O texto não é meu, é daqueles que saem na internet e são divulgados nas redes sociais. Achei pertinente publicá-lo neste feriado de Tiradentes. A sabedoria popular nos surpreende muitas vezes, esclarecendo algumas coisas interessantes.
Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.
Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam
"O Quinto dos Infernos".
E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Bom, aí vem uma parte deste texto, espalhada pela web, bastante forte e até mesmo chula. Repito, a autoria não é minha, mas concordo com o teor, com a essência deste protesto contra a atual carga tributária brasileira. Diz mais ou menos assim:
"Para quê? Para sustentar a corrupção? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...!"
Textos, notícias, artigos, reflexões e reportagens interessantes sobre o mundo corporativo. Aqui você vai encontrar ideias inteligentes, alternativas interessantes e debates irresistíveis sobre gestão, negócios, jornalismo, marketing, tecnologia e tendências. Colabore comentando os posts e enviando textos e links colaborativos.
sábado, 21 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Necessidade de Crescimento
Confiram o artigo sobre a demora do Brasil a acordar para seu próprio crescimento. Estamos com a faca e o queijo na mão, mas ainda muito atrás das cinco primeiras economias mundiais. O texto é de Roni de Oliveira Franco, sócio da Trevisan Gestão & Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios. Boa leitura!
Sexta economia mundial. Quem diria que chegaríamos a esse patamar – e na velocidade com que o alcançamos. A previsão é que, até 2016, superemos a França, ficando entre as cinco maiores potências econômicas. Só que isso acarretará responsabilidades para o País. Para manter o crescimento sustentável, precisamos urgentemente de uma melhoria na educação, para formarmos profissionais mais qualificados.
Também necessitamos de empresas mais expressivas no mercado brasileiro. Não adianta ficarmos na mesmice. Se o Brasil não é mais o mesmo, por que temos de manter as organizações nos mesmos padrões?
Já faz um tempo que podemos reparar que as necessidades das empresas situadas no Brasil – e aqui digo nacionais e multinacionais – tiveram uma alteração no perfil. Com isso, as organizações que prestam serviços especializados começaram a se adaptar, principalmente ampliando o seu leque de serviços.
Um estudo realizado pela Global Approach Consulting (GAC) mostrou que 76% das 30 maiores empresas que atuam no Brasil querem investir em inovação em 2012. Pode ter certeza que dentro das novas ações dessas organizações estão, inclusive, atacar os mercados que ainda estão deficitários no País. Inovar é crescer!
O desenvolvimento rápido do Brasil e a falta, principalmente, de preparo, de base, fez com que tenhamos uma grande defasagem em comparação aos cinco países que possuem, ainda, uma economia melhor do que a nossa. E podemos afirmar que muitas que estão atrás de nós nesse ranking também são superiores. É claro que o Brasil ainda está engatinhando perto de nações europeias. Temos pouco mais de 500 anos e, mesmo assim, já somos superiores a muitas delas.
Além disso, inovação é um dos fatores principais para nos mantermos por um longo tempo no mercado. No Brasil, por exemplo, 60% das empresas são fechadas em menos de quatro anos de atuação, de acordo com o Sebrae. Ou seja, o percentual de continuidade e de perenidade do negócio é muito baixo. Normalmente, isso acontece com as micro e pequenas (MPEs), que representam 98% de todas as organizações – no País há mais de cinco milhões.
Temos de lembrar que essas firmas são as que mais empregam no País. Então, com um pensamento rápido e prático, podemos entender que: se a empresa não inova, ela provavelmente não passará dos seus primeiros cinco anos de vida; se ela fechar, muitos profissionais vão ficar desempregados, o que não favorece a economia nacional. Resumindo: precisamos sempre inovar. As empresas necessitam disso para crescer e expandir os seus negócios.
Sexta economia mundial. Quem diria que chegaríamos a esse patamar – e na velocidade com que o alcançamos. A previsão é que, até 2016, superemos a França, ficando entre as cinco maiores potências econômicas. Só que isso acarretará responsabilidades para o País. Para manter o crescimento sustentável, precisamos urgentemente de uma melhoria na educação, para formarmos profissionais mais qualificados.
Também necessitamos de empresas mais expressivas no mercado brasileiro. Não adianta ficarmos na mesmice. Se o Brasil não é mais o mesmo, por que temos de manter as organizações nos mesmos padrões?
Já faz um tempo que podemos reparar que as necessidades das empresas situadas no Brasil – e aqui digo nacionais e multinacionais – tiveram uma alteração no perfil. Com isso, as organizações que prestam serviços especializados começaram a se adaptar, principalmente ampliando o seu leque de serviços.
Um estudo realizado pela Global Approach Consulting (GAC) mostrou que 76% das 30 maiores empresas que atuam no Brasil querem investir em inovação em 2012. Pode ter certeza que dentro das novas ações dessas organizações estão, inclusive, atacar os mercados que ainda estão deficitários no País. Inovar é crescer!
O desenvolvimento rápido do Brasil e a falta, principalmente, de preparo, de base, fez com que tenhamos uma grande defasagem em comparação aos cinco países que possuem, ainda, uma economia melhor do que a nossa. E podemos afirmar que muitas que estão atrás de nós nesse ranking também são superiores. É claro que o Brasil ainda está engatinhando perto de nações europeias. Temos pouco mais de 500 anos e, mesmo assim, já somos superiores a muitas delas.
Além disso, inovação é um dos fatores principais para nos mantermos por um longo tempo no mercado. No Brasil, por exemplo, 60% das empresas são fechadas em menos de quatro anos de atuação, de acordo com o Sebrae. Ou seja, o percentual de continuidade e de perenidade do negócio é muito baixo. Normalmente, isso acontece com as micro e pequenas (MPEs), que representam 98% de todas as organizações – no País há mais de cinco milhões.
Temos de lembrar que essas firmas são as que mais empregam no País. Então, com um pensamento rápido e prático, podemos entender que: se a empresa não inova, ela provavelmente não passará dos seus primeiros cinco anos de vida; se ela fechar, muitos profissionais vão ficar desempregados, o que não favorece a economia nacional. Resumindo: precisamos sempre inovar. As empresas necessitam disso para crescer e expandir os seus negócios.
Marcadores:
Artigos,
Brasil,
Economia,
Gestão Pública,
Política
sexta-feira, 30 de março de 2012
Dicas do que fazer em Porto Alegre aos domingos
Vejam que interessante. Muita gente não sabe o que fazer nos domingos. Outros, têm dicas de sobra. Alguém lembrou de criar um serviço que reúne as duas coisas, trocando informações entre as duas tribos, os que precisam, e os que querem oferecer dicas. E o bom é que os domingos em Porto Alegre têm inúmeras opções de diversão, lazer e gastronomia, mas muitas são desconhecidas. Pensando nisso, a Rotta Ely Construções e Incorporações lança um movimento colaborativo na internet que convidará os portoalegrenses a darem dicas do que se fazer na capital dos gaúchos aos domingos.
Por meio do site www.domingoempoa.com.br, os internautas podem postar suas sugestões e concorrer aos prêmios que serão entregues aos autores das 53 melhores dicas: duas bicicletas Caloi Urbe (que possui quadro dobrável de alumínio), para o primeiro lugar, e um city tour por Porto Alegre, um happy hour e ingressos para o cinema para os demais contemplados.
A iniciativa, realizada em parceria com a agência digital 3YZ, é lançada durante a 53ª Semana de Porto Alegre e abre um espaço para os portoalegrenses compartilharem suas formas de aproveitar o domingo. “Tomar chimarrão no brique ou ver o pôr-do-sol no Guaíba são programas clássicos de um domingo em Porto Alegre. Nossa ideia é criar um guia colaborativo no qual as pessoas podem contar suas experiências e compartilhar programas que podem ser feitos nos mesmos lugares, mas de formas diferentes”, destaca Pedro Rotta Ely, diretor da Rotta Ely Construções e Incorporações.
O movimento cultural se estende até o final de abril e “embaixadores” da capital gaúcha como O Bairrista, Perestroika e os blogs Mycool e Destemperados, já aderiram à ideia e deram suas sugestões. Ao final, os 53 autores das melhores dicas farão parte de um pocket book, que será distribuído gratuitamente e estará também disponível para download na internet.
Por meio do site www.domingoempoa.com.br, os internautas podem postar suas sugestões e concorrer aos prêmios que serão entregues aos autores das 53 melhores dicas: duas bicicletas Caloi Urbe (que possui quadro dobrável de alumínio), para o primeiro lugar, e um city tour por Porto Alegre, um happy hour e ingressos para o cinema para os demais contemplados.
A iniciativa, realizada em parceria com a agência digital 3YZ, é lançada durante a 53ª Semana de Porto Alegre e abre um espaço para os portoalegrenses compartilharem suas formas de aproveitar o domingo. “Tomar chimarrão no brique ou ver o pôr-do-sol no Guaíba são programas clássicos de um domingo em Porto Alegre. Nossa ideia é criar um guia colaborativo no qual as pessoas podem contar suas experiências e compartilhar programas que podem ser feitos nos mesmos lugares, mas de formas diferentes”, destaca Pedro Rotta Ely, diretor da Rotta Ely Construções e Incorporações.
O movimento cultural se estende até o final de abril e “embaixadores” da capital gaúcha como O Bairrista, Perestroika e os blogs Mycool e Destemperados, já aderiram à ideia e deram suas sugestões. Ao final, os 53 autores das melhores dicas farão parte de um pocket book, que será distribuído gratuitamente e estará também disponível para download na internet.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Por que ficou tão caro produzir no Brasil?
Reproduzo artigo interessante a respeito dos custos de produção e a perda da concorrência no Brasil.Quem perde é sempre o consumidor. Escrito por José Ricardo Roriz Coelho, Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast)
e da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e
Tecnologia da FIESP. Confira:
Caminhamos para ser a quinta economia global, mas até quando poderemos sustentar tal posição com tantas fragilidades no sistema produtivo, elevadas taxas de juros, alta carga tributária, infraestrutura precária e cara? Como queremos ostentar a condição de nação desenvolvida se os brasileiros pagam quase 40% de impostos e se deparam com um dos custos de vida mais elevados do mundo? Os graves efeitos do “Custo Brasil” na produção manufatureira são evidenciados em estudos de respeitados organismos nacionais e internacionais. O setor é o que mais sofre com os persistentes ônus.
Em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os impostos pagos pelos brasileiros atingiram 33,99% do PIB, superando os 32,72% de 2010. Isso está muito acima da média de 25,5% nos países com os quais competimos. Para a indústria de transformação o problema é mais grave. Embora responda por 16,6% do PIB, ela contribui com 37,6% dos impostos. O estudo “A Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de Transformação”, do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, mostra que os tributos representam 40,3% dos preços dos produtos industriais, considerando-se toda a cadeia, à montante e à jusante.
Há, ainda, custos relativos ao pagamento dos impostos. A complexidade do sistema obriga a contratação de serviços não necessários em outros países. Segundo o estudo “Carga Extra na Indústria Brasileira”, também do Decomtec/Fiesp, 1,16% do faturamento das empresas é gasto apenas para se manterem em acordo com a legislação, o que significa R$ 19,7 bilhões ao ano. Considerado o pagamento de tributos embutidos nos insumos, o índice sobe para 2,6%.
Além disso, o Bureau of Labor Statistics (BLS), responsável pelas estatísticas trabalhistas nos Estados Unidos, aponta que os encargos sobre a folha de pagamentos no Brasil, os mais altos dentre 34 países analisados, representam 32,4% dos custos com mão de obra na indústria de transformação. São 11 pontos percentuais acima da média das nações avaliadas (21,4%), ou 7,4 à frente da média europeia (25%). Mais grave é a diferença em relação aos emergentes: México (27%); Argentina e Coréia do Sul (17%).
O Brasil encontra-se em desvantagem também no custo da eletricidade. Nossa tarifa industrial foi estimada pelo Energy Information Administration (EIA), dos EUA, em US$ 138,00/MWh, a segunda mais alta do mundo. Um bom parâmetro para comparação é o Canadá, onde, como aqui, a matriz energética é baseada na hidroeletricidade. Mesmo assim, a tarifa brasileira é 182% maior. Os encargos e tributos contribuem para isso, mas, mesmo os eliminando, a energia brasileira ainda seria 108,3% mais cara. Resultado: a última Pesquisa Industrial Anual do IBGE mostra ser de 2,6% a participação da energia elétrica e consumo de combustíveis para aquecimento e operação de maquinaria nos custos totais da indústria brasileira de transformação. Ressalte-se:o cálculo não considera a cumulatividade na cadeia de valor.
Também são graves, conforme o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), do Ministério da Defesa, os custos nessa área, que representam 20% do PIB. Outro estudo (“Custos Logísticos no Brasil - 2006/2008”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostra que o percentual da receita líquida das empresas comprometido com transporte, estoque e armazenagem foi de 7,5%.
Defrontamo-nos, ainda, com um dos mais elevados custos de capital do mundo, que se deve a dois fatores: taxa básica de juro real entre as mais elevadas do mundo e spreads bancários, que aumentaram significativamente após 2008, apesar da redução da Selic. Em função desses fatores, nosso custo financeiro é o mais alto do mundo, sendo 11,5 vezes maior do que o dos países que calculam os juros como o Brasil (Chile, Itália, Japão e Malásia).
Em outro estudo do Decomtec/Fiesp (“Juros em cascata sobre o capital de giro: o impacto sobre a indústria brasileira”), foi estimado que, em 2007, o custo do capital de giro para as indústrias equivaleu a 6,7% do preço dos produtos industrializados, contra 1,97% no conjunto de países incluídos no Índice de Competitividade da Fiesp. Em 2011, o impacto do custo de capital de giro aumentou para 7,5% do preço dos produtos industrializados, uma vez que cresce a taxa de juros para as empresas.
Os juros altos estão intimamente ligados à valorização cambial, cujo mercado é majoritariamente composto por fluxos financeiros, e os capitais são atraídos principalmente pelos juros elevados em comparação com as taxas baixíssimas dos países desenvolvidos. Tendo em vista o câmbio médio do ano e descontando a inflação do Brasil e dos Estados Unidos, o real valorizou-se 49,9% em relação ao dólar, entre 2006 e 2011. Isso é assustador frente a um aumento de produtividade física da indústria de transformação de apenas 9,2%, no mesmo período.
Devido a todas essas razões, e deprimida pela combinação da barata produção chinesa com a demanda combalida dos países ricos, a indústria defende a contínua e rápida redução da Selic e o equilíbrio do câmbio. A bomba que está estourando agora, atingindo primeiramente a manufatura, resulta de termos insistido muito tempo na combinação explosiva de câmbio livre com a maior taxa de juros do mundo. Por isso, o real teve valorização de 74,6%, de junho de 2004 a dezembro de 2011, sem que tivéssemos a mínima possibilidade de melhorar a nossa produtividade, devido ao brutal aumento de custos. Defendemos, sobretudo, a retomada das reformas estruturais, em especial a tributária e trabalhista. São medidas dependentes de políticas públicas, essenciais para conter a desindustrialização e resgatar a competitividade.
Caminhamos para ser a quinta economia global, mas até quando poderemos sustentar tal posição com tantas fragilidades no sistema produtivo, elevadas taxas de juros, alta carga tributária, infraestrutura precária e cara? Como queremos ostentar a condição de nação desenvolvida se os brasileiros pagam quase 40% de impostos e se deparam com um dos custos de vida mais elevados do mundo? Os graves efeitos do “Custo Brasil” na produção manufatureira são evidenciados em estudos de respeitados organismos nacionais e internacionais. O setor é o que mais sofre com os persistentes ônus.
Em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os impostos pagos pelos brasileiros atingiram 33,99% do PIB, superando os 32,72% de 2010. Isso está muito acima da média de 25,5% nos países com os quais competimos. Para a indústria de transformação o problema é mais grave. Embora responda por 16,6% do PIB, ela contribui com 37,6% dos impostos. O estudo “A Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de Transformação”, do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, mostra que os tributos representam 40,3% dos preços dos produtos industriais, considerando-se toda a cadeia, à montante e à jusante.
Há, ainda, custos relativos ao pagamento dos impostos. A complexidade do sistema obriga a contratação de serviços não necessários em outros países. Segundo o estudo “Carga Extra na Indústria Brasileira”, também do Decomtec/Fiesp, 1,16% do faturamento das empresas é gasto apenas para se manterem em acordo com a legislação, o que significa R$ 19,7 bilhões ao ano. Considerado o pagamento de tributos embutidos nos insumos, o índice sobe para 2,6%.
Além disso, o Bureau of Labor Statistics (BLS), responsável pelas estatísticas trabalhistas nos Estados Unidos, aponta que os encargos sobre a folha de pagamentos no Brasil, os mais altos dentre 34 países analisados, representam 32,4% dos custos com mão de obra na indústria de transformação. São 11 pontos percentuais acima da média das nações avaliadas (21,4%), ou 7,4 à frente da média europeia (25%). Mais grave é a diferença em relação aos emergentes: México (27%); Argentina e Coréia do Sul (17%).
O Brasil encontra-se em desvantagem também no custo da eletricidade. Nossa tarifa industrial foi estimada pelo Energy Information Administration (EIA), dos EUA, em US$ 138,00/MWh, a segunda mais alta do mundo. Um bom parâmetro para comparação é o Canadá, onde, como aqui, a matriz energética é baseada na hidroeletricidade. Mesmo assim, a tarifa brasileira é 182% maior. Os encargos e tributos contribuem para isso, mas, mesmo os eliminando, a energia brasileira ainda seria 108,3% mais cara. Resultado: a última Pesquisa Industrial Anual do IBGE mostra ser de 2,6% a participação da energia elétrica e consumo de combustíveis para aquecimento e operação de maquinaria nos custos totais da indústria brasileira de transformação. Ressalte-se:o cálculo não considera a cumulatividade na cadeia de valor.
Também são graves, conforme o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), do Ministério da Defesa, os custos nessa área, que representam 20% do PIB. Outro estudo (“Custos Logísticos no Brasil - 2006/2008”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostra que o percentual da receita líquida das empresas comprometido com transporte, estoque e armazenagem foi de 7,5%.
Defrontamo-nos, ainda, com um dos mais elevados custos de capital do mundo, que se deve a dois fatores: taxa básica de juro real entre as mais elevadas do mundo e spreads bancários, que aumentaram significativamente após 2008, apesar da redução da Selic. Em função desses fatores, nosso custo financeiro é o mais alto do mundo, sendo 11,5 vezes maior do que o dos países que calculam os juros como o Brasil (Chile, Itália, Japão e Malásia).
Em outro estudo do Decomtec/Fiesp (“Juros em cascata sobre o capital de giro: o impacto sobre a indústria brasileira”), foi estimado que, em 2007, o custo do capital de giro para as indústrias equivaleu a 6,7% do preço dos produtos industrializados, contra 1,97% no conjunto de países incluídos no Índice de Competitividade da Fiesp. Em 2011, o impacto do custo de capital de giro aumentou para 7,5% do preço dos produtos industrializados, uma vez que cresce a taxa de juros para as empresas.
Os juros altos estão intimamente ligados à valorização cambial, cujo mercado é majoritariamente composto por fluxos financeiros, e os capitais são atraídos principalmente pelos juros elevados em comparação com as taxas baixíssimas dos países desenvolvidos. Tendo em vista o câmbio médio do ano e descontando a inflação do Brasil e dos Estados Unidos, o real valorizou-se 49,9% em relação ao dólar, entre 2006 e 2011. Isso é assustador frente a um aumento de produtividade física da indústria de transformação de apenas 9,2%, no mesmo período.
Devido a todas essas razões, e deprimida pela combinação da barata produção chinesa com a demanda combalida dos países ricos, a indústria defende a contínua e rápida redução da Selic e o equilíbrio do câmbio. A bomba que está estourando agora, atingindo primeiramente a manufatura, resulta de termos insistido muito tempo na combinação explosiva de câmbio livre com a maior taxa de juros do mundo. Por isso, o real teve valorização de 74,6%, de junho de 2004 a dezembro de 2011, sem que tivéssemos a mínima possibilidade de melhorar a nossa produtividade, devido ao brutal aumento de custos. Defendemos, sobretudo, a retomada das reformas estruturais, em especial a tributária e trabalhista. São medidas dependentes de políticas públicas, essenciais para conter a desindustrialização e resgatar a competitividade.
terça-feira, 27 de março de 2012
Presidente do Banco Central prevê inflação menor para 2012
Durante reunião com os varejistas associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), realizada em São Paulo, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a inflação será a menor dos últimos anos. De acordo com ele, o ritmo da atividade econômica irá se acelerar ao longo de 2012, sustentado pela demanda interna, a redução dos estoques industriais, que estão atualmente em seu menor nível, e os juros mais baixos, além da flexibilização das condições monetárias. A economia brasileira continuará gerando empregos, e o incremento foi de 1.400.000 novos postos de trabalho nos últimos 12 meses. “Nosso objetivo é cumprir a meta de inflação de 4,5%. Esse cenário proporcionará uma retomada da atividade econômica, que deve se acelerar no segundo semestre”, diz.
O primeiro relatório trimestral do ano será divulgado nesta quinta-feira. “Até o momento, a previsão é de que a taxa de inflação fique no centro da meta (4,5%) para 2012”, comentou Tombini. De acordo com ele, o Brasil possui a terceira menor taxa de desemprego entre os países do G-20, perdendo apenas para China e Japão.
Tombini comentou ainda que os Bancos Centrais (BCs) de economias avançadas adotaram políticas monetárias expansionistas, que contribuíram para a redução da aversão ao risco no início de 2012. Dados recentes, segundo o presidente do BC, indicam que a retomada da economia norte-americana está em curso, e a perspectiva de crescimento da China foi ajustada para baixo, com metas de crescimento de 7,5%, ante os 10% dos últimos anos. “A China está desacelerando, mas de forma responsável, sem grandes riscos”, explicou.
Os associados do IDV comentaram sobre a necessidade de redução da taxa de juros na ponta do consumo, uma vez que as reduções das taxas referenciais de juros não têm chegado com a mesma intensidade ao consumidor. Também argumentaram sobre os altos custos financeiros das empresas de varejo, principalmente as pequenas e médias, e pediram melhorias neste sistema. Tombini disse que há uma agenda para estes assuntos e colocou o tema como prioridade. “Ainda há muito a fazer, mas certamente o IDV pode nos ajudar com esta questão. Inclusive, marcarei uma reunião entre uma comissão do IDV e membros da nossa diretoria”.
O presidente do IDV, Fernando de Castro, reforçou que o varejo pode ajudar o governo na redução dos juros na ponta do consumo, pois as redes varejistas são grandes financiadores de seus clientes. “Atender ao consumidor final é a nossa missão, e o varejo é o grande aliado do governo no controle da inflação e na redução dos juros”.
O varejo é o segmento que mais gera empregos no Brasil. “Apenas em 2011, o comércio criou 460 mil novos postos de trabalho. Além de ser gerador de empregos, o varejo forma e treina pessoas, muitas delas em seu primeiro emprego. Além disso, as empresas expandiram sua rede de atendimento e fizeram grandes investimentos em novas lojas, equipamentos, estoques de produtos, inovação e tecnologia”, conclui Castro.
O primeiro relatório trimestral do ano será divulgado nesta quinta-feira. “Até o momento, a previsão é de que a taxa de inflação fique no centro da meta (4,5%) para 2012”, comentou Tombini. De acordo com ele, o Brasil possui a terceira menor taxa de desemprego entre os países do G-20, perdendo apenas para China e Japão.
Tombini comentou ainda que os Bancos Centrais (BCs) de economias avançadas adotaram políticas monetárias expansionistas, que contribuíram para a redução da aversão ao risco no início de 2012. Dados recentes, segundo o presidente do BC, indicam que a retomada da economia norte-americana está em curso, e a perspectiva de crescimento da China foi ajustada para baixo, com metas de crescimento de 7,5%, ante os 10% dos últimos anos. “A China está desacelerando, mas de forma responsável, sem grandes riscos”, explicou.
Os associados do IDV comentaram sobre a necessidade de redução da taxa de juros na ponta do consumo, uma vez que as reduções das taxas referenciais de juros não têm chegado com a mesma intensidade ao consumidor. Também argumentaram sobre os altos custos financeiros das empresas de varejo, principalmente as pequenas e médias, e pediram melhorias neste sistema. Tombini disse que há uma agenda para estes assuntos e colocou o tema como prioridade. “Ainda há muito a fazer, mas certamente o IDV pode nos ajudar com esta questão. Inclusive, marcarei uma reunião entre uma comissão do IDV e membros da nossa diretoria”.
O presidente do IDV, Fernando de Castro, reforçou que o varejo pode ajudar o governo na redução dos juros na ponta do consumo, pois as redes varejistas são grandes financiadores de seus clientes. “Atender ao consumidor final é a nossa missão, e o varejo é o grande aliado do governo no controle da inflação e na redução dos juros”.
O varejo é o segmento que mais gera empregos no Brasil. “Apenas em 2011, o comércio criou 460 mil novos postos de trabalho. Além de ser gerador de empregos, o varejo forma e treina pessoas, muitas delas em seu primeiro emprego. Além disso, as empresas expandiram sua rede de atendimento e fizeram grandes investimentos em novas lojas, equipamentos, estoques de produtos, inovação e tecnologia”, conclui Castro.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Diferenças entre Chefia e Liderança
Interessante artigo da profissional de Recursos Humanos Tatiani Nunes que conheci através do Linkedin. Ela é responsável pela área na Interlink Transportes Internacionais. Neste texto, ela fala um pouco de liderança e gestão, algumas qualidades interessantes que todos nós devemos ter e assimilar. Curta:
Hoje, no mundo globalizado, momentos em que muito corremos e pouco andamos, todos, estamos sempre à procura de bons líderes, para as equipes, quando não se encontra o líder tão procurado, então, pensamos em treinamento, desenvolvimento, formadores de opinião, mensagens motivacionais... enfim, recorremos a todos os recursos prováveis e até aos improváveis! Mas você, gestor, já parou e analisou se és um bom líder, um líder capaz de reunir o bom líder, o grande líder e o líder supremo? Se você não possui tal habilidade, como podes planejar um treinamento para seus grupos, ou ainda, como podes decidir se um candidato é perfil indicado para liderança? Antes de tudo você precisa ser um bom líder para depois poder escolher, para poder gerir. Veja a seguir alguns itens importantes para ser praticados por todos os gestores/líderes:
• Saiba explicar seus ensinamentos, como um bom professor que deseja que seus educandos cresçam e se tornem educadores também;
• Assim que todo mundo concordar com uma idéia, um líder deve começar a trabalhar na próxima;
• Demonstre, pelos próprios atos, o que seus seguidores precisa fazer para chegar aonde chegastes;
• Os que mandam e querem ser obedecidos: são os líderes medíocres, não seja um desses;
• Em qualquer posição que você esteja, lembre-se de que o que importa não é mandar e ser obedecido ou temido, mas ser, acima de tudo, querido e respeitado;
• A liderança é a arte de conseguir que alguém faça alguma coisa que você quer feita, porque ele quer fazê-la, por isso, só peça que seus liderados façam porque é possível, façam porque você já fez e sabe que pode ser feito;
• O falso líder grita antes que alguém questione a sua liderança. Por falta de argumentos, ele bate na mesa e se impõe pela força, espalhando temor e ódio entre seus subordinados... Não é bom ser odiado, se você for odiado não terás seguidores e não existirão líderes, se não existir seguidores;
• O verdadeiro líder sabe que é e não precisa impor isso a ninguém. Por essa razão ele é calmo, seguro e confiante. Quando chega, sua presença acalma e asserena os ânimos. Seus liderados têm-no como alguém que lhes inspira segurança.
PRINCIPAMENTE saiba que: A diferença entre um chefe e um líder é que: um chefe diz, 'Vá!' - um líder diz, 'Vamos!'
PENSE NISSO. (Tatiani Nunes)
Hoje, no mundo globalizado, momentos em que muito corremos e pouco andamos, todos, estamos sempre à procura de bons líderes, para as equipes, quando não se encontra o líder tão procurado, então, pensamos em treinamento, desenvolvimento, formadores de opinião, mensagens motivacionais... enfim, recorremos a todos os recursos prováveis e até aos improváveis! Mas você, gestor, já parou e analisou se és um bom líder, um líder capaz de reunir o bom líder, o grande líder e o líder supremo? Se você não possui tal habilidade, como podes planejar um treinamento para seus grupos, ou ainda, como podes decidir se um candidato é perfil indicado para liderança? Antes de tudo você precisa ser um bom líder para depois poder escolher, para poder gerir. Veja a seguir alguns itens importantes para ser praticados por todos os gestores/líderes:
• Saiba explicar seus ensinamentos, como um bom professor que deseja que seus educandos cresçam e se tornem educadores também;
• Assim que todo mundo concordar com uma idéia, um líder deve começar a trabalhar na próxima;
• Demonstre, pelos próprios atos, o que seus seguidores precisa fazer para chegar aonde chegastes;
• Os que mandam e querem ser obedecidos: são os líderes medíocres, não seja um desses;
• Em qualquer posição que você esteja, lembre-se de que o que importa não é mandar e ser obedecido ou temido, mas ser, acima de tudo, querido e respeitado;
• A liderança é a arte de conseguir que alguém faça alguma coisa que você quer feita, porque ele quer fazê-la, por isso, só peça que seus liderados façam porque é possível, façam porque você já fez e sabe que pode ser feito;
• O falso líder grita antes que alguém questione a sua liderança. Por falta de argumentos, ele bate na mesa e se impõe pela força, espalhando temor e ódio entre seus subordinados... Não é bom ser odiado, se você for odiado não terás seguidores e não existirão líderes, se não existir seguidores;
• O verdadeiro líder sabe que é e não precisa impor isso a ninguém. Por essa razão ele é calmo, seguro e confiante. Quando chega, sua presença acalma e asserena os ânimos. Seus liderados têm-no como alguém que lhes inspira segurança.
PRINCIPAMENTE saiba que: A diferença entre um chefe e um líder é que: um chefe diz, 'Vá!' - um líder diz, 'Vamos!'
PENSE NISSO. (Tatiani Nunes)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Viajar é Preciso
Segue o artigo de Mariana Teodoro, repórter do site do empresário Abilio Diniz, que nos ajuda a refletir sobre a importância de viajar, para o corpo, para a cabeça, para a alma. Texto original clicando neste link.
“Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto...”
Conhecido por suas longas e solitárias expedições marítimas ao redor do mundo, o célebre viajante Amyr Klink resume bem no pensamento acima a importância da experiência de viajar. Mas qual o segredo para entender como uma viagem proporciona tanto conhecimento e crescimento ao homem? Por que sempre voltamos de um lugar diferentes de como fomos, com a sensação de renovação e o desejo de querer viajar de novo?
Dois jovens apaixonados por viagens com anos de experiência na bagagem têm algumas respostas para essas questões. “Estamos sempre atrás de conhecimento e experiência. Não há nada mais interessante que conhecer pessoas novas e costumes diferentes, e poder levar isso consigo para sempre”, diz Diego Fonteneli, 26 anos, autor do “Blog de Viagens”, espaço criado por ele na internet para compartilhar informações sobre o que mais ama fazer. Em sua primeira viagem ao Amazonas, quando tinha 5 anos, o blogueiro já sabia que viajar seria seu hobby para sempre. “Nunca esqueci a riqueza e a beleza do lugar. Acho que foi por querer continuar a encontrar lugares tão ou mais bonitos que eu continuo viajando”, afirma.
Assim como Diego, o designer Michel P. Zylberberg, 30, também criou o blog “Rodando pelo Mundo” para contar suas experiências nos cerca de 20 países por onde passou. “Viajar é uma experiência incomparável. Nada melhor para crescer do que sair do ninho e da comodidade”, afirma. Graças às experiência adquiridas no tempo em que morou fora do Brasil, o designer trabalha hoje na Suíça. “Além de falar outras línguas, é fundamental conhecer outras culturas e outras realidades. As empresas estão mudando o perfil de escolha dos candidatos, valorizando essa experiência que muitas vezes acaba não fazendo tanta diferença no currículo, mas que pode ser imprescindível no relacionamento diário e no comportamento no trabalho”, afirma.
Mas não pense que é preciso ter muito dinheiro e viajar a outro país para desfrutar dos benefícios que uma viagem pode proporcionar. Um passeio mais curto ou próximo para visitar parentes, por exemplo, pode ser uma opção. “Não importa o destino. Seja a cidade vizinha ou Sydney, na Austrália, o importante é focar na viagem e aproveitar tudo que o lugar pode oferecer sem pensar no trabalho ou no momento da volta pra casa”, conta Diego.
De acordo com Michel, é possível até mesmo conhecer melhor a própria cidade. “As pessoas acham que conhecem tudo ao redor. Muitas vezes uma volta por bairros diferentes pode se transformar em uma experiência totalmente nova. O segredo é encarar a vida com os olhos e a curiosidade de um turista”, afirma. Além disso, o designer lembra que para viagens mais distantes é valido economizar durante o ano e aproveitar as promoções.
Aos que estão acomodados ou aos que não aproveitam tanto o destino quando costumam viajar, os blogueiros deixam alguns conselhos: “As pessoas têm medo de mudança, de se confrontar com outras culturas. Hoje em dia muita gente sofre de depressão e se fecha em casa, enquanto o mundo lá fora não para, por isso reforço que é importante viajar para viver melhor”, conclui Michel.
“Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto...”
Conhecido por suas longas e solitárias expedições marítimas ao redor do mundo, o célebre viajante Amyr Klink resume bem no pensamento acima a importância da experiência de viajar. Mas qual o segredo para entender como uma viagem proporciona tanto conhecimento e crescimento ao homem? Por que sempre voltamos de um lugar diferentes de como fomos, com a sensação de renovação e o desejo de querer viajar de novo?
Dois jovens apaixonados por viagens com anos de experiência na bagagem têm algumas respostas para essas questões. “Estamos sempre atrás de conhecimento e experiência. Não há nada mais interessante que conhecer pessoas novas e costumes diferentes, e poder levar isso consigo para sempre”, diz Diego Fonteneli, 26 anos, autor do “Blog de Viagens”, espaço criado por ele na internet para compartilhar informações sobre o que mais ama fazer. Em sua primeira viagem ao Amazonas, quando tinha 5 anos, o blogueiro já sabia que viajar seria seu hobby para sempre. “Nunca esqueci a riqueza e a beleza do lugar. Acho que foi por querer continuar a encontrar lugares tão ou mais bonitos que eu continuo viajando”, afirma.
Assim como Diego, o designer Michel P. Zylberberg, 30, também criou o blog “Rodando pelo Mundo” para contar suas experiências nos cerca de 20 países por onde passou. “Viajar é uma experiência incomparável. Nada melhor para crescer do que sair do ninho e da comodidade”, afirma. Graças às experiência adquiridas no tempo em que morou fora do Brasil, o designer trabalha hoje na Suíça. “Além de falar outras línguas, é fundamental conhecer outras culturas e outras realidades. As empresas estão mudando o perfil de escolha dos candidatos, valorizando essa experiência que muitas vezes acaba não fazendo tanta diferença no currículo, mas que pode ser imprescindível no relacionamento diário e no comportamento no trabalho”, afirma.
Mas não pense que é preciso ter muito dinheiro e viajar a outro país para desfrutar dos benefícios que uma viagem pode proporcionar. Um passeio mais curto ou próximo para visitar parentes, por exemplo, pode ser uma opção. “Não importa o destino. Seja a cidade vizinha ou Sydney, na Austrália, o importante é focar na viagem e aproveitar tudo que o lugar pode oferecer sem pensar no trabalho ou no momento da volta pra casa”, conta Diego.
De acordo com Michel, é possível até mesmo conhecer melhor a própria cidade. “As pessoas acham que conhecem tudo ao redor. Muitas vezes uma volta por bairros diferentes pode se transformar em uma experiência totalmente nova. O segredo é encarar a vida com os olhos e a curiosidade de um turista”, afirma. Além disso, o designer lembra que para viagens mais distantes é valido economizar durante o ano e aproveitar as promoções.
Aos que estão acomodados ou aos que não aproveitam tanto o destino quando costumam viajar, os blogueiros deixam alguns conselhos: “As pessoas têm medo de mudança, de se confrontar com outras culturas. Hoje em dia muita gente sofre de depressão e se fecha em casa, enquanto o mundo lá fora não para, por isso reforço que é importante viajar para viver melhor”, conclui Michel.
Assinar:
Postagens (Atom)