sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Características imprescindíveis e como desenvolver a resiliência no campo profissional

Existem características que com o passar do tempo se tornam imprescindíveis para qualquer profissional do mercado. Atualmente, tem um grande destaque para os contratantes a necessidade de resiliência perante mudanças e adversidades. Mas o que é e como conquistar essa qualidade?

Segundo Lucienne Baldez, especialista em treinamento e desenvolvimento da Innovia Training e Consulting, o termo resiliência, foi emprestado da física; que utiliza esta palavra para avaliar a capacidade de um material retornar ao seu estado normal, após sofrer pressão. Para as ciências humanas, este termo tem sido utilizado para avaliar a capacidade das pessoas agirem positivamente frente às adversidades.

“As pessoas resilientes, são capazes de lidar com problemas, conflitos ou situações estressantes, sem se abalar emocionalmente. Elas conseguem manter otimismo, confiança e autocontrole nas situações mais inesperadas e conflitantes”, explica Baldez. Contudo, diferente do que a maioria das pessoas imagina, a capacidade de resiliência não nasce com as pessoas e sim pode e deve ser desenvolvida.

Assim, a especialista da Innovia pontuou os três passos para quem deseja desenvolver essa qualidade:
1. O primeiro passo é ter consciência do que é resiliência, de sua importância para o profissional e para a organização.
2. O segundo passo é conhecer métodos e ferramentas eficazes, para adquirir atitudes resilientes.
3. O terceiro passo é colocar em prática estas ferramentas e tornar estas práticas um hábito.
“Nenhuma mudança comportamental é adquirida sem conhecimento, prática e treino. No começo não é tão simples, mas com empenho, perseverança e ferramentas adequadas, se conseguirá descobrir que ser resiliente é a ferramenta mais importante e a mais utilizada pelos profissionais de sucesso”, conta Baldez.

Algumas características são marcantes em uma pessoa resiliente, dentre as quais podem ser destacadas:
Não ter medo de encarar novidades e mudanças, vendo essas como oportunidades – o profissional que se mostra motivado perante as mudanças no ambiente de trabalho geralmente são as primeiras a serem chamadas para debates de novos caminhos e projetos das empresas;
Autoestima elevada no ambiente de trabalho – uma pessoa com autoconfiança terá menos dificuldade ao ver mudanças no seu ambiente de trabalho, e o mais importante se sentirá preparado para novos desafios;
Estar emocionalmente estável – uma característica da pessoa resiliente é saber que sempre ocorrerão altos e baixos no ambiente de trabalho, contudo, mesmo perante dificuldades é imprescindível que se mantenha as emoções estáveis, respondendo adequadamente as demandas;
Possuir valores e princípios positivos – pessoas com valores e princípios morais bons, em sua maioria tem uma maior facilidade de ouvir e entender, pois sabe respeitar o espaço do outro e isso é fundamental em horas de mudanças;
Ser sociável e ter uma boa rede de network – Quanto mais a pessoa tiver empatia com os demais profissionais, mais fácil será para lidar com condições de crises e mudanças e maior será o auxílio que conquistará no processo de mudança.

Enfim, além desses, vários outros pontos também devem ser desenvolvidos para as pessoas que querem desenvolver a capacidade de resiliência, como otimismo e bom humor. Contudo, nenhuma é impossível de se desenvolver, mas é necessária uma reflexão e a vontade de realmente querer mudar. No mercado se observa muitos profissionais que se dizem resilientes contudo são na realidades os mais resistentes a mudanças neles mesmos, que é o primeiro passa para aceitar as mudanças.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Comércio e Serviços amenizam perdas na economia gaúcha

Hoje compareci ao tradicional almoço de final de ano de mais uma Federação em Porto Alegre, a Federasul - Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul. O presidente Ricardo Russowsky salientou que o setor tem amenizado as perdas da economia e a  educação e inovação são pilares importantes para o crescimento sustentável do Estado. Os números apresentados pelo economista André Azevedo não foram muito animadores. O RS ficou na lanterna, segundo o IBGE, no levantamento do PIB entre todos os estados brasileiros. E as previsões para 2013 são incertas. Confira o release:
 
Ao fazer um balanço do desempenho da economia em 2012, o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky, afirmou que apesar do quadro desfavorável para o Rio Grande do Sul, o setor de serviços e, especialmente, o comércio tem evitado um desempenho ainda pior. Com base na retrospectiva elaborada pelo economista da Federasul, André Azevedo, ele mostrou que o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que apresentou o menor crescimento na última década, entre 2002 e 2010.

Enquanto o crescimento do Brasil foi, em média, 4% anualmente, o Estado cresceu apenas 2,8% ao ano. Russowsky salientou que se apenas tivesse mantido a sua participação no PIB brasileiro (crescendo a mesma taxa do país), o Estado teria produzido R$ 22 bilhões a mais em 2010. O cenário fica ainda pior se forem considerados os últimos dois anos (2011-2012), já que o crescimento médio gaúcho foi de apenas 2,5% ao ano.

“Estamos crescendo menos não só que o País, mas menos do que o mundo. Nessa última década, a economia global expandiu-se 3,5% em média ao ano. Portanto, continuamos perdendo espaço no cenário nacional e internacional”. A boa notícia vem do setor de serviços. Em 2012, enquanto a economia gaúcha deve encolher cerca de 2%, o setor de comércio deverá registrar uma expansão de 8%. O comércio gaúcho também apresenta evolução acima da média nacional, crescendo 8,1% no acumulado dos últimos 12 meses, até outubro. Nesse mesmo período, o volume de vendas do País aumentou 7,6%.  

O desempenho de setores que dependem da renda e do emprego, como os bens de consumo não duráveis, tem se mostrado melhor no período recente. Alimentos, bebidas e fumo já estão acima do pico de vendas anterior, registrado em fevereiro de 2011. Nos últimos 12 meses, as vendas do setor elevaram-se em 14% no Estado, acima da média nacional, de 8,1%, e quase o dobro em relação a fevereiro de 2011. Já os bens de consumo duráveis, que dependem mais do crédito, estão mostrando uma recuperação mais lenta, resultado da própria desaceleração do crescimento do crédito.

Apesar do alento trazido pelo setor de serviços, Russowsky enfatizou que é preciso tomar providências para evitar que o Estado continue a perder espaço no cenário nacional. “Não podemos ficar dependendo de um clima ameno, de uma taxa de câmbio desvalorizada e das benesses do governo federal”. Ele acrescentou que é preciso agir para estimular novos investimentos, especialmente em setores intensivos em tecnologia, mais propensos à inovação e, portanto, capazes de gerar um ciclo virtuoso e sustentável de desenvolvimento.

EDUCAÇÃO

É nesse aspecto que Russowsky reforçou a posição adotada desde que assumiu a presidência da Federasul elegendo a educação e a inovação como pilares importantes para o crescimento do Estado. Ele alertou, por exemplo, que o Brasil investe pouco em P&D, apenas 1,16% do PIB em 2012, enquanto a maioria dos países desenvolvidos e emergentes investe acima de 2% do PIB.

O presidente da Federasul lembrou ainda que o Brasil apresenta uma das menores médias de anos de escolaridade entre os países emergentes, chegando a apenas 7,2 anos em 2010. Nos Estados Unidos a média é de 12,4 anos, na Argentina fica em 9,3 anos e no Chile é de 9,7 anos. Além disso, a qualidade da educação deixa a desejar e o País, em 2009, ocupava a 53ª posição entre 65 países analisados no PISA – teste que mede conhecimento e qualificação de alunos de 15 anos.

A escassez de investimentos tem como consequência, entre outros fatores, um baixo número de pedidos de patentes, um dos limitadores da expansão da produtividade da economia. Para compensar essas carências, Russowsky considerou que é preciso adotar uma estratégia ativa, compensando a escassez de investimentos públicos estaduais em educação, infraestrutura e etc. com investimentos privados por meio de parcerias, utilizando os poucos recursos disponíveis para estimular setores-chave da nova economia (intensivos em tecnologia).

Indústria Gaúcha se recupera (um pouco) da crise de 2012

O ano de 2012 para a atividade industrial gaúcha foi um dos piores da década. O PIB do setor foi negativo. A pequena recuperação acontece quase no final do ano, quando no último trimestre, o segmento atinge o maior nível do pós-crise. Conforme a FIERGS, Federação da Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, o desempenho do setor cresceu 2,1% em outubro. Vejam o comunicado:

Porto Alegre, 19 de dezembro de 2012 – A atividade industrial gaúcha de outubro mostra que o processo de recuperação do setor voltou a crescer com força. O avanço de 2,1% em comparação com o mês de setembro, na série livre de influências sazonais, alcançou o maior nível do pós-crise. “O sincronismo e o vigor dos indicadores associados à produção confirmam a recuperação em curso. A combinação dos estímulos governamentais e do ajustamento dos estoques sustenta esse prognóstico positivo”, avaliou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, nesta quarta-feira (19).

Com exceção do emprego, que recuou em outubro pela nona vez seguida e fechou negativo em 0,3%, todas as demais variáveis do Índice de Desempenho Industrial do Estado (IDI-RS), elaborado pela FIERGS, apresentaram expansão: faturamento (4%), compras (2,8%), massa salarial (2,7%), horas trabalhadas (1,4%) e utilização da capacidade instalada (0,3%). “Os problemas estruturais, que determinam a falta de competitividade da indústria, impedem um crescimento mais forte, num quadro em que há pouca folga no mercado de trabalho e o cenário externo segue desfavorável às exportações”, alertou o presidente da FIERGS.

Esse resultado ajudou o IDI-RS a atingir a estabilidade no acumulado do ano (janeiro a outubro), em relação ao mesmo período de 2011, anulando as fortes quedas verificadas no primeiro semestre. A tendência positiva deverá levar o indicador a um leve crescimento no final de 2012. Dos 16 setores industriais pesquisados, os que mais evoluíram foram móveis (6,8%), máquinas e equipamentos (5%) e produto de metal (1,2%). As maiores desacelerações vieram de metalurgia básica (-7,6%), couros e calçados (-2,5%) e veículos automotores (-1,8%).

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fórum de Líderes Empresarias acontece em SP

O governador eleito pelo Estado de São Paulo nas últimas eleições, Geraldo Alckmin, confirmou na última quarta-feira sua presença na cerimônia de premiação do 35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais, que será realizado na próxima terça-feira, 27 de novembro, a partir das 19h, no Clube A Hebraica, na capital paulista.

Reafirmando a capilaridade das ações desenvolvidas pelo Fórum de Líderes, presidido por Ozires Silva, esta edição também será comtemplada com a presença do governador da Província de Córdoba, José Manuel De la Sota, e do presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo, Alberto Alzueta. Ao lado de outras autoridades argentinas, De la Sota acredita na importância deste evento, para se aproximar do empresariado brasileiro, de maneira louvável e providencial, tendo em vista as deficientes relações entre os países.

Durante a 35ª edição do Prêmio Fórum de Líderes, o documento Agenda Brasil será entregue a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, diante de cerca de mil dos maiores empresários do país, convidados para ocasião. Este ato simbolizará o pacto entre o empresariado nacional e o Governo Federal, em busca de um ambiente favorável ao florescimento de empresas inovadoras, que por sua vez, vão demandar dos empreendedores a capacitação e a inclusão dos trabalhadores brasileiros, criando um círculo virtuoso de crescimento do país.

"A visão do Fórum de Líderes Empresariais, seus parceiros, apoiadores e de seus membros é criar um plano de desenvolvimento de longo prazo as empresas, devidamente regulamentadas, para poder gerar uma transformação social de grande impacto, fruto da implantação de inovações, que irão assegurar, em longo prazo, o protagonismo do Brasil", conclui o superintendente do Fórum de Líderes, Finho Levy.

35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais
Local| Clube - A Hebraica
Salão| Salão Nobre Marc Chagall
Endereço| Rua Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, 115 - Pinheiros - SP
Data| 27 de Novembro de 2012
Horário| das 19h às 23h
RSVP (Imprensa)| MKT House Comunicação Integrada
Marcela Baptista: (11) 3071-1615 / (11) 96078-9996 / marcela@mkthouse.com

Sobre o Fórum de Líderes Empresariais:

Hoje presidido por Ozires Silva, o Fórum de Líderes nasceu a partir da iniciativa de mobilizar a sociedade civil organizada, através dos empresários, frente à ditadura de estado e ao subdesenvolvimento. Formou-se, então, um grupo de líderes empresariais, a partir da eleição direta por seus pares, que agiria de forma incisiva nas questões estruturais da vida nacional. Jorge Gerdau, Antonio Ermírio de Moraes, Olavo Setúbal, Abílio Diniz, José Mindlin, Paulo Velhinho, Cláudio Bardella, Severo Gomes, assinaram aquele que é chamado Documento dos Oito (pela redemocratização do País), elaborado pela organização ao lado dos economistas Luiz Gonzaga Belluzo e João Manoel Cardoso de Melo, inaugurando o Fórum e assumindo uma posição de pressão democrática, contribuindo, assim, para o processo de abertura política, impugnada em 1986.  A partir daí a competitividade do negócio brasileiro se torna o foco estratégico do Fórum de Líderes para alcançar a evolução social, econômica e democrática do país.

Mais informações em www.lideres.org.br

Facebook: http://www.facebook.com/ForumdeLideresEmpresariais
Twitter: https://twitter.com/forumdelideres

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Artigo: Obama, uma Vitória Emblemática

Oportuno artigo do professor Alcides Leite, que é economista e professor da Trevisan Escola de Negócios, sobre a reeleição do presidente americano Barack Obama. Segue:

A primeira vitória de Obama, em 2008, por uma margem mais dilatada do que a obtida na atual eleição, foi conseqüência, sobretudo, da rejeição da população americana ao governo Bush. A pior crise econômica desde a década de 1930 e o envolvimento em duas guerras inúteis foram motivos suficientes para esta rejeição. O aparecimento de um senador jovem, brilhante orador, portador de um discurso otimista, sem radicalismo, preencheu o desejo de mudança dos eleitores.

A lua de mel dos eleitores com Obama durou pouco. A dificuldade de superação da crise e a forte reação dos setores conservadores da sociedade colocaram o presidente na defensiva. Erros políticos também foram cometidos pelo governo. O maior deles foi ter utilizado os primeiros dois anos, quando tinha maioria no Congresso, na desgastante aprovação da reforma do sistema público de saúde. Embora fosse necessária, esta reforma poderia esperar um pouco mais. A urgência do momento era a redução do desemprego e o equacionamento do déficit público. Se Obama tivesse aproveitado seu capital político para aprovar uma reforma tributária, aumentando os impostos para os mais ricos, ele teria conseguido aumentar a arrecadação do setor público e acelerar o processo de recuperação da economia.

Na segunda metade do mandato, os ânimos acirraram. O partido republicano, com maioria na Câmara dos Deputados, declarou guerra ao Presidente da República. Seus líderes declararam que a prioridade número um do partido seria fazer de Barack Obama presidente de um só mandato. Eles contavam com a lentidão da recuperação econômica, uma vez que, historicamente, jamais um presidente americano havia conseguido se reeleger numa situação em que a taxa de desemprego estivesse próxima aos 8%.

A vitória de Obama, na atual eleição, foi emblemática. Ele ganhou em estados que sofreram muito com a desindustrialização, sobretudo nos setores automobilístico e siderúrgico. O plano de ajuda que Obama implantou no início de seu governo, para salvar estes setores industriais, impediu o agravamento do desemprego em estados como Ohio e Pennsylvania. A vitória na Flórida, por margem mínima, foi garantida pelos votos dos imigrantes latinos. A vitória por larga margem nas costas leste e nordeste americanas foi garantida pelo voto liberal cosmopolita. Os setores que apoiaram Obama, que hoje já são maioria nos Estados Unidos, são aqueles que entendem que o mundo mudou. Eles entendem que não é mais possível ao país se comportar como o Xerife do mundo. Não é mais possível sustentar uma mentalidade conservadora, que se recusa a aceitar as diversidades raciais, políticas e culturais.

A vitória de Obama foi a constatação de que a velha América saudosista ficou para trás. Com a eleição de terça-feira passada os Estados Unidos conseguiram virar mais uma página de sua história. O país conseguiu mostrar que ainda é dinâmico e sabe se adaptar às mudanças históricas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Pira Olímpica

Agora que a euforia da Olimpíada de Londres se foi, o negócio é pensar no que ficou de herança. E de compromisso para o Brasil. Acompanhem esse interessante artigo do Fernando Trevisan, que é pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte.

Em 2005, quando a cidade de Londres venceu a disputa para sediar a Olimpíada de 2012, os europeus não imaginavam que o Velho Continente e o mundo mergulhariam numa das mais graves e duradouras crises do capitalismo. Esta, contudo, não impediu que, mesmo sob as limitações de orçamentos mais apertados, os investimentos alcançassem o equivalente a 30 bilhões de reais e as obras fossem entregues com britânicapontualidade. Para efeito de comparação, os custos de instalações e infraestrutura para a competição de 2016 são de R$ 23,2 bilhões, segundo o site oficial do Comitê Organizador do Rio de Janeiro.

Alguns números relativos aos jogos deste ano desafiam as adversidades fiscais, a estagnação e as dificuldades enfrentadas pelas nações da Zona do Euro: 11 milhões de ingressos emitidos,sendo 75% vendidos no próprio Reino Unido; R$ 1,753 bilhão apenas para a produção das cerimônias de abertura (esta encantou o mundo!) e encerramento; um milhão de equipamentos esportivos, incluindo 26.400 bolas de tênis, 2.700 bolas de futebol, 600 alvos de tiro com arco e 376 pares de luvas de boxe; dois milhões de visitantes; 14 milhões de refeições servidas no Parque Olímpico; a construção deste gerou empregos para 46 mil trabalhadores, e 200 mil pessoas trabalham durante a competição.

Tais estatísticas, em pleno cenário macroeconômico turbulento e preocupante do Velho Continente, mostram que o esporte, como negócio, é análogo à têmpera dos próprios atletas quanto à infinita capacidade de superar metas e obstáculos. Não é sem razão, portanto, que o setor atrai cada vez mais publicidade e investimentos. Por isso mesmo, conforme ficou evidente na exemplar organização dos londrinos, é indispensável a profissionalização de sua gestão, incluindo a formação acadêmica de profissionais competentes, a constituição de todo um acervo deconhecimento e sua aplicação prática nos clubes, seleções, administração dearenas, captação de patrocínios, licenciamento de marcas, comercialização de cotas de TV e negociação dos direitos federativos dos atletas, dentre outras atividades.
  
É importante multiplicar ações capazes de fomentar o setor, como promover congressos, seminários e feiras voltados às áreas de gestão e marketing esportivo, pois as demandas serão imensas no Brasil nos próximos anos, em decorrência da Copa das Confederações, em 2013, Copa do Mundo da FIFA, em 2014, em 12 cidades de nosso país, e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Também ocorrem um incremento do Campeonato Brasileiro de Futebol, inclusive da série B, a crescente predominância de nossos clubes na conquista de títulos de campeões da Copa Libertadores da América, com sua maior internacionalização, e a diversificação do interesse do público por distintas modalidades, conforme é possível observar nos Jogos Olímpicos de Londres.

Nesse contexto, profissionalismo, competência, conhecimento e experiência são elementos fundamentais. Trata-se de fatores decisivos para que, a exemplo da Pira Olímpica, a chama dos bons negócios ligados ao esporte jamais se apague!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pesquisa mostra mais pessimismo no varejo

Apesar de ainda otimistas em relação ao futuro, os empresários do comércio no Rio Grande do Sul estão mais pessimistas em relação ao momento atual, tanto no que diz respeito à economia brasileira, à dinâmica do setor ou ao seu próprio negócio. Esses são os principais resultados da edição de julho da pesquisa promovida pela Fecomércio-RS, divulgada nesta segunda-feira (16), e que apura o Índice de Confiança do Empresário do Comércio – Icec – no Rio Grande do Sul.

Em julho, o Icec-RS apresentou uma queda de 12,1% frente a junho e de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2011. Todos os indicadores que compõem o Icec-RS - condições atuais, expectativas e investimentos - apresentaram queda tanto na comparação mensal quanto interanual.apresentaram queda tanto na comparação mensal quanto interanual.

O indicador referente à situação atual, contudo, registrou a retração mais acentuada, atingindo o índice negativo de 20,7%, enquanto os aspectos referentes às expectativas para o futuro e aos investimentos do empresário do comércio apresentaram queda de 12,4% e 3,6% em relação ao mês anterior, respectivamente. “Quanto às expectativas, ainda que menos otimistas do que as manifestadas no mês de junho, os empresários permanecem otimistas em relação a pontos como contratação de funcionários e realização de investimentos”, ressalta Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS.

Na análise por porte, a queda do Índice de Confiança do Empresário do Comércio foi mais acentuada para as empresas com até 50 funcionários (-12,1%). Para as empresas com mais de 50 funcionários, o índice registrou queda de 6,1% em julho.

Na avaliação por segmentos, todos os grupos analisados apresentaram queda tanto na comparação mensal quanto na interanual. Na comparação mensal, a maior queda foi verificada no grupamento de semiduráveis (-13,2%). Já, a maior queda interanual foi a dos bens duráveis (-18,3%). “Esse último resultado de certa forma surpreende, dado que atualmente permanecem os cortes de IPI para a linha branca, o que não existia no mesmo período do ano passado”, pondera Zildo De Marchi.