culpa do insucesso para os agentes externos. Quem é grande sabe que é preciso ter a humildade de reconhecer as falhas para só assim encontrar novos e melhores caminhos.

Certa vez, acompanhei uma entrevista da Luiza Helena Trajano, mega empresária do varejo brasileiro. Quando perguntaram sobre uma crise, ela respondeu:

- Que crise? Crise só se for para a concorrência, aqui não tem crise, aqui tem trabalho, criatividade e inovação.

Portanto, se os números não estiverem a contento, pare de procurar culpados, olhe para dentro de si, mexa-se, inove e maximize sua performance. Somente dessa forma você aperfeiçoará seu desempenho, ampliará seus resultados e, assim, poderá se apropriar dos louros da vitória quando ela chegar.

E lembre-se que os elogios e o reconhecimento dos outros são muito bem vindos, no entanto, saiba que o mais importante são os aplausos que vem do nosso interior.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Características imprescindíveis e como desenvolver a resiliência no campo profissional

Existem características que com o passar do tempo se tornam imprescindíveis para qualquer profissional do mercado. Atualmente, tem um grande destaque para os contratantes a necessidade de resiliência perante mudanças e adversidades. Mas o que é e como conquistar essa qualidade?

Segundo Lucienne Baldez, especialista em treinamento e desenvolvimento da Innovia Training e Consulting, o termo resiliência, foi emprestado da física; que utiliza esta palavra para avaliar a capacidade de um material retornar ao seu estado normal, após sofrer pressão. Para as ciências humanas, este termo tem sido utilizado para avaliar a capacidade das pessoas agirem positivamente frente às adversidades.

“As pessoas resilientes, são capazes de lidar com problemas, conflitos ou situações estressantes, sem se abalar emocionalmente. Elas conseguem manter otimismo, confiança e autocontrole nas situações mais inesperadas e conflitantes”, explica Baldez. Contudo, diferente do que a maioria das pessoas imagina, a capacidade de resiliência não nasce com as pessoas e sim pode e deve ser desenvolvida.

Assim, a especialista da Innovia pontuou os três passos para quem deseja desenvolver essa qualidade:
1. O primeiro passo é ter consciência do que é resiliência, de sua importância para o profissional e para a organização.
2. O segundo passo é conhecer métodos e ferramentas eficazes, para adquirir atitudes resilientes.
3. O terceiro passo é colocar em prática estas ferramentas e tornar estas práticas um hábito.
“Nenhuma mudança comportamental é adquirida sem conhecimento, prática e treino. No começo não é tão simples, mas com empenho, perseverança e ferramentas adequadas, se conseguirá descobrir que ser resiliente é a ferramenta mais importante e a mais utilizada pelos profissionais de sucesso”, conta Baldez.

Algumas características são marcantes em uma pessoa resiliente, dentre as quais podem ser destacadas:
Não ter medo de encarar novidades e mudanças, vendo essas como oportunidades – o profissional que se mostra motivado perante as mudanças no ambiente de trabalho geralmente são as primeiras a serem chamadas para debates de novos caminhos e projetos das empresas;
Autoestima elevada no ambiente de trabalho – uma pessoa com autoconfiança terá menos dificuldade ao ver mudanças no seu ambiente de trabalho, e o mais importante se sentirá preparado para novos desafios;
Estar emocionalmente estável – uma característica da pessoa resiliente é saber que sempre ocorrerão altos e baixos no ambiente de trabalho, contudo, mesmo perante dificuldades é imprescindível que se mantenha as emoções estáveis, respondendo adequadamente as demandas;
Possuir valores e princípios positivos – pessoas com valores e princípios morais bons, em sua maioria tem uma maior facilidade de ouvir e entender, pois sabe respeitar o espaço do outro e isso é fundamental em horas de mudanças;
Ser sociável e ter uma boa rede de network – Quanto mais a pessoa tiver empatia com os demais profissionais, mais fácil será para lidar com condições de crises e mudanças e maior será o auxílio que conquistará no processo de mudança.

Enfim, além desses, vários outros pontos também devem ser desenvolvidos para as pessoas que querem desenvolver a capacidade de resiliência, como otimismo e bom humor. Contudo, nenhuma é impossível de se desenvolver, mas é necessária uma reflexão e a vontade de realmente querer mudar. No mercado se observa muitos profissionais que se dizem resilientes contudo são na realidades os mais resistentes a mudanças neles mesmos, que é o primeiro passa para aceitar as mudanças.

Copyright © 2015 DSOP Educação Financeira, All rights reserved.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Comércio e Serviços amenizam perdas na economia gaúcha

Hoje compareci ao tradicional almoço de final de ano de mais uma Federação em Porto Alegre, a Federasul - Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul. O presidente Ricardo Russowsky salientou que o setor tem amenizado as perdas da economia e a  educação e inovação são pilares importantes para o crescimento sustentável do Estado. Os números apresentados pelo economista André Azevedo não foram muito animadores. O RS ficou na lanterna, segundo o IBGE, no levantamento do PIB entre todos os estados brasileiros. E as previsões para 2013 são incertas. Confira o release:
 
Ao fazer um balanço do desempenho da economia em 2012, o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky, afirmou que apesar do quadro desfavorável para o Rio Grande do Sul, o setor de serviços e, especialmente, o comércio tem evitado um desempenho ainda pior. Com base na retrospectiva elaborada pelo economista da Federasul, André Azevedo, ele mostrou que o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que apresentou o menor crescimento na última década, entre 2002 e 2010.

Enquanto o crescimento do Brasil foi, em média, 4% anualmente, o Estado cresceu apenas 2,8% ao ano. Russowsky salientou que se apenas tivesse mantido a sua participação no PIB brasileiro (crescendo a mesma taxa do país), o Estado teria produzido R$ 22 bilhões a mais em 2010. O cenário fica ainda pior se forem considerados os últimos dois anos (2011-2012), já que o crescimento médio gaúcho foi de apenas 2,5% ao ano.

“Estamos crescendo menos não só que o País, mas menos do que o mundo. Nessa última década, a economia global expandiu-se 3,5% em média ao ano. Portanto, continuamos perdendo espaço no cenário nacional e internacional”. A boa notícia vem do setor de serviços. Em 2012, enquanto a economia gaúcha deve encolher cerca de 2%, o setor de comércio deverá registrar uma expansão de 8%. O comércio gaúcho também apresenta evolução acima da média nacional, crescendo 8,1% no acumulado dos últimos 12 meses, até outubro. Nesse mesmo período, o volume de vendas do País aumentou 7,6%.  

O desempenho de setores que dependem da renda e do emprego, como os bens de consumo não duráveis, tem se mostrado melhor no período recente. Alimentos, bebidas e fumo já estão acima do pico de vendas anterior, registrado em fevereiro de 2011. Nos últimos 12 meses, as vendas do setor elevaram-se em 14% no Estado, acima da média nacional, de 8,1%, e quase o dobro em relação a fevereiro de 2011. Já os bens de consumo duráveis, que dependem mais do crédito, estão mostrando uma recuperação mais lenta, resultado da própria desaceleração do crescimento do crédito.

Apesar do alento trazido pelo setor de serviços, Russowsky enfatizou que é preciso tomar providências para evitar que o Estado continue a perder espaço no cenário nacional. “Não podemos ficar dependendo de um clima ameno, de uma taxa de câmbio desvalorizada e das benesses do governo federal”. Ele acrescentou que é preciso agir para estimular novos investimentos, especialmente em setores intensivos em tecnologia, mais propensos à inovação e, portanto, capazes de gerar um ciclo virtuoso e sustentável de desenvolvimento.

EDUCAÇÃO

É nesse aspecto que Russowsky reforçou a posição adotada desde que assumiu a presidência da Federasul elegendo a educação e a inovação como pilares importantes para o crescimento do Estado. Ele alertou, por exemplo, que o Brasil investe pouco em P&D, apenas 1,16% do PIB em 2012, enquanto a maioria dos países desenvolvidos e emergentes investe acima de 2% do PIB.

O presidente da Federasul lembrou ainda que o Brasil apresenta uma das menores médias de anos de escolaridade entre os países emergentes, chegando a apenas 7,2 anos em 2010. Nos Estados Unidos a média é de 12,4 anos, na Argentina fica em 9,3 anos e no Chile é de 9,7 anos. Além disso, a qualidade da educação deixa a desejar e o País, em 2009, ocupava a 53ª posição entre 65 países analisados no PISA – teste que mede conhecimento e qualificação de alunos de 15 anos.

A escassez de investimentos tem como consequência, entre outros fatores, um baixo número de pedidos de patentes, um dos limitadores da expansão da produtividade da economia. Para compensar essas carências, Russowsky considerou que é preciso adotar uma estratégia ativa, compensando a escassez de investimentos públicos estaduais em educação, infraestrutura e etc. com investimentos privados por meio de parcerias, utilizando os poucos recursos disponíveis para estimular setores-chave da nova economia (intensivos em tecnologia).

Indústria Gaúcha se recupera (um pouco) da crise de 2012

O ano de 2012 para a atividade industrial gaúcha foi um dos piores da década. O PIB do setor foi negativo. A pequena recuperação acontece quase no final do ano, quando no último trimestre, o segmento atinge o maior nível do pós-crise. Conforme a FIERGS, Federação da Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, o desempenho do setor cresceu 2,1% em outubro. Vejam o comunicado:

Porto Alegre, 19 de dezembro de 2012 – A atividade industrial gaúcha de outubro mostra que o processo de recuperação do setor voltou a crescer com força. O avanço de 2,1% em comparação com o mês de setembro, na série livre de influências sazonais, alcançou o maior nível do pós-crise. “O sincronismo e o vigor dos indicadores associados à produção confirmam a recuperação em curso. A combinação dos estímulos governamentais e do ajustamento dos estoques sustenta esse prognóstico positivo”, avaliou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, nesta quarta-feira (19).

Com exceção do emprego, que recuou em outubro pela nona vez seguida e fechou negativo em 0,3%, todas as demais variáveis do Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS), elaborado pela FIERGS, apresentaram expansão: faturamento (4%), compras (2,8%), massa salarial (2,7%), horas trabalhadas (1,4%) e utilização da capacidade instalada (0,3%). “Os problemas estruturais, que determinam a falta de competitividade da indústria, impedem um crescimento mais forte, num quadro em que há pouca folga no mercado de trabalho e o cenário externo segue desfavorável às exportações”, alertou o presidente da FIERGS.

Esse resultado ajudou o IDI-RS a atingir a estabilidade no acumulado do ano (janeiro a outubro), em relação ao mesmo período de 2011, anulando as fortes quedas verificadas no primeiro semestre. A tendência positiva deverá levar o indicador a um leve crescimento no final de 2012. Dos 16 setores industriais pesquisados, os que mais evoluíram foram móveis (6,8%), máquinas e equipamentos (5%) e produto de metal (1,2%). As maiores desacelerações vieram de metalurgia básica (-7,6%), couros e calçados (-2,5%) e veículos automotores (-1,8%).

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fórum de Líderes Empresarias acontece em SP

O governador eleito pelo Estado de São Paulo nas últimas eleições, Geraldo Alckmin, confirmou na última quarta-feira sua presença na cerimônia de premiação do 35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais, que será realizado na próxima terça-feira, 27 de novembro, a partir das 19h, no Clube A Hebraica, na capital paulista.

Reafirmando a capilaridade das ações desenvolvidas pelo Fórum de Líderes, presidido por Ozires Silva, esta edição também será comtemplada com a presença do governador da Província de Córdoba, José Manuel De la Sota, e do presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo, Alberto Alzueta. Ao lado de outras autoridades argentinas, De la Sota acredita na importância deste evento, para se aproximar do empresariado brasileiro, de maneira louvável e providencial, tendo em vista as deficientes relações entre os países.

Durante a 35ª edição do Prêmio Fórum de Líderes, o documento Agenda Brasil será entregue a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, diante de cerca de mil dos maiores empresários do país, convidados para ocasião. Este ato simbolizará o pacto entre o empresariado nacional e o Governo Federal, em busca de um ambiente favorável ao florescimento de empresas inovadoras, que por sua vez, vão demandar dos empreendedores a capacitação e a inclusão dos trabalhadores brasileiros, criando um círculo virtuoso de crescimento do país.

"A visão do Fórum de Líderes Empresariais, seus parceiros, apoiadores e de seus membros é criar um plano de desenvolvimento de longo prazo as empresas, devidamente regulamentadas, para poder gerar uma transformação social de grande impacto, fruto da implantação de inovações, que irão assegurar, em longo prazo, o protagonismo do Brasil", conclui o superintendente do Fórum de Líderes, Finho Levy.

35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais
Local| Clube - A Hebraica
Salão| Salão Nobre Marc Chagall
Endereço| Rua Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, 115 - Pinheiros - SP
Data| 27 de Novembro de 2012
Horário| das 19h às 23h
RSVP (Imprensa)| MKT House Comunicação Integrada
Marcela Baptista: (11) 3071-1615 / (11) 96078-9996 / marcela@mkthouse.com

Sobre o Fórum de Líderes Empresariais:

Hoje presidido por Ozires Silva, o Fórum de Líderes nasceu a partir da iniciativa de mobilizar a sociedade civil organizada, através dos empresários, frente à ditadura de estado e ao subdesenvolvimento. Formou-se, então, um grupo de líderes empresariais, a partir da eleição direta por seus pares, que agiria de forma incisiva nas questões estruturais da vida nacional. Jorge Gerdau, Antonio Ermírio de Moraes, Olavo Setúbal, Abílio Diniz, José Mindlin, Paulo Velhinho, Cláudio Bardella, Severo Gomes, assinaram aquele que é chamado Documento dos Oito (pela redemocratização do País), elaborado pela organização ao lado dos economistas Luiz Gonzaga Belluzo e João Manoel Cardoso de Melo, inaugurando o Fórum e assumindo uma posição de pressão democrática, contribuindo, assim, para o processo de abertura política, impugnada em 1986.  A partir daí a competitividade do negócio brasileiro se torna o foco estratégico do Fórum de Líderes para alcançar a evolução social, econômica e democrática do país.

Mais informações em www.lideres.org.br

Facebook: http://www.facebook.com/ForumdeLideresEmpresariais
Twitter: https://twitter.com/forumdelideres

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Artigo: Obama, uma Vitória Emblemática

Oportuno artigo do professor Alcides Leite, que é economista e professor da Trevisan Escola de Negócios, sobre a reeleição do presidente americano Barack Obama. Segue:

A primeira vitória de Obama, em 2008, por uma margem mais dilatada do que a obtida na atual eleição, foi conseqüência, sobretudo, da rejeição da população americana ao governo Bush. A pior crise econômica desde a década de 1930 e o envolvimento em duas guerras inúteis foram motivos suficientes para esta rejeição. O aparecimento de um senador jovem, brilhante orador, portador de um discurso otimista, sem radicalismo, preencheu o desejo de mudança dos eleitores.

A lua de mel dos eleitores com Obama durou pouco. A dificuldade de superação da crise e a forte reação dos setores conservadores da sociedade colocaram o presidente na defensiva. Erros políticos também foram cometidos pelo governo. O maior deles foi ter utilizado os primeiros dois anos, quando tinha maioria no Congresso, na desgastante aprovação da reforma do sistema público de saúde. Embora fosse necessária, esta reforma poderia esperar um pouco mais. A urgência do momento era a redução do desemprego e o equacionamento do déficit público. Se Obama tivesse aproveitado seu capital político para aprovar uma reforma tributária, aumentando os impostos para os mais ricos, ele teria conseguido aumentar a arrecadação do setor público e acelerar o processo de recuperação da economia.

Na segunda metade do mandato, os ânimos acirraram. O partido republicano, com maioria na Câmara dos Deputados, declarou guerra ao Presidente da República. Seus líderes declararam que a prioridade número um do partido seria fazer de Barack Obama presidente de um só mandato. Eles contavam com a lentidão da recuperação econômica, uma vez que, historicamente, jamais um presidente americano havia conseguido se reeleger numa situação em que a taxa de desemprego estivesse próxima aos 8%.

A vitória de Obama, na atual eleição, foi emblemática. Ele ganhou em estados que sofreram muito com a desindustrialização, sobretudo nos setores automobilístico e siderúrgico. O plano de ajuda que Obama implantou no início de seu governo, para salvar estes setores industriais, impediu o agravamento do desemprego em estados como Ohio e Pennsylvania. A vitória na Flórida, por margem mínima, foi garantida pelos votos dos imigrantes latinos. A vitória por larga margem nas costas leste e nordeste americanas foi garantida pelo voto liberal cosmopolita. Os setores que apoiaram Obama, que hoje já são maioria nos Estados Unidos, são aqueles que entendem que o mundo mudou. Eles entendem que não é mais possível ao país se comportar como o Xerife do mundo. Não é mais possível sustentar uma mentalidade conservadora, que se recusa a aceitar as diversidades raciais, políticas e culturais.

A vitória de Obama foi a constatação de que a velha América saudosista ficou para trás. Com a eleição de terça-feira passada os Estados Unidos conseguiram virar mais uma página de sua história. O país conseguiu mostrar que ainda é dinâmico e sabe se adaptar às mudanças históricas.